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Animais peçonhentos - Utilização racional de antivenenos

Escrito por alexandreb.sousa | | Publicado: Segunda, 27 de Novembro de 2017, 17h33 | Última atualização em Segunda, 27 de Novembro de 2017, 17h33

 >> NOTA INFORMATIVA: Informações da Coordenação-Geral de Doenças Transmissíveis (CGDT) referentes à nova abordagem ao tratamento em casos de acidentes por serpentes do grupo Bothrops (“jararacas”) e por escorpiões, em situação de escassez de antivenenos

 

 ACIDENTES POR ANIMAIS PEÇONHENTOS – UTILIZAÇÃO RACIONAL DE ANTIVENENOS

 

Nos últimos anos foram registrados no Brasil cerca de 140 mil acidentes por animais peçonhentos, dentre serpentes, aranhas, escorpiões, lagartas, abelhas e outros animais em menor proporção.

O Ministério da Saúde, desde 1986, adquire toda a produção de antivenenos dos quatro produtores nacionais (Instituto Butantan, Instituto Vital Brazil, Fundação Ezequiel Dias e Centro de Produção e Pesquisa de Imunobiológicos). Mensalmente, o Ministério da Saúde distribui as cotas de antivenenos aos Estados, levando em consideração critérios epidemiológicos, que são as notificações de acidentes por animais peçonhentos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN).

Tais antivenenos, utilizados de forma adequada, são a forma mais eficaz de neutralização da peçonha do animal causador do acidente. Para tanto, é de fundamental importância a disponibilização desses antivenenos em quantidade suficiente e em locais oportunos, visando-se diminuir o tempo decorrente entre o acidente e o atendimento médico adequado.

Atualmente, os laboratórios produtores de antivenenos no Brasil estão em processo de adequação às Boas Práticas de Fabricação (BPF) da ANVISA, razão pela qual a distribuição dos 9 (nove) antivenenos disponíveis no Brasil às UF’s está sendo feita de forma ainda mais criteriosa, tendo como base além dos critérios clínico-epidemiológicos, os estoques disponíveis no Central Nacional de Armazenamento e Distribuição de Imunobiológicos (CENADI).

Para atender à demanda, por serem soros de difícil fabricação, os protocolos clínicos de utilização dos soros antielapídico (SAEla), antiaracnídico (SAA) e antiloxoscélico (SALox) foram revisados e atualizados, conforme consta nos links abaixo.

 

Link 1: Protocolo clínico para acidente por serpente da família Elapidae, gêneros Micrurus e Leptomicrurus - “Coral Verdadeira”

Link 2: Protocolo clínico para acidente por aranha do gênero Phoneutria - “Aranha Armadeira”

Link 3: Protocolo clínico para acidente por aranha do gênero Loxosceles - “Aranha Marrom”

 

Seguem, também, recomendações às Secretarias Estaduais de Saúde (SES), em especial aos serviços de assistência e vigilância em saúde, para utilização racional dos antivenenos:

  1. Realizar um levantamento do quantitativo e da validade dos antivenenos já descentralizados para as regionais de saúde e municípios, subsidiando a alocação estratégica dos antivenenos enviados pelo Ministério da Saúde;
  2. Informar às equipes de assistência no atendimento aos acidentados por animais peçonhentos, a necessidade do uso racional dos soros antivenenos, visando à correta utilização das ampolas;
  3. Em caso de acidentes por animais peçonhentos que necessitem utilização de soroterapia, recomenda-se às equipes de assistência dos pontos de atendimento, que a prescrição do soro seja respaldada por profissionais de referência (2ª opinião clínica), geralmente de Centros de Informações Toxicológicas (CITs), caso a UF tenha um ponto estadual de referência capaz de suportar essa demanda.
  4. Disponibilizar às equipes dos pontos de atendimento aos acidentados por animais peçonhentos, além dos já aqui apresentados protocolos para acidentes elapídicos, loxoscélicos e fonêutricos, todos os demais protocolos clínicos de acidentes por animais peçonhentos, presentes no Manual de Diagnóstico e Tratamento de Acidentes por Animais Peçonhentos.
  5. Intensificar as capacitações de profissionais de saúde para qualificar o diagnóstico e prescrições de tratamentos aos acidentados por animais peçonhentos;
  6. Atualizar e disponibilizar, às equipes de atendimento de urgências (SAMU), a lista completa dos pontos de atendimento médico que realizam soroterapia para os acidentes por animais peçonhentos. E, em casos de indisponibilidade de determinado soro, manter nessa lista os telefones de contatos de outros pontos de atendimento mais próximos, que possam receber os acidentados.
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