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Situação Epidemiológica - Dados

Escrito por alexandreb.sousa | | Publicado: Quinta, 27 de Março de 2014, 15h30 | Última atualização em Quarta, 09 de Agosto de 2017, 16h59

A rubéola e a SRC são doenças de notificação compulsória no país desde 1996. No entanto, a partir de 1999, a vigilância epidemiológica integrada de sarampo e rubéola foi implementada, com o intuito de atingir a meta de eliminação do sarampo no Brasil. Assim, essa vigilância tornou-se mais sensível, com o monitoramento da circulação do vírus da rubéola no País.

No período de 1997 a 2001, foram registrados 876 casos suspeitos, e destes 132(15%) foram confirmados. Nesse período, após a ocorrência de surtos de rubéola e o aumento da incidência da doença entre adultos jovens, o número de casos confirmados de SRC aumentou de 38, em 1999, para 78, em 2000. Segundo dados registrados no SINAN, entre 2001 a 2006, foram confirmados 195 casos de SRC, observado um declínio a partir do ano de 2002. Em 2001, dos confirmados, 95 casos foram dos Estados de São Paulo e do Acre, devido aos surtos de rubéola. No período anterior à ocorrência desses surtos, foram confirmados 15 (8%) casos de SRC, em 2006.

No período de 2007 a 2009, foram notificados 577 casos, sendo 48 (8,3%) confirmados, e destes 16 (33,3%) ocorreu infecção congênita por rubéola (ICR). Em 2009, foram confirmados 10 casos de SRC distribuídos em oito UF, sendo o último caso registrado no mês de junho, no Estado de Alagoas.

Entre janeiro de 2010 a maio de 2014, foram notificados 460 casos e investigados, e destes, 74 (16%) tiveram que ser reinvestigados pela vigilância epidemiológica, porém não houve nenhum caso confirmado. Salienta-se que as bases de dados da vigilância da SRC são constantemente atualizadas.

Com a vigilância epidemiológica ativa, a adoção de medidas de controle frente a surtos (vacinação de bloqueio) e a implantação da estratégia de controle acelerado da SRC, bem com a realização de campanhas de vacinação de Mulher em Idade Fértil (MIF) em todos os estados brasileiros, em 2001 e 2002, resultaram numa redução substancial do número de casos de rubéola e de SRC no país, a partir de 2002.

Ressalta-se que a SRC era considerada um evento raro, mas, ainda assim, de grande magnitude, devido ao elevado custo associado ao tratamento, intervenções clínicas e epidemiológicas e educação especial, além das sequelas que essa doença pode causar ao indivíduo, ao longo da vida. Estima-se que muitos casos não tenham sido diagnosticados ou notificados, resultando em um conhecimento parcial deste agravo.

Em 2003, foi estabelecida a meta de eliminação da Rubéola e da SRC nas Américas até 2010. No ano de 2015, o Brasil recebeu a certificação da eliminação da circulação do vírus da Rubéola e Síndrome da Rubéola Congênita.

 

>> Recomendações frente aos cenários epidemiológicos internacionais e nacionais de sarampo e rubéola

>> Tabela de casos confirmados de SRC. Brasil, 1997-2017*

>> Tabela de casos de óbitos de SRC. Brasil, 1997-2017*

 

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