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MS amplia indicação de medicamento para o tratamento da leishmaniose visceral

Escrito por alexandreb.sousa | | Publicado: Sexta, 30 de Maio de 2014, 16h42 | Última atualização em Quinta, 03 de Novembro de 2016, 10h36

MS amplia indicação de medicamento para o tratamento da leishmaniose visceral

 

O Ministério da Saúde ampliou a indicação de uso do medicamento anfotericina B lipossomal para o tratamento de pacientes diagnosticados com leishmaniose visceral. A medida adotada pelo Ministério, além de diminuir os efeitos adversos causados por outras drogas, garante o acesso a um maior número de pessoas ao medicamento, que é ofertado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A anfotericina B lipossomal já era usada no tratamento da doença, mas apenas com indicação para três grupos prioritários: pessoas com idade acima dos 50 anos, pacientes com insuficiência renal e transplantados cardíacos, renais e hepáticos. A partir de agora, o Ministério da Saúde estende as indicações de uso dessa medicação como primeira escolha para pacientes com leishmaniose visceral que atendam pelo menos a um dos critérios abaixo:

 

  • Idade menor que 1 ano;
  • Idade maior que 50 anos;
  • Escore de gravidade: clínico ≥ 4 ou clínico-laboratorial ≥ 6 (Ver manual de  leishmaniose visceral : recomendações clínicas para redução da letalidade) http://portal.saude.gov.br/portal/saude/profissional/area.cfm?id_area=1561);
  • Insuficiência renal;
  • Insuficiência hepática;
  • Insuficiência cardíaca;
  • Transplantados cardíacos, renais ou hepáticos;
  • Intervalo QT corrigido no exame eletrocardiográfico maior que 450 milissegundos (ms);
  • Uso concomitante de medicamentos que alteram o intervalo QT;
  • Hipersensibilidade ao antimoniato de N-metil glucamina ou a outros medicamentos utilizados para o tratamento da leishmaniose visceral;
  • Infecção pelo HIV;
  • Comorbidades que comprometem a imunidade;
  • Uso de medicação que compromete a imunidade;
  • Falha terapêutica ao antimoniato de N-metil glucamina ou a outros medicamentos utilizados para o tratamento da leishmaniose visceral;
  • Gestantes.

 

Vale ressaltar que, com exceção das situações descritas acima, o Ministério da Saúde continua indicando o uso do medicamento antimoniato de N-metil glucamina como primeira escolha para o tratamento da doença.

Um ponto importante para a ampliação do uso do medicamento ocorreu graças ao acordo firmado entre a Organização Mundial de Saúde - OMS e o laboratório produtor da anfotericina B lipossomal para a redução do custo unitário deste medicamento, estabelecendo preço único para a compra realizada por países em desenvolvimento, no qual o Brasil está incluído.

Essa pactuação possibilitou, desde 2008, um aumento no quantitativo da anfotericina B lipossomal adquirida pelo Ministério e, consequentemente, na ampliação dos critérios para a utilização deste medicamento no tratamento da leishmaniose visceral no país.

 

Como solicitar a medicação

 

As solicitações de anfotericina B lipossomal deverão ser feitas por meio da ficha específica de solicitação, que poderá ser enviada à Secretaria Estadual de Saúde ou ao Ministério da Saúde, a depender do fluxo estabelecido em seu Estado.

 

Serviço:

 

Grupo Técnico das Leishmanioses

Telefone para contato: (61) 3213-8156/8153.

FAX: (61) 3213-8140

E-mail: leishmanioses@saude.gov.br

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