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Planos de contingência em Emergências em Saúde Pública serão atualizados

Escrito por alexandreb.sousa | | Publicado: Quinta, 09 de Novembro de 2017, 11h50 | Última atualização em Quinta, 09 de Novembro de 2017, 12h10

No Brasil temos situação de desastres todos os dias. A resposta em Emergências em Saúde Pública exige constante análise de situação para proporcionar ações oportunas

Foto: Nucom/SVS

Secretário de Vigilância em Saúde (SVS), Adeilson Cavalcante, na abertura do Seminário do Vigidesastres, em Brasília (DF)

Revisar e atualizar os planos de contingência em Emergências em Saúde Pública (ESP) e a portaria MS nº 2.365/2012, que trata da composição do kit de medicamentos e insumos estratégicos para atendimento aos municípios atingidos por desastres de origem natural. Estes são os objetivos do ‘Seminário do Vigidesastres’ que teve início nesta quarta-feira (8), em Brasília. Durante três dias, representantes do Ministério da Saúde, de Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, além de profissionais de outras instituições governamentais que atuam na gestão de risco, estarão reunidos para a troca de conhecimentos sobre preparação e resposta a desastres.

“Precisamos de planos eficientes e profissionais de saúde treinados para que possamos responder à população em tempo oportuno”, afirmou o secretário de Vigilância em Saúde (SVS), Adeilson Cavalcante, na abertura do evento. Em sua fala, ele reforçou a necessidade de garantir a prevenção, a vigilância, o cuidado e a recuperação da saúde das pessoas expostas a desastres.

A reformulação dos documentos, segundo a diretora do Departamento em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador (DSAST/SVS), Daniela Buosi, é uma forma de nortear a atuação do Ministério da Saúde em Emergências em Saúde Pública, observando suas ações e o seu papel de apoio aos estados, ao distrito federal e aos municípios. Após apresentar os desafios, marcos importantes, e ressaltar que a gestão de emergências é um processo contínuo, Buosi alertou os presentes para a importância de se aprimorar as ações. “ É preciso avaliar cada cenário de risco de forma distinta, levando em conta as especificidades de cada local. A gente se prepara, faz o mapeamento, mas só temos a dimensão e complexidade do problema quando o evento ocorre”, destacou ao afirmar que ainda temos dificuldade em trabalhar em eventos crônicos, como a seca, e que a discussão vai subsidiar a elaboração dos novos planos que estarão disponíveis a partir do próximo ano. “Nunca estamos 100% preparados, mas temos que ter a noção de como atuar. No Brasil temos situação de desastres todos os dias”, finalizou.

Para Fábio Evangelista, representante da Organização Pan-Americana da Saúde no Brasil (OPAS/OMS) que participa do evento, essa é uma oportunidade para discutir novas ideias para respostas às ESP. “Temos que assegurar uma vida saudável e bem-estar para todos. Para isso, é preciso intensificar a capacidade de alerta precoce, focando na redução de riscos e preparando respostas para recuperação”, frisou ao apresentar o plano da OPAS para que os países tenham melhor resposta às emergências e possam orientar devidamente a população. “A falta de planejamento urbano, o crescimento populacional e a degradação ambiental são os principais fatores que favorecem a ocorrência de desastres”, citou ao falar sobre os riscos globais apontados no Fórum Econômico Mundial e comentar que as mudanças climáticas também têm impactado na saúde das pessoas.

SEMINÁRIO DO VIGIDESASTRES -  Durante o encontro, que prossegue até sexta-feira (10), os participantes serão divididos em quatro grupos de trabalho – Inundação; Seca/Estiagem; Agentes Químico, Biológico, Radiológico e Nuclear (QBRN); e Portaria MS nº 2.365/2012, considerando os objetivos propostos. Haverá palestra temática contextualizando os fatores relevantes para o desenvolvimento da agenda que subsidiará o processo de discussão nos respectivos grupos.

Cada grupo contará com um palestrante e um moderador, que apresentará as orientações iniciais para o trabalho e conduzirá a oficina, além de dois relatores.  O grupo discutirá e indicará sugestões, tomando como base o documento encaminhado previamente pela equipe do Vigidesastres aos colaboradores convidados.

Três pontos são cruciais para a revisão dos Planos: a estrutura do documento, a definição dos cenários de risco e as ações desencadeadas em cada nível de emergência. Além disso, poderão ser apontadas sugestões de alterações em outras partes dos documentos. Tendo em vista otimizar o processo de trabalho, as contribuições deverão ser encaminhadas, preferencialmente, em formato digital.

Os resultados da oficina serão apresentados em Plenária no dia 10 de novembro, no período da tarde. Ao final desse trabalho, espera-se como produto as minutas dos Planos de Contingência e da Portaria MS nº 2.365/2012.

Por Nucom/SVS
Atendimento à Imprensa
(61) 3315-3580/2351/2745

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