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Rio de Janeiro ganha novo Centro de Diagnóstico do Câncer de Próstata

Escrito por Tatiana Teles | | Publicado: Segunda, 27 de Novembro de 2017, 13h14 | Última atualização em Quinta, 15 de Fevereiro de 2018, 14h54

Unidade do INCA é o primeiro centro da rede pública do RJ e vai oferecer 3.600 biópsias por ano. Ministério da Saúde lança campanha nacional para diminuir o estigma social sobre a doença

A população masculina do Rio de Janeiro será beneficiada com um novo Centro de Diagnóstico do Câncer de Próstata. A unidade do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), inaugurada nesta segunda-feira (27/11), é o primeiro centro da rede pública do Rio de Janeiro e vai oferecer 3.600 biópsias por ano. Para marcar o Dia Nacional de Combate ao Câncer, o Ministério da Saúde lançou também a campanha nacional para diminuir o estigma social sobre a doença. 

Confira a apresentação completa

O Centro de Diagnóstico receberá pacientes com suspeita da doença da rede pública de atenção básica no Rio de Janeiro. Na unidade, o paciente realizará, num curto espaço de tempo, a biópsia que confirmará, ou não, o diagnóstico de câncer de próstata. No caso de confirmação, o paciente será tratado no INCA ou em outro hospital, de acordo com o caso.

“O novo centro vai atender um vazio assistencial. Serão 3.600 diagnósticos por ano para que os homens possam iniciar o tratamento mais rápido, para ter mais chances de cura e, com isso, diminuir o risco de metástases”, destacou o ministro da saúde, Ricardo Barros, durante a inauguração. 

Além de facilitar o acesso à biópsia, o novo Centro permitirá que os pacientes da rede pública realizem o procedimento sem dor. O procedimento será feito por radiologista intervencionista sob sedação realizada por anestesista. Antes o paciente passará por avaliação de um uro-oncologista, de acordo com a visão multidisciplinar dessa intervenção. Atualmente, na rede pública do Estado do Rio de Janeiro, os procedimentos são feitos apenas com anestesia local.

No Centro de Diagnóstico, o procedimento será feito com um moderno aparelho de ultrassom que permite identificar lesões de pequenas dimensões e com a precisão diagnóstica. A estimativa ‘zerar’ o tempo de espera pela biópsia no Rio de Janeiro, o que reduzirá o número de casos de pacientes que iniciam o tratamento com tumores em estágio avançado. Além do tratamento precoce custar sete vezes menos, o diagnóstico rápido e correto aumenta a taxa de cura. 

CÂNCER DE PRÓSTATA - O câncer de próstata é o mais frequente entre os homens, depois do câncer de pele não melanoma. As estimativas apontam 61.200 casos em 2016, o que representa 28,6% do total, além de ser a segunda causa de morte por câncer em homens no Brasil, com mais de 14 mil óbitos, segundo dados do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde.

Fotos: Rodrigo Nunes

Ministro da Saúde, Ricardo Barros, inaugura primeiro Centro de Diagnóstico do Câncer de Próstata no Rio de Janeiro

Idade, histórico na família, sobrepeso e obesidade aumentam o risco da doença. A cada 10 homens diagnosticados, 9 tem mais de 55 anos. Entre os sintomas estão: dificuldade de urinar, demora em começar e terminar a urinar, sangue na urina, diminuição do jato, necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite. Para prevenir o câncer, a recomendação é manter peso adequado, ter alimentação saudável, praticar atividade física, não fumar, evitar consumo de bebidas alcóolicas.

Na presença de sinais e sintomas, recomenda-se a realização de exames. A doença é confirmada após fazer a biópsia, que é indicada ao encontrar alguma alteração no exame de sangue (PSA) ou no toque retal, que somente são prescritos a partir da suspeita de um caso. Em 2016, foram realizados 5,18 milhões de exames de PSA e 46.642 mil biópsias, ao custo de R$ 89,78 milhões. Além disso, ocorreram 633,7 mil sessões de quimioterapia, 2,71 milhões de campos de radioterapia e 17.353 cirurgias. Os gastos com esses tratamentos foram de R$ 393,61 milhões. 

CAMPANHA - Aproveitando a importância do Dia Nacional de Combate ao Câncer, o Ministério da Saúde e o INCA lançaram a campanha “O Câncer Não Pode Acabar com a Vontade de Viver” para diminuir o estigma social sobre câncer. O objetivo é mostrar à população que a doença, com a evolução do diagnóstico e do tratamento, não é mais sinônimo de morte.

As peças da campanha publicitária reforçam a ideia de que ter câncer não é motivo de vergonha, isolamento ou sentimento de derrota e que o carinho e o cuidado dos familiares e amigos estimulam o paciente a se sentir seguro, ter coragem para enfrentar o tratamento e vontade de viver. A campanha será veiculada na internet, televisão e rádio. 

COMBATE AO CÂNCER - Em seis anos, foram ampliados em 47% os recursos para tratamentos oncológicos, passando de R$ 2,27  bilhões em 2010 para R$ 3,33 bilhões em 2016. Somados a esses valores, há ainda os recursos relacionados as ações de média complexidade, como consulta com especialista e realização de exames, além dos medicamentos oncológicos. 

Com relação aos procedimentos, o SUS registrou 26,57 milhões de procedimentos de campos de radioterapia, sessões de quimioterapia e cirurgias oncológicas e exames preventivos de mamografias e Papanicolau. Atualmente, há 308 serviços habilitados para serviços em oncologia no SUS (hospitais, CACON, UNACOM). Para o tratamento do câncer, o SUS oferta gratuitamente, por meio de compra centralizada pelo Ministério da Saúde, oito tipos de medicamentos. 

A estimativa do INCA é de aproximadamente 600 mil novos casos de câncer para 2016-2017. No Brasil, os cânceres que mais matam homens são traqueia brônquio e pulmão; próstata e estômago nessa ordem. Nas mulheres são mama; traquéia, brônquios e pulmão; e cólo e reto nessa ordem.

Por Carolina Valadares , da Agência Saúde
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