Ir direto para menu de acessibilidade.
Início do conteúdo da página

Hospital no ES fará atendimento à transexuais

Escrito por carolina.valadares | | Publicado: Quinta, 07 de Junho de 2018, 16h41 | Última atualização em Quinta, 07 de Junho de 2018, 18h32

A unidade já possui 120 pacientes cadastrados e vai oferecer procedimentos ambulatoriais

O hospital universitário Cassiano Antônio de Moraes (UFES) foi habilitado pelo Ministério da Saúde para realizar procedimentos ambulatoriais do processo transexualizador. Agora já são 10 serviços habilitados para processo de mudança de sexo no país, sendo 5 centros hospitalares e ambulatoriais e 5 centros com atenção apenas ambulatorial. Esse é o primeiro serviço do estado do Espírito Santo a ser habilitado, uma demanda antiga da população local que agora se concretiza. O hospital de Vitória (ES) fará atendimento multidisciplinar e exames complementares da população trans. A unidade já conta com 120 pacientes cadastrados.

Os serviços habilitados têm como responsabilidade oferecer a assistência diagnóstica e terapêutica especializada aos indivíduos com indicação para a realização do processo transexualizador no âmbito do SUS. Em 2017, o SUS realizou 9.364 procedimentos ambulatoriais e 83 procedimentos cirúrgicos.

Desde 2008, o SUS oferece cirurgias e procedimentos ambulatoriais para pacientes que precisam fazer a redesignação sexual. São eles: cirurgias de redesignação sexual; de mastectomia (retirada de mama); plástica mamária reconstrutiva (incluindo próteses de silicone) e; cirurgia de tireoplastia (troca de timbre de voz). Além disso, no campo ambulatorial, há terapia hormonal e acompanhamento dos usuários em consultas e no pré e pós-operatório.

PROCESSO TRANSEXUALIZADOR

A transexualização é um processo complexo de saúde, por isso, antes das cirurgias, há uma avaliação e acompanhamento ambulatorial com equipe multiprofissional, com assistência integral no processo transexualizador. É necessário acompanhamento psicológico por, pelo menos, dois anos, para que o paciente tenha segurança e certeza de suas vontades. A idade mínima para procedimentos ambulatoriais é de 18 anos. Esses procedimentos incluem acompanhamento multiprofissional e hormonioterapia. Para procedimentos cirúrgicos, a idade mínima é de 21 anos. Após a cirurgia, deve ser realizado no mínimo um ano de acompanhamento pós-cirúrgico.

O Ministério da Saúde financia todos os procedimentos relacionados ao processo transexualizador realizados pelos serviços credenciados ao SUS. O credenciamento é feito pela pasta a partir da solicitação dos gestores locais, a quem compete regular os serviços e o acesso da população aos procedimentos de mudança de sexo, de acordo com as demandas e necessidades identificadas regionalmente, o que inclui as listas de espera.

No ano de 2017, foram habilitados quatro novos serviços para procedimentos ambulatoriais de processo transexualizador. O Hospital das Clínicas de Uberlândia (MG); Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia do Rio de Janeiro; Centro de Referência e Treinamento DST/AIDS de São Paulo e o CRE Metropolitano, de Curitiba. Além disso, já ofereciam os procedimentos: Hospital de Clínicas de Porto Alegre, que pertence à Universidade Federal do Rio Grande do Sul; Hospital Universitário Pedro Ernesto, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro; Hospital de Clínicas da Faculdade de Medicina da USP; Hospital das Clínicas de Goiânia, da Universidade Federal de Goiás; Hospital das Clínicas, da Universidade Federal de Pernambuco.

 

Por Carolina Valadares, da Agência Saúde

Atendimento à imprensa – Ascom/MS

(61) 3315-3395/3580

Fim do conteúdo da página