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I Simpósio Nacional para Gestores da Atenção Domiciliar

Escrito por alexandreb.sousa | | Publicado: Quarta, 03 de Outubro de 2018, 16h49 | Última atualização em Quarta, 03 de Outubro de 2018, 17h24

Mais de 400 pessoas das cinco regiões do país se reuniram em Brasília durante dois dias para o I Simpósio Nacional para Gestores da Atenção Domiciliar no SUS. Eles trocaram experiências e qualificações para atuarem no campo de trabalho nos estados.

O Simpósio é parte do projeto de Complexidade do Cuidado em Atenção Domiciliar e tem como objetivo qualificar a gestão, os processos de trabalho e as equipes dos Serviços de Atenção Domiciliar (SADs), possibilitando o aumento da complexidade do atendimento ofertado.

Os participantes debateram as cinco principais questões relacionadas ao gerenciamento de um serviço de Atenção Domiciliar em relação à gestão do cuidado, do trabalho, da logística, do monitoramento e avaliação e do trabalho em rede intra e intersetorial.

Para o diretor substituto do Departamento de Atenção Hospitalar e de Urgência (DAHU), Marcelo Oliveira Barbosa, o Simpósio marcou uma nova etapa na construção do Programa Melhor em Casa, agora, com foco direcionado para a qualificação da gestão, abordando aspectos de logística, recursos humanos, processos e gestão. “É de suma importância a qualificação profissional, pois um gestor qualificado tende a trazer resultados qualificados na sua atuação na ponta”, enfatizou Barbosa.

“É muito importante porque vai estruturar o trabalho da nossa Coordenação-Geral de Atenção Domiciliar para os próximos dois anos embasado na realidade local e não apenas na opinião do Ministério da Saúde sobre o que eles necessitam. Estamos ouvindo deles o que eles necessitam”, explicou a colaboradora da Atenção Domiciliar, do Ministério da Saúde, Mariana Borges Dias. Ela completou afirmando que espera ter bastante subsídio para poder lidar com o Programa Melhor em Casa de uma maneira mais assertiva e poder ter resultados muito melhores no termo de complexificação da assistência, da rotatividade de pacientes, de alcance do programa e de integralidade do cuidado nesses próximos anos através da qualificação dos gestores que vieram ao I Simpósio.

Estatísticas mostram que a Atenção Domiciliar no Brasil tem se expandido progressivamente devido a duas características: o envelhecimento da população e o aumento das doenças crônico-degenerativas e suas complicações. A Atenção Domiciliar é uma possibilidade de cuidado que promove bem-estar ao usuário e sua família e permite, ainda, a continuidade do acompanhamento em saúde.

 

Foto: Rodrigo Pimenta

 

“A Atenção Domiciliar no país vem crescendo pela potência inovadora que ela tem. Conversas das experiências ajudam a aumentar o ânimo das pessoas para continuarem insistindo no trabalho bacana que elas fazem. Acho que a gente precisa mesmo inventar outras maneiras da Atenção Domiciliar ser visível para os outros que não a nós mesmos”, enfatizou a palestrante do Simpósio, médica e professora da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) na área de Política, Gestão e Saúde, Laura Feuerwerker. A palestrante segue afirmando que o assunto é uma boa pauta para as pessoas conversarem como dar visibilidade a Atenção Domiciliar como a outros segmentos do próprio Sistema Único de Saúde (SUS), considerando a potência de construção que à Atenção Domiciliar tem. “Estou na área há 13 anos e vejo como tem sido cada vez mais difícil as pessoas poderem se encontrar, então ter um momento de troca como este é fundamental”, avaliou Feuerwerker.

Segundo o médico de família, professor da Universidade Federal de Pernambuco e palestrante, Aristides Vitorino de Oliveira Neto, os encontros que o Programa Melhor em Casa vem produzindo são muito importantes, um verdadeiro espaço de encontros de celebração e aprendizado conjunto. “Todas as equipes produzem cuidado no seu território de forma intensa, criativa e quando se reúnem num espaço como esse é um grande potencial de produção de novas sínteses, de balanço, de avaliação, de educação permanente e de reflexão sobre as coisas que ainda podem melhorar”, explicou. “Somos verdadeiros fanáticos, aficionados pelo tema. Quando fui conversar com as pessoas que já faziam AD nos municípios vi que essa sensação é muito forte e prazerosa de que eu estava diante de verdadeiros lutadores por essa modalidade de Atenção”, concluiu.

O Simpósio fez os gestores pensar e repensar sobre os processos de trabalho nos municípios e estados brasileiros, além de colocar as ideias em ação. O supervisor da Atenção Básica, no município de Gaspar em Santa Catarina, Arnaldo Munhoz, disse que saiu do evento com muitas ideias novas para levar ao seu município. “O Simpósio junta todo mundo que faz e pensa Atenção Domiciliar, isso já é rico pela troca que temos com outros profissionais de saúde”, completou. Já a coordenadora do SAD de Araguaína (TO), Raiane da Costa Santos, afirmou que os encontros são sempre momentos que estimulam, que dão novas forças. “Espero que as experiências contribuam com a melhoria do serviço”, contou.

De acordo com o coordenador do SAD de João Pessoa (PB), imaginar que mais de um milhão de usuários já foram atendidos é importante. “Espero que consigamos sensibilizar ainda mais os gestores para que a Atenção Domiciliar avance mais no financiamento e nos problemas locais”, disse. Coordenadora do SAD de Américo Brasiliense (SP) desde 2015, Regiane Keli Deo disse que volta ao município que atua com experiências adquiridas com as equipes mais estruturadas. “Trouxe novos desafios, perspectivas, trocas de experiências, conhecimento e tudo isso vai agregar na qualidade de atendimento prestado aos nossos usuários do município de Bento Gonçalves”, afirmou a coordenadora do Programa Melhor em Casa, Rosenilda Imperatori.

A diretora de serviços de internação e médica da família e comunidade, Vanessa Carvalho afirma que espera conseguir implantar vários conhecimentos que adquiriu no Simpósio. Conhecimento não só pelas palestras ministradas, mais pela troca que a agente tem com os outros municípios. “Quero fazer com que o Distrito Federal avance cada vez mais no SAD. Avance na complexidade clínica, dos pacientes assistidos, dos procedimentos realizados em domicilio, na logística do serviço, na estruturação, na ampliação das equipes. Esse simpósio trouxe muita abertura de horizontes e faz com a gente veja muito mais além do que realmente a gente faz”, finalizou.

Para a gerente de projetos do Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC), Nidia Souza o Simpósio uniu de uma vez gestores com foco em melhorar seus serviços, discutir, conhecer e realinhar os processos de gestão. Além da integração entre os serviços com representação do Brasil todo.

O I Simpósio foi realizado por meio por meio do Programa de Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS), em parceria com o Ministério da Saúde e o Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC).

Por Lídia Maia – Comunicação / DAHU

 

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