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  5. MPF proíbe vacina contra HPV - FAKE NEWS
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Para combater as Fake News sobre saúde, o Ministério da Saúde, de forma inovadora, está disponibilizando um número de WhatsApp para envio de mensagens da população. Vale destacar que o canal não será um SAC ou tira dúvidas dos usuários, mas um espaço exclusivo para receber informações virais, que serão apuradas pelas áreas técnicas e respondidas oficialmente se são verdade ou mentira.

Qualquer cidadão poderá enviar gratuitamente mensagens com imagens ou textos que tenha recebido nas redes sociais para confirmar se a informação procede, antes de continuar compartilhando. O número é (61)99289-4640

> Leia o regulamento e os termos de uso

falso verdadeiro
Escrito por Gustavo Frasão | Publicado: Terça, 28 de Agosto de 2018, 10h42 | Última atualização em Terça, 28 de Agosto de 2018, 10h42

Não existe e nunca existiu a proibição da vacina HPV (Papilomavírus Humano) mencionada na imagem. O Ministério da Saúde esclarece que essa vacina é segura e eficaz e, assim como todas as vacinas ofertadas pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), passa por um rígido processo de validação e possui os devidos registros na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No entanto, como qualquer medicamento, pode causar Eventos Adversos Pós-Vacinação (EAPV), embora sejam raros.  

A vacina HPV é utilizada em mais de 80 países no mundo e não há, até o momento, qualquer evidencia na literatura mundial que relacione o uso da vacina HPV com quadros graves e neurológicos. Inclusive a Comissão de Segurança de Vacinas da Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2017 lançou um documento reafirmando a segurança dessa vacina.

Os EAPV são possíveis reações após a vacinação contra o HPV. Segundo estudos, a maioria são reações locais leves (dor no local de aplicação, edema e eritema com intensidade leve) e podem também causar manifestações sistêmicas (febre em 4% a 9% dos vacinados, cefaleia e gastroenterite). Em adolescentes e adultos jovens, pela carga emocional de receber a dose de vacina, foram registrados desmaios.

Por isso, a orientação é que a população siga rigorosamente as orientações do Calendário Nacional de Vacinação e mantenha o cartão de vacinação atualizado e guardado junto aos demais documentos pessoais, já que é o documento que comprova a situação vacinal do indivíduo.

O objetivo da vacinação contra HPV no Brasil é prevenir o câncer de colo do útero, de pênis, de boca, de garganta, de ânus, refletindo na redução da incidência e da mortalidade por estas enfermidades. No Brasil, são estimados 16 mil casos de câncer de colo do útero por ano e 5 mil óbitos de mulheres devido à doença. Mais de 90% dos casos de câncer anal e 63% dos cânceres de pênis são atribuíveis à infecção pelo HPV.
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