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Curso capacitará profissionais, pais e cuidadores para ampliar assistência ao autismo

Escrito por alexandreb.sousa | Publicado: Segunda, 02 de Abril de 2018, 11h56 | Última atualização em Segunda, 02 de Abril de 2018, 19h35

Capacitação é resultado de parceria entre Ministério da Saúde e Unifesp. Objetivo é formar mil pessoas para ampliar a assistência ao autismo em todas as regiões do país

Em alusão ao Dia Mundial da Conscientização do Autismo, o Ministério da Saúde fecha uma parceria com a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) para capacitar 1.000 pais e cuidadores de crianças com atrasos de desenvolvimento, incluindo o autismo. A iniciativa inédita para esse público cai formar e capacitar cuidadores em todas as regiões do país. O convênio está inserido no Programa Internacional de Capacitação de Familiares e Cuidadores de Crianças, que existe em 29 países. Estima-se que 1% da população no Brasil tenha autismo.

O Ministério vai qualificar cuidadores para melhorar suas habilidades de cuidado, utilizando técnicas que promovam o desenvolvimento e a funcionalidade das crianças de 2 a 9 anos.  O recurso do Ministério da Saúde previsto para esse projeto está estimado em R$ 2,5 milhões. O convênio prevê a formação de 60 Supervisores nacionais, 160 multiplicadores, que serão trabalhadores do SUS, e 1.000 cuidadores/pais. A qualificação iniciaria em 2018 como projeto piloto na cidade de Curitiba (PR). E vai expandir, no próximo ano, para dez outros estados das 5 regiões do país.

O objetivo da capacitação é diminuir o estigma e aumentar a inclusão por meio da formação de recursos humanos. “Temos uma dívida histórica nessa área de cuidado de pacientes com autismo. Vamos implementar o curso em 10 estados com segurança e cuidado, para depois em uma segunda etapa, disseminar em todo o território nacional”, explica o coordenador da Saúde Mental do Ministério da Saúde, Quirino Cordeiro.

O governo brasileiro instituiu em 2012 a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), Lei Federal nº 12.765, segundo a qual o indivíduo com autismo deve ser considerado uma pessoa com deficiência para todos os efeitos legais.

O atendimento da Pessoa com autismo nos Centros Especializados em Reabilitação no Sistema Único de Saúde (SUS) compreende a avaliação multiprofissional, atendimento/acompanhamento em Reabilitação Intelectual e dos Transtornos do Espectro do Autismo e Orientações para uso Funcional de Tecnologia Assistiva.

A avaliação multiprofissional é realizada por uma equipe composta por médico psiquiatra ou neurologista e profissionais da área de reabilitação, com a finalidade de estabelecer o impacto e repercussões no desenvolvimento global do indivíduo e sua finalidade.

Além disso, os pacientes com autismo também são atendidos nos serviços que compõem a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), onde também recebem atendimento multiprofissional.

SERVIÇO

As ações que envolvem os cuidados em saúde das pessoas com deficiência se dão na Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência, organizada a partir dos componentes da Atenção Básica; da Atenção Especializada; e Atenção Hospitalar e de Urgência e Emergência.

O Componente da Atenção Especializada da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência no SUS é formada pelos seguintes pontos de atenção:

  • 244 Estabelecimentos de saúde habilitados em apenas uma modalidade de Reabilitação que são unidades ambulatoriais especializadas em apenas reabilitação auditiva, física, intelectual, visual, ostomia ou múltiplas deficiências;
  • 198 Centros Especializados em Reabilitação (CER), que são pontos de atenção ambulatorial especializada em reabilitação que realizam diagnóstico, tratamento, concessão, adaptação e manutenção de tecnologia assistiva, constituindo-se em referência para a rede de atenção à saúde no território; e
  • 35 Oficinas Ortopédicas que se constituem em serviço de dispensação, de confecção, de adaptação e de manutenção de órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção (OPM), e será implantada conforme previsto no Plano de Ação Regional.

Os pacientes com autismo também podem ser acompanhados nos serviços especializados da RAPS:

  • Os seguintes serviços assistenciais compõem a RAPS: Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), Unidades Ambulatoriais, Serviços Residenciais Terapêuticos (SRT) Leitos e Unidades de Saúde Mental em Hospitais Gerais e Hospitais Psiquiátricos Especializados, que oferecem cuidado aos pacientes, de acordo com as demandas psicossociais apresentadas.

Por Carolina Valadares , da Agência Saúde 
Atendimento à imprensa – Ascom/MS
(61) 3315-3174/3580/2351

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