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Novo equipamento de radioterapia começa a funcionar no Distrito Federal

Escrito por Alessandra Bernardes | | Publicado: Segunda, 27 de Novembro de 2017, 17h29 | Última atualização em Quarta, 29 de Novembro de 2017, 11h47

O acelerador linear faz parte do Plano de Expansão dos Serviços de Radioterapia, do Ministério da Saúde, e vai ampliar e qualificar o acesso a tratamentos oncológicos na rede pública

A população do Distrito Federal já tem disponível um novo acelerador linear do Ministério da Saúde. O aparelho foi inaugurado, nesta segunda-feira (27/11), pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, no Hospital Universitário de Brasília (HUB). O equipamento é um dos dois previstos para o DF no Plano de Expansão dos Serviços de Radioterapia, que tem como objetivo ampliar o acesso da população a procedimentos oncológicos no Sistema Único de Saúde (SUS). Ao todo, foram investidos mais de R$ 4,3 milhões na compra do equipamento e construção do local adequado.

“Estamos avançando o mais rápido possível na oferta dos serviços de radioterapia no país. Temos priorizado novas instalações com o objetivo de ter mais serviços e serviços mais próximos do cidadão”, afirmou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

Com o novo equipamento, o HUB contará com dois aceleradores lineares e o aumento no número de atendimentos será gradual. Inicialmente, o número de atendimentos passará dos atuais 45 para 65 pacientes por dia, em média, até chegar a 110 pacientes por dia. Para a operacionalização do aparelho, o Ministério da Saúde ainda deve repassar anualmente R$ 1,8 milhão. A cidade satélite de Taguatinga irá receber o segundo acelerador linear do Distrito Federal. O termo de referência para o início da obra está sendo elaborado. A previsão é que o equipamento entre em operação em 2019.

Desde que assumiu a gestão do Ministério da Saúde, o ministro Ricardo Barros, já entregou outros quatro aceleradores lineares pelo Plano de Expansão da Radioterapia, nas cidades de Campina Grande (PB), Maceió (AL), Feira de Santana (BA), e Curitiba (PR). Ainda neste ano, estão programadas as entregas de outros equipamentos de radioterapia. Ao todo, cerca de R$ 500 milhões foram investidos para a aquisição de 80 aceleradores lineares, além da realização de projetos e obras.

Fotos: Erasmo Salomão/MS

Equipamento pode realizar 43 mil sessões de radioterapia por ano, ampliando o atendimento em até 25% no DF. Veja galeria no Flickr

Outros 20 ainda devem ser adquiridos, totalizando 100 aparelhos distribuídos em todas as regiões do país. Os novos equipamentos, que serão adquiridos, viabilizará uma economia de aproximadamente R$ 25 milhões em relação ao que era realizado por meio de convênios. Além desses, a atual gestão já entregou 17 aceleradores lineares por meio de convênios e outros 36 estão em processo de compra.

FÁBRICA – O primeiro centro de treinamento de radioterapia do Brasil entrou em funcionamento no dia 20 de novembro. A unidade de capacitação faz parte do Plano de Expansão da Radioterapia assinado entre a Varian Medical Systems e o Ministério da Saúde. A partir dessa parceria, será possível produzir no Brasil aceleradores lineares, equipamentos considerados mais modernos no tratamento do câncer e ampliar a oferta de tratamento da doença.

Instalado em Jundiaí (SP) na fábrica da Varian Medical, a unidade tem condições de capacitar 1.500 pessoas por ano para manuseio de aceleradores lineares. O centro de capacitação vai auxiliar a expansão da radioterapia no país e internalizar a tecnologia, diminuindo os gastos públicos além da dependência do mercado externo. A empresa tem expectativa de oferecer regularmente 13 cursos, formando uma rede de treinamento em parceria com Universidades.

ASSISTÊNCIA – Nos últimos anos, observou-se uma crescente oferta da radioterapia no país. Em 2010, foram realizados 8,3 milhões procedimentos de radioterapia. Em 2016, foram 10,45 milhões, um aumento de 25,9%. Vale ressaltar que essa ampliação também é resultado do investimento realizado pelo Ministério da Saúde na compra de aceleradores lineares, por meio de convênios. Consequentemente, a pasta ampliou, em seis anos, 46% os recursos para tratamentos oncológicos (cirurgias, radioterapias e quimioterapias), passando de R$ 2,27  bilhões, em 2010, para R$ 3,33 bilhões, em 2016. Em 2017, até o momento, foram investidos R$ 672,8 milhões. Somados a esses valores, há ainda os recursos relacionados às ações de média complexidade, como consulta com especialista e realização de exames, além dos medicamentos oncológicos. Por Victor Maciel, da Agência Saúde
Atendimento à imprensa – Ascom/MS
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