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Saúde Indígena faz parte da Ordem do Mérito Oswaldo Cruz

Escrito por alexandreb.sousa | | Publicado: Quarta, 28 de Fevereiro de 2018, 15h10 | Última atualização em Quarta, 28 de Fevereiro de 2018, 15h11

Secretário Toccolini e parteira indígena receberam a Medalha na Categoria Ouro, em cerimônia realizada no Palácio do Planalto

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Fotos: Luis Oliveira/Sesai/MS

Secretário da Sesai, Marco Toccolini, e a parteira indígena Iolanda Pereira receberam a honraria na Categoria Ouro. Veja mais no Flickr

O secretário Especial de Saúde Indígena, Marco Antônio Toccolini, e a agente indígena de saúde e parteira tradicional Iolanda Pereira da Silva foram duas das 33 pessoas e entidades que nesta terça-feira (27/02) foram homenageados com a Ordem de Mérito Oswaldo Cruz, na Categoria Ouro, pelo trabalho relevante em prol da saúde pública. As medalhas foram entregues pelo presidente Michel Temer, no Palácio do Planalto, na presença de uma plateia formada majoritariamente por trabalhadores e autoridades do Ministério da Saúde, além de médicos e representantes de organizações como Obras Sociais Irmã Dulce e Rede Sarah de Hospitais de Reabilitação, entre outras.

“Esta homenagem não é só a mim, mas a todos os trabalhadores que levam a saúde a indígenas de norte a sul do país”, disse o secretário Toccolini, após a cerimônia, enquanto era cumprimentado por trabalhadores da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai/MS) que prestigiaram o evento. Toccolini está à frente da Sesai/MS há um ano, período em que buscou não só valorizar os profissionais que atuam na saúde indígena, mas também racionalizar processos de gestão, buscando a otimização dos recursos disponíveis para a pasta.

Medicina tradicional indígena

A indígena Iolanda Pereira da Silva tem 42 anos, quase todos eles dedicados à saúde do povo da etnia macuxi, no Leste de Roraima. Filha do pajé e tuxaua da Aldeia Uiramutã, Orlando Pereira da Silva, ela cresceu aprendendo com o pai todo o saber tradicional de seu povo, em um tempo em que a saúde indígena não era estruturada nos moldes de hoje. “O pessoal passava na nossa aldeia e deixava alguns insumos e medicamentos para emergências, mas não tinha nem agente indígena de saúde”, conta.

Hoje ela coordena, no Distrito Sanitário Especial Indígena Leste de Roraima (DSEI-LRR), o Programa de Medicina Tradicional Indígena, que busca resgatar os saberes tradicionais de todas as etnias da região, fortalecendo o diálogo entre profissionais das Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena (EMSI) com pajés, rezadores, parteiras e manipuladores de medicamentos. Fruto do trabalho de Iolanda e outros indígenas locais, as farmácias do DSEI-LRR já contam com mais de 20 medicamentos, entre xaropes, tinturas, pomadas, lambedores e garrafadas cujas fórmulas foram desenvolvidas com produtos encontrados nas matas da região e de acordo com a medicina tradicional indígena.

Por Beth Almeida, do Nucom Sesai 
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