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Para combater as Fake News sobre saúde, o Ministério da Saúde, de forma inovadora, está disponibilizando um número de WhatsApp para envio de mensagens da população. Vale destacar que o canal não será um SAC ou tira dúvidas dos usuários, mas um espaço exclusivo para receber informações virais, que serão apuradas pelas áreas técnicas e respondidas oficialmente se são verdade ou mentira.

Qualquer cidadão poderá enviar gratuitamente mensagens com imagens ou textos que tenha recebido nas redes sociais para confirmar se a informação procede, antes de continuar compartilhando. O número é (61)99289-4640

>> Leia o regulamento e os termos de uso

>> Apresentação Fake News na Saúde feita pelo diretor da Ascom, Ugo Braga, no VIII Congresso Brasileiro de Enfermagem Pediátrica e Neonatal

falso verdadeiro
Escrito por Gustavo Frasão | | Publicado: Quarta, 29 de Agosto de 2018, 15h54 | Última atualização em Quarta, 29 de Agosto de 2018, 15h54

A Fiocruz esclarece que, de acordo com as mensagens veiculadas, “nem mesmo água fervente poderia eliminar o microrganismo e só seria possível fazê-lo deixando o feijão submerso em água com meio copo de vinagre durante 15 minutos”. O pesquisador do Laboratório de Tecnologia Recombinante (Later) e do Programa de Biofármacos de Bio, Jose Procópio Moreno Senna, afirma que o termo “superbactéria”, cunhado pela mídia, tem sido mais usado para se referir a bactérias multirresistentes aos antibióticos empregados para o tratamento clínico.

“Na prática, uma bactéria multirresistente não seria mais virulenta do que uma bactéria sensível. As resistentes aproveitam-se da pressão de seleção pelo uso de antibióticos que “matam” as sensíveis, eliminando a concorrência com as resistentes. Nestas infecções, geralmente o paciente está debilitado, o que leva a uma rápida evolução do quadro infeccioso, com alta morbidade”, destaca.

Ele esclarece que, no caso dos boatos envolvendo a presença de tais supostas “superbactérias” no feijão, um cozimento na panela de pressão seria suficiente para matar qualquer tipo de bactéria comum. “A panela de pressão funciona como uma autoclave – aparelho empregado para a esterilização de bactérias usadas em laboratório”, explica.

O especialista reforça que a preocupação real deve ser com bactérias que produzam esporos, como clostrídios, pois estes sim, que resistiriam ao processo de autoclavagem. “Outra questão importante seria com toxinas que possam estar presentes no feijão e ser produzidas por fungos e leveduras. Ainda não temos nenhum trabalho científico concreto a respeito”, afirma.

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