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Orientações para uso racional do medicamento anfotericina B lipossomal

Escrito por alexandreb.sousa | | Publicado: Sexta, 08 de Agosto de 2014, 10h40 | Última atualização em Sexta, 08 de Agosto de 2014, 10h40

Orientações para uso racional do medicamento anfotericina B lipossomal utilizado para tratamento de pacientes com as leishmanioses

 

     As drogas atualmente preconizadas para o tratamento da leishmaniose visceral são: o antimoniato de N-metil glucamina, a anfotericina B e o isotionato de pentamidina. A escolha da droga baseia-se na sua toxicidade e eficácia.      Atualmente, duas apresentações de anfotericina B são disponibilizadas pelo Ministério da Saúde: o desoxicolato de anfotericina B e a anfotericina B lipossomal, com eficácias comparáveis. No entanto, a primeira possui toxicidade maior em relação à segunda, de acordo com resultados preliminares de um ensaio clínico realizado no Brasil. Diante dessa evidência, em novembro de 2013, o Ministério da Saúde decidiu ampliar os critérios de indicação da anfotericina B lipossomal para o tratamento de pacientes com leishmaniose visceral (LV). Essa ampliação foi uma mudança necessária, visando garantir uma maior segurança no tratamento dos pacientes de LV dos grupos com maior risco de morte.

      A referida mudança nas recomendações de uso da anfotericina B lipossomal resultou em um aumento considerável da demanda por essa droga. Esse aumento, somado a atrasos em algumas etapas dos processos de compra, indica um risco de escassez temporária desse insumo, caso o consumo mantenha-se nos níveis atuais.

      Como agravante, análise realizada pelo Ministério da Saúde do banco de dados das Secretarias Estaduais de Saúde referente às liberações de anfotericina B lipossomal revelou que, em alguns Estados, a dispensação do medicamento para o tratamento de pacientes com LV estava em desacordo com o que é recomendado.

      Diante desse cenário e visando aumentar a eficiência e aprimorar a gestão do uso da anfotericina B lipossomal, de forma a racionalizar o consumo e minimizar os riscos de escassez do medicamento, o Ministério da Saúde recomenda às Secretarias Estaduais de Saúde:

  • Solicitar mensalmente o medicamento anfotericina B lipossomal ao Ministério da Saúde conforme necessidade.
  • Ter o máximo de rigor no atendimento aos critérios de liberação da anfotericina B lipossomal, conforme orientado no Informe Técnico referente à ampliação dos critérios para utilização de anfotericina B lipossomal para pacientes com LV (http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/o-ministerio/principal/leia-mais-o-ministerio/726-secretaria-svs/vigilancia-de-a-a-z/leishmaniose-visceral-lv/13058-ms-amplia-indicacao-de-medicamento-para-o-tratamento-da-leishmaniose-visceral).
  • Seguir as recomendações presente no Ofício Circular número 151/2013 (“Orientações sobre a descentralização da dispensação da anfotericina B lipossomal para o tratamento das leishmanioses”), em especial o seguinte ponto: “A medicação deverá ser dispensada e utilizada apenas para pacientes acometidos pelas leishmanioses”. Dessa forma, é imprescindível que a medicação seja liberada para pacientes que apresentem sinais e sintomas característicos da doença e que tenham a confirmação da doença por pelo menos um dos exames laboratoriais específicos disponíveis na rede pública e privada de saúde.
  • Utilizar as ampolas do medicamento de forma racional, seguindo as orientações presentes na bula: “O produto concentrado reconstituído pode ser estocado por até 24h à temperatura de 2 a 8°C após reconstituição com água estéril para injeção. Não congelar”. Assim, recomenda-se o aproveitamento do medicamento reconstituído de um dia para o outro, quando houver sobra durante o tratamento do paciente.

       Por fim, informamos que este Ministério estipulará cotas mensais da anfotericina B lipossomal para os estados onde a dispensação da medicação ocorre de forma descentralizada, com base no consumo médio dos últimos seis meses. Caso o quantitativo estipulado não seja suficiente para atender a demanda mensal do Estado e esse fique desabastecido do medicamento, as solicitações de anfotericina B lipossomal excedentes deverão ser encaminhadas a este Ministério, para o e-mail leishmanioses@saude.gov.br. Nesses casos, a liberação e o envio do insumo serão feitos diretamente do Ministério da Saúde à unidade de saúde solicitante.

       Para informações adicionais, contatar o Grupo Técnico das Leishmanioses pelos telefones (61) 3213-8156/8153.

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