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No Ceará, 125 municípios utilizam práticas integrativas no tratamento de pacientes do SUS

Escrito por alexandreb.sousa | | Publicado: Quinta, 15 de Março de 2018, 12h31 | Última atualização em Quinta, 15 de Março de 2018, 14h53

Biodança, yoga, massagem, auriculoterapia, massoterapia, musicoterapia, acupuntura e reiki são algumas das práticas oferecidas a pacientes que são atendidos na atenção básica, no estado

As Práticas Integrativas e Complementares (PICS) disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) são ofertadas à população do Ceará. No estado, a medicina tradicional chinesa, terapia comunitária, dança circular/biodança, yoga, massagem, auriculoterapia, massoterapia, musicoterapia, acupuntura e reiki são as práticas oferecidas na Atenção Básica para o tratamento de usuários do SUS, em 125 municípios. Essas práticas são alguns dos tratamentos que utilizam recursos terapêuticos, baseados em conhecimentos tradicionais, voltados para tratar e prevenir diversas doenças, como depressão e hipertensão. Em 2017, foram registrados mais de 32 mil atendimentos individuais no estado. Na última segunda-feira (12), o Ministério da Saúde anunciou a inclusão de 10 novas práticas integrativas no SUS, agora os pacientes podem contar com 29 PICS.

Entre as 29 práticas integrativas e complementares oferecidas no Sistema Único de Saúde são: ayurveda, homeopatia, medicina tradicional chinesa, medicina antroposófica, plantas medicinais/fitoterapia, arteterapia, biodança, dança circular, meditação, musicoterapia, naturopatia, osteopatia, quiropraxia, reflexoterapia, reiki, shantala, terapia comunitária integrativa, termalismo social/crenoterapia, yoga, apiterapia, aromoterapia, bioenergética, cromoterapia, constelação familiar, geoterapia, hipnoterapia, imposição de mãos, ozoniterapia e terapia de florais.

As terapias estão presentes em 9.350 estabelecimentos em 3.173 municípios brasileiros, sendo que 88% são oferecidas na Atenção Básica. Atualmente, a acupuntura é a mais difundida com 707 mil atendimentos e 277 mil consultas individuais. Em segundo lugar, estão as práticas de Medicina Tradicional Chinesa com 151 mil sessões, como taichi-chuan e liangong. Em seguida aparece a auriculoterapia com 142 mil procedimentos. Também foram registradas 35 mil sessões de yoga, 23 mil de dança circular/biodança e 23 mil de terapia comunitária, entre outras.

Evidências científicas têm mostrado os benefícios do tratamento integrado entre medicina convencional e práticas integrativas e complementares. Além disso, há crescente número de profissionais capacitados e habilitados e maior valorização dos conhecimentos tradicionais de onde se originam grande parte dessas práticas.

CONGRESSO

O Brasil é referência na área e para tratar desse assunto, o Ministério da Saúde promove entre os dias 12 e 15 de março o 1º Congresso Internacional de Práticas Integrativas e Saúde Pública (INTERCONGREPICS), e o 3º Congresso Internacional de Ayurveda. Os dois eventos são realizados no Rio de Janeiro, no Centro de Convenções Riocentro, com programação integrada e a presença de cerca de quatro mil pesquisadores do assunto.

O encontro promove debates com pesquisadores internacionais e do Brasil, e troca de experiências entre os profissionais, gestores e pesquisadores das diversas práticas integrativas. Mais de 900 trabalhos científicos, de todas as regiões do país e de outros países também, estão sendo apresentados no evento.

IMPLANTAÇÃO

As práticas integrativas e complementares são ações de cuidado transversais e podem ser realizadas na atenção básica e na média e alta complexidade. Não existe uma adesão à PNPIC: a política traz diretrizes gerais para a incorporação das práticas nos serviços.  Compete ao gestor municipal elaborar normas para inserção da PNPIC na rede municipal de Saúde.

Na Atenção Básica, o pagamento é realizado pelo piso da atenção básica (PAB) fixo (per capita), ou por PAB variável, que corresponde ao pagamento por equipes de saúde da família, agentes comunitários e núcleos de saúde da família, ou ainda o programa de melhoria do acesso e da qualidade (PMAQ). Dessa forma, os procedimentos ofertados através da Portaria nº145/2017 estão dentro do financiamento do PAB e não geram recursos por produção.

A Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), publicada em 2006, instituiu no Sistema Único de Saúde (SUS) abordagens de cuidado integral à população por meio de sistemas complexos e outras práticas que envolvem recursos terapêuticos diversos. Desde a sua implantação, o acesso dos usuários do SUS a essas práticas integrativas tem crescido exponencialmente.

Municípios que ofertam práticas integrativas no Ceará

CE

Aracati

CE

Beberibe

CE

Brejo Santo

CE

Carnaubal

CE

Crateús

CE

Fortaleza

CE

Irauçuba

CE

Jaguaribara

CE

Juazeiro do Norte

CE

Mauriti

CE

Parambu

CE

Redenção

CE

Saboeiro

CE

São Luís do Curu

CE

Sobral

CE

Varjota

CE

ACARAÚ

CE

ACOPIARA

CE

ANTONINA DO NORTE

CE

ARARIPE

CE

ASSARÉ

CE

BARBALHA

CE

BARRO

CE

BATURITÉ

CE

BELA CRUZ

CE

CANINDÉ

CE

CARIRIAÇU

CE

CAUCAIA

CE

CRATO

CE

CROATÁ

CE

CRUZ

CE

ERERÊ

CE

FRECHEIRINHA

CE

GUARACIABA DO NORTE

CE

HORIZONTE

CE

IBARETAMA

CE

IBIAPINA

CE

ICAPUÍ

CE

IGUATU

CE

IPAPORANGA

CE

IRACEMA

CE

ITAPIPOCA

CE

ITAPIÚNA

CE

JAGUARIBE

CE

JAGUARUANA

CE

JARDIM

CE

LIMOEIRO DO NORTE

CE

MARANGUAPE

CE

MARCO

CE

MARTINÓPOLE

CE

MORADA NOVA

CE

MUCAMBO

CE

PORANGA

CE

PORTEIRAS

CE

QUIXERÉ

CE

SANTANA DO ACARAÚ

CE

SENADOR POMPEU

CE

TAUÁ

CE

TIANGUÁ

CE

URUBURETAMA

CE

URUOCA

CE

VIÇOSA DO CEARÁ

CE

MOMBAÇA

CE

ORÓS

CE

PACOTI

CE

PARAMOTI

CE

TEJUÇUOCA

CE

ABAIARA

CE

ACARAPE

CE

ALCÂNTARAS

CE

ALTANEIRA

CE

AMONTADA

CE

AQUIRAZ

CE

ARACOIABA

CE

AURORA

CE

BANABUIÚ

CE

BARREIRA

CE

CAPISTRANO

CE

CARIRÉ

CE

CARIÚS

CE

CASCAVEL

CE

CATARINA

CE

CEDRO

CE

CHAVAL

CE

COREAÚ

CE

EUSÉBIO

CE

FARIAS BRITO

CE

FORTIM

CE

GENERAL SAMPAIO

CE

GRANJA

CE

GROAÍRAS

CE

GUAIÚBA

CE

GUARAMIRANGA

CE

ICÓ

CE

IPAUMIRIM

CE

IPU

CE

ITAPAGÉ

CE

ITAREMA

CE

JAGUARETAMA

CE

JATI

CE

JIJOCA DE JERICOACOARA

CE

MARACANAÚ

CE

MASSAPÊ

CE

OCARA

CE

PACAJUS

CE

PARACURU

CE

PARAIPABA

CE

PEDRA BRANCA

CE

PENTECOSTE

CE

PINDORETAMA

CE

PIQUET CARNEIRO

CE

PIRES FERREIRA

CE

QUITERIANÓPOLIS

CE

QUIXERAMOBIM

CE

RERIUTABA

CE

RUSSAS

CE

SÃO BENEDITO

CE

SÃO GONÇALO DO AMARANTE

CE

SÃO JOÃO DO JAGUARIBE

CE

SOLONÓPOLE

CE

TABULEIRO DO NORTE

CE

TAMBORIL

CE

TRAIRI

CE

TURURU

CE

UBAJARA

 

Por Carolina Valadares e Nicole Beraldo da Agência Saúde
Atendimento à Imprensa
(61) 3315-3533/3580/ 3880

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