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Hospital Federal de Ipanema comemora 62 anos com três novos serviços

Escrito por Tatiana Teles | | Publicado: Segunda, 23 de Outubro de 2017, 14h23 | Última atualização em Terça, 24 de Outubro de 2017, 17h14

 

Unidade passa a realizar cirurgias mais avançadas para retirada de tumor de câncer de bexiga e de rim, além de transplantes de córneas

Unidade do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro, o Hospital Federal de Ipanema (HFI) completa 62 anos no próximo dia 30 com novos serviços para a população: a retomada dos transplantes de córneas, o início das cirurgias de videolaparoscopia para a retirada de cânceres e outros tumores de bexiga e de rim, e a implantação de um centro ortopédico de joelho e quadril. O avanços vêm de encontro à reestruturação dos hospitais federais coordenada pelo Departamento de Gestão Hospitalar (DGH), que prevê a ampliação do serviço de média e alta complexidade assistencial. Na ação, é previsto o aumento de 20% do atendimento de oncologia, ortopedia e cardiologia na rede hospitalar - além do HFI, também formada pelos hospitais federais do Andaraí, da Lagoa, dos Servidores do Estado, Cardoso Fontes e de Bonsucesso. O primeiro paciente deste novo ciclo de transplantes de córnea no hospital, o porteiro Waltierlhison Amaral da Silva, 20 anos, operou o olho esquerdo no último dia 5 de outubro. “A cirurgia foi um sucesso. Antes, eu não conseguia enxergar nada, agora já vejo embaçado e, daqui a um tempo, minha visão vai melhorar ainda mais”, comemora. “Fui liberado do hospital um dia depois do transplante, após fazer todos os curativos. Não sinto incômodo nem dor”. A coordenadora assistencial da unidade, Claudia Machado, explica que as córneas utilizadas nos transplantes do HFI vêm do Banco Multitecidos do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (INTO), também pertencente à rede Ministério da Saúde no Rio de Janeiro, e aponta que há a tendência de aumento do fluxo de cirurgias desse tipo. O HFI já está recebendo pacientes tratados em outros hospitais da rede, como o da Lagoa e dos Servidores do Estado, para a realização dos transplantes. ALTA COMPLEXIDADE - A videolaparoscopia para a retirada de tumores é um tipo avançado de cirurgia, na qual microcâmeras são introduzidas no corpo do paciente, gerando imagens em computador. O serviço teve início no último mês de setembro - laparoscopias de próstata já eram realizadas no HFI há 10 anos, mas agora passaram a ser utilizadas para tratar cânceres. A técnica permite a realização de cirurgias sem cortes extensos. Responsável pelo setor de Uro-oncologia do HFI, Lessandro Curcio explica que a técnica diminui o tempo de cirurgia, o sangramento do paciente e a dor no período pós-operatório, além de propiciar uma recuperação mais ágil do paciente. “Estes novos serviços atendem uma demanda reprimida no estado do Rio de Janeiro e estão no rol de cirurgias de alta complexidade definidas pelo Ministério da Saúde para o Hospital Federal de Ipanema. Entre elas, há a cirurgia de quadril e joelho, também de alta complexidade, e o incremento das cirurgias oftalmológicas”, ressalta o diretor do HFI, Benito Accetta. Entre os procedimentos de alta complexidade no HFI, ainda se destacam: cirurgias para retirada de tumores altamente agressivos de pâncreas; de endometriose profunda; de correção de incontinência urinária em mulheres com a colocação de slim; plásticas reparadoras com implantes de próteses depois de mastectomias radicais; cirugias bariátricas por vídeo; e de câncer de próstata. AUMENTO DE 20% NAS CIRURGIAS - O Hospital Federal de Ipanema registrou aumento de 20% nas cirurgias de janeiro a agosto deste ano, em comparação ao mesmo período do ano passado. Houve 5.734 procedimentos cirúrgicos de média e alta complexidade nos oito primeiros meses do ano na unidade - haviam sido 4.801 no mesmo período de 2016. Há crescimento tanto das internações quanto das consultas e atendimentos de emergência aos pacientes do HFI. Na rede de seis hospitais do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro, houve 31.807 cirurgias no período. A diminuição da fila cirúrgica foi de 17 mil procedimentos em espera, em janeiro, para 6,8 mil, atualmente - uma redução de 60%. Por Géssica Trindade, Ascom MS/RJ
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