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Orientações técnica para utilização do larvicida pyriproxyfen (0,5 G) no controle de Aedes aegypti

Escrito por alexandreb.sousa | | Publicado: Sexta, 30 de Maio de 2014, 17h07 | Última atualização em Sexta, 30 de Maio de 2014, 17h22

Orientações técnica para  utilização do larvicida pyriproxyfen (0,5 G) no controle de Aedes aegypti

 

O Ministério da Saúde atualmente recomenda vários larvicidas para controle de Aedes aegypti em substituição ao temephos que não será mais utilizado devido a resistência do vetor a este inseticida na maioria dos municípios do país.

A licitação feita pelo Fundo Rotatório da OPAS/OMS para aquisições de praguicidas (adulticidas e larvicidas) referente ao biênio 2013/2014, apontou como produto mais econômico o larvicida Pyriproxifen (Sumilarv®), fabricado pela empresa Sumitomo Chemical, sendo este, portanto o larvicida adquirido.

O Pyriproxifen tem recomendação do WHO Pesticide Evaluation Schemme - WHOPES para seu uso como larvicida e avaliação do GDWQ/OMS (Guias para avaliação da água potável), grupo de estudo no âmbito do Programa Internacional de Segurança Química – IPCS que, dentre outras atividades, autoriza produtos para uso em água potável.

Pyriproxyfen pertence ao grupo químico éter piridiloxipropilico e é um análogo de hormônio juvenil ou juvenóide. Este larvicida  substituirá o novaluron a partir do 2º semestre de 2014.            

A seguir são detalhadas as informações técnicas do larvicida:

 

  • Características do produto

O produto é apresentado  em formulação granulada em uma concentração de 0,5 %, o que facilita sua aplicação em campo. Este produto é formulado em areia de origem vulcânica (pedra-pomes ou pumice) com um surfactante que determina a lenta diluição do produto na água e, portanto, mantendo sua residualidade por no mínimo oito semanas.

 

  • Modo de ação

O pyriproxyfen atua sobre o inseto de forma análoga ao hormônio juvenil,  inibindo  o desenvolvimento das características adultas do inseto (por exemplo, asas, maturação dos órgãos reprodutivos e genitália externa), mantendo-o com aspecto "imaturo" (ninfa ou larva). Durante o estagio larvário o hormônio juvenil também está presente, sendo sua produção interrompida ao final do 4º estádio larvário quando a atuação do pyriproxyfen é mais notada. Portanto, em campo se verifica o efeito de prolongação do tempo que o vetor se mantém como larva que pode chegar até 20 dias. Esse produto tem pouco efeito sobre mortalidade de larvas, sendo seu efeito de mortalidade verificado em pupas e na inibição de emergência do adulto.

O pyriproxyfen teve sua eficácia e efetividade avaliada durante os estudos coordenados pela Secretaria de Vigilância em Saúde nos período de 2005 a 2007, e mais atualmente em estudos realizados em 2013/2014. Nestes estudos, o produto teve uma persistência média em criadouros de oito semanas.

 

  • Aspectos toxicológicos (saúde humana e meio ambiente)

Após revisão da literatura científica disponível, o GDWQ - IPCS (Guidelines for Drinking Water Quality- Intenational Programe on Chemical Safety) considerou o produto seguro para uso no controle do vetor Aedes aegypti, inclusive em água de consumo humano (WHO/SDE/WSH/07.01/10).

O resultado das avaliações feitas pelo IPCS/OMS mostra que o produto não tem ações carcinogênicas, teratogênicas ou genotóxicas.  A toxicidade oral aguda de pyriproxyfen é baixa, com valores de DL50 superiores a 5000 mg/kg de peso corporal em animais testados. A toxicidade cutânea aguda também é baixa, com valores de DL50 maiores do que 2000 mg/kg de peso corporal. A CL 50 da exposição por inalação determinada foi superior a 1,3 mg/l de ar são encontrados. A Organização Mundial de Saúde (2001) classifica pyriproxyfen como  improvável de causar danos à saúde em uso normal  (OMS 2001.The WHO recommended classification of pesticides by hazard and guidelines to classification 2000–2002. Geneva, World Health Organization, International Programme on Chemical Safety (WHO/PCS/01.5).

Este produto é registrado sob o número 3.2586.0009.001-1 (Sumilarv® 0,5 G - Sumitomo Chemical do Brasil) na ANVISA/Ministério da Saúde.

           

  • Dose indicadas e procedimentos para uso

A Organização Mundial de Saúde autorizou o uso do produto em água potável  a 0,01mg de ingrediente ativo/litro, dose essa também recomendada para uso nos programas de controle da dengue.

Devido a baixa dose empregada, uma quantidade muito pequena do produto comercial é suficiente para tratar uma grande quantidade de água. Com um quilograma de pyriproxyfen G 0,5% pode-se tratar 5 milhões de litro de água (ou seja, 5 mil caixas d’água de 1000 litros). Isto determina que os técnicos e supervisores sigam corretamente as instruções para aplicação, pois qualquer quantidade de produto desperdiçado levará a prejuízos e possível desabastecimento do produto.

            Em razão da baixa dose empregada e da segurança, os depósitos deverão ser tratados pela sua capacidade (volume total). É fundamental a cubagem do volume antes de fazer a aplicação do produto.

A Tabela 1 deverá servir como base para a aplicação do produto na rotina do tratamento focal utilizando os dosadores que acompanham a embalagem do produto a exemplo da figura 1 abaixo.

 

Tabela 1. Recomendações para aplicação de pyriproxyfen 0,5 G em diferentes volumes de água utilizando as colheres dosadoras

 Figura 1: Exemplo da colher-dosadora para a aplicação de pyriproxyfen 0,5G

 

  • Indicação de Equipamentos de Proteção Individual – EPI e outros cuidados

Em razão da segurança do produto e do baixo grau de exposição durante o processo de trabalho do agente, indica-se apenas o uso de luva nitrílica de parede fina.

As embalagens após o uso deverão ser recolhidas em um local centralizado para posterior encaminhamento para destinação adequada.

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