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Benefícios para o SUS

Escrito por Alessandra Bernardes | Publicado: Quarta, 30 de Maio de 2018, 10h39 | Última atualização em Quarta, 30 de Maio de 2018, 10h39

A incorporação da estratégia de saúde digital no SUS gerará benefícios a indivíduos, gestores, profissionais e organizações de saúde de todo o País. Componente essencial e transversal à atenção e gestão de Saúde, a estratégia contribuirá para o alcance de objetivos e metas definidos no Plano Nacional de Saúde (PNS 2016-2019), conforme detalhado na tabela a seguir.

INSTRUMENTOS DE E-SAÚDE

RESULTADOS DE SAÚDE (2020)

OBJETIVOS PNS 2016-2019

Gestão do Fluxo de Pacientes (Regulação do Atendimento) em todos os níveis da atenção, integrado com Registro Eletrônico em Saúde (RES) para apoio à decisão clínica, otimização do uso de recursos e ferramentas para planejamento em todas as esferas. Monitoramento e Avaliação dos resultados de Saúde.

O uso da informação clínica de qualidade no ponto de atenção, e o profundo conhecimento dos recursos de saúde disponíveis – combinados como determinantes de encaminhamento – resultaram em melhor equidade, disponibilidade de recursos, qualidade e produtividade da atenção.

Objetivo 1 – Ampliar e qualificar o acesso aos serviços de saúde, em tempo adequado, com ênfase na humanização, equidade e no atendimento das necessidades de saúde, aprimorando a política de atenção básica e especializada, ambulatorial e hospitalar.

Urgência e Emergência como parte essencial da Gestão do Fluxo de Pacientes. Uso do RES, de dispositivos móveis e de tecnologia de GPS para reduzir tempos de atendimento e otimizar o uso de recursos.

A integração da informação sobre as demandas clínicas reais, as especialidades disponíveis e a identificação das unidades melhor qualificadas para cada tipo de atendimento levaram a um atendimento mais efetivo e eficiente. Além disso, o uso de dispositivos móveis nas ambulâncias e de ferramentas de GPS com informações de tráfego permitiram que os atendimentos individuais de Urgência / Emergência tenham sido mais rápidos e efetivos.

Objetivo 2 – Aprimorar e implantar as Redes de Atenção à Saúde nas regiões de saúde, com ênfase na articulação da Rede de Urgência e Emergência, Rede Cegonha, Rede de Atenção Psicossocial, Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência, e da Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas.

RES combinado com Gestão do Fluxo de Pacientes.

Análise de dados para identificação de riscos e vulnerabilidades.

As equipes de saúde junto às populações de maior vulnerabilidade e dificuldade de acesso foram equipadas com dispositivos móveis para a coleta de dados do RES e interação com as equipes especializadas. A análise dos dados de saúde coletados das gestantes, mães e crianças permitiram identificar situações de risco e tomar as ações adequadas para minimizá-los, resultando em redução significativa de complicações e morbidade.

Objetivo 2 e Objetivo 3 – Promover o cuidado integral às pessoas nos ciclos de vida (criança, adolescente, jovem, adulto e idoso), considerando as questões de gênero, orientação sexual, raça/etnia, situações de vulnerabilidade, as especificidades e a diversidade na atenção básica, nas redes temáticas e nas redes de atenção à saúde.

RES combinado com dispositivos móveis e com Gestão do Fluxo de Pacientes. Análise de dados para identificação de riscos e vulnerabilidades.

Dispositivos móveis permitem acompanhar dependentes moradores de rua em áreas identificadas como de risco e vulnerabilidade. O mapa das unidades especializadas em Saúde Mental tem ajudado a encontrar a melhor unidade para atender o paciente em cada situação.

Objetivo 2 – Aprimorar e implantar as Redes de Atenção à Saúde nas regiões de saúde, com ênfase na articulação da Rede de Urgência e Emergência, Rede Cegonha, Rede de Atenção Psicossocial, Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência, e da Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas.

Dispositivos móveis para coleta de dados e monitoramento remoto.

RES combinado com Gestão do Fluxo de Pacientes.

Portadores de doenças crônicas e idosos são acompanhados remotamente por equipes de Saúde da Família (ESF), usando monitores eletrônicos, como glicosímetros e dispositivos de emergência, acoplados a telefones celulares convencionais.

Objetivo 3 e Objetivo 4 – Reduzir e prevenir riscos e agravos à saúde da população, considerando os determinantes sociais, por meio das ações de vigilância, promoção e proteção, com foco na prevenção de doenças crônicas não transmissíveis, acidentes e violências, no controle das doenças transmissíveis e na promoção do envelhecimento saudável.

Dispositivos móveis para coleta de dados e monitoramento remoto. Telessaúde para apoio ao diagnóstico e à terapia, com segunda opinião formativa para apoiar trabalhadores de saúde. O RES especializado, combinado com a Gestão do Fluxo de Pacientes para a coleta de dados clínicos individualizados, das unidades de saúde de referência e suas especialidades, com otimização de tempo e outros recursos, quando houver necessidade de traslado.

O Profissional de Saúde coleta informação demográfica e clínica na vila ou aldeia e obtém apoio remoto imediato ou periódico. Formulários clínicos baseados em protocolos guiam a coleta de dados e auxiliam o agente comunitário de saúde (ACS). Os dados de despesas e resultados de saúde se encontram disponíveis para acesso público.

Objetivo 5 – Promover a atenção à saúde dos povos indígenas, aprimorando as ações de atenção básica e de saneamento básico nas aldeias, observando as práticas de saúde e os saberes tradicionais, e articulando com os demais gestores do SUS para prover ações complementares e especializadas, com controle social.

Sistemas de alerta ligados ao RES compartilhado em municípios, estados, regiões e na esfera federal.

Os dados de produção de serviços e a informação clínica coletados em rotina disparam alertas para as ações de Vigilância em Saúde (VS) quando certas regras de produção, definidas cientificamente, são obedecidas.

Objetivo 4 e Objetivo 8 – Aprimorar o marco regulatório e as ações de vigilância sanitária, para assegurar a proteção à saúde e o desenvolvimento sustentável do setor.

Sistemas de gestão integrada do SUS, gestão de materiais e medicamentos, integração RES/Prescrição com Farmácias e Correios.

A integração de toda a cadeia de produção, armazenamento e dispensação de medicamentos, tem otimizado o uso de recursos. A prescrição eletrônica e o Cartão SUS permitem ao paciente acesso desburocratizado à medicação em múltiplos pontos de dispensação, da escolha do paciente.

Objetivo 6 – Ampliar o acesso da população a medicamentos, promover o uso racional e qualificar a assistência farmacêutica no âmbito do SUS.

Conjunto de ferramentas de gestão do SUS, RES compartilhado.

A integração da gestão e operação do SUS usando as ferramentas de e-Saúde levou a uma melhor articulação entre as partes e reduziu sistematicamente a fragmentação dos processos de atenção.

Objetivo 7 – Promover a produção e a disseminação do conhecimento científico e tecnológico, análises de situação de saúde, inovação em saúde e a expansão da produção nacional de tecnologias estratégicas para o SUS.

A plataforma de e-Saúde, com destaque para a capacitação de recursos humanos, o desenvolvimento de infraestrutura, a criação de um ambiente de inovação para soluções tecnológicas.

O ambiente de e-Saúde, em si, tem sido um estimulador do desenvolvimento econômico e social sustentável, ao demandar a formação de recursos humanos melhor qualificados, promover o uso da tecnologia e abrir enormes oportunidades para a inovação e desenvolvimento tecnológico, dando um sentido adequado ao uso da tecnologia.

Objetivo 9 – Aprimorar o marco regulatório da Saúde Suplementar, estimulando soluções inovadoras de fiscalização e gestão, voltadas para a eficiência, acesso e qualidade na atenção à saúde, considerando o desenvolvimento sustentável do setor.

Gestão de conhecimento e ferramentas de Ensino à Distância (EAD), intercâmbio de informações entre as equipes, segunda opinião formativa usando serviços de Telessaúde.

As ferramentas de EAD, segunda Opinião. Formativa e trabalho colaborativo têm permitido que os trabalhadores do SUS tenham maior conhecimento teórico e prático sobre suas atividades.

Objetivo 10 – Promover, para as necessidades do SUS, a formação, a educação permanente, a qualificação, a valorização dos trabalhadores, a desprecarização e a democratização das relações de trabalho.

Sistema de Gestão do SUS, integrando Gestão do Fluxo de Pacientes, armazenando dados clínicos, administrativos, financeiros, suporte à Programação Geral de Ações e Serviços de Saúde (PGASS) e Contrato Organizativo de Ação Pública de Saúde (COAP).

Melhor articulação entre os entes federados, obtida pelo registro das metas de gestão e pelo acompanhamento dos resultados, orientando a tomada de decisão sempre que necessário.

Objetivo 12 – Aprimorar a relação interfederativa e a atuação do Ministério da Saúde como gestor federal do SUS.

(*) Meta 2 – Implantação do e-Saúde no Brasil, com destaque para o RES.

Sistemas de Gestão Integrada do SUS, com foco na gestão de unidades próprias do Ministério da Saúde (MS), incorporando regras de produção que apoiem modelos inovadores de Gestão.

A administração de unidades próprias do MS adotou um modelo inovador que vem se consolidando com o suporte de sistemas robustos e flexíveis, integrados aos processos relevantes de saúde.

Objetivo 13 – Melhorar o padrão de gasto, qualificar o financiamento tripartite e os processos de transferência de recursos, na perspectiva do financiamento estável e sustentável do SUS.

A Estratégia de e-Saúde em si, principalmente os aspectos de governança, liderança, aderência às necessidades do SUS, dimensões e complexidade do ambiente estratégico de e-Saúde.

A e-Saúde brasileira é, a exemplo do SUS, uma plataforma reconhecida internacionalmente, pela qualidade e ousadia da sua concepção e pelos resultados alcançados em um País de dimensões continentais e reconhecida diversidade cultural, econômica e social.

Correlação indireta com todos os objetivos do PNS.

Nesse contexto, vale destacar a meta 2 do objetivo 12 do PNS que prevê a “Implantação da e‐Saúde no Brasil, com destaque para o Registro Eletrônico em Saúde (RES) e para os Centros de Inteligência para suporte às decisões dos gestores públicos e decisões clínicas dos profissionais de saúde”. Esta meta está diretamente ligada às ações estratégicas de saúde digital, auxiliando no desenvolvimento dos processos e dos instrumentos, na geração e na disponibilização de informações estratégicas, em tempo oportuno, para subsidiar a tomada de decisão, a partir da identificação de problemas, visando à correção de rumos e o fortalecimento da gestão do SUS.

Outra ação importante, que traz a saúde como objeto de atenção, são os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). Embora de natureza global e universalmente aplicáveis, os ODS dialogam com as políticas e ações, nos âmbitos regional e local, com o propósito de orientar as políticas nacionais e as atividades de cooperação internacional nos próximos quinze anos, em conformidade com o estabelecido no documento final da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) e nas iniciativas políticas globais decorrentes da orientação da Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU).

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