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Percentual de homens com diabetes cresce em São Luís (MA)

Escrito por cristiane.carvalho | | Publicado: Quinta, 28 de Junho de 2018, 13h06 | Última atualização em Quinta, 28 de Junho de 2018, 13h44

Estudo do Ministério da Saúde mostra que a diabetes cresceu 17% na população masculina, nos últimos 11 anos. Em 2017, 5,5% dos homens dizem ter diagnóstico de diabetes na capital

O percentual de homens de São Luís (MA) que apresentaram diagnóstico médico de diabetes aumentou 17%, entre os anos de 2006 e 2017. Os dados, da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), servem para alertar a população da capital maranhense no Dia Nacional de Controle do Diabetes, celebrado anualmente no dia 27 de junho. Há 11 anos, o número de homens que tinham sido identificados com a doença era de 4,7%, agora o índice passou para 5,5%.  Apesar de apresentarem o maior percentual em 2006, o número de mulheres com diagnóstico de diabetes se manteve estável no ano passado (5,6%). No geral, São Luís aparece como uma das capitais que tem o menor número de pessoas com a enfermidade, com 5,2%.

Na comparação com as demais capitais, os homens de São Luís (5,6%) apresentaram uma das menores taxas de diagnóstico médico de diabetes, em 2017, ficando à frente de Cuiabá (4,2%) e Palmas (3,7%). Já entre as mulheres, a capital maranhense também aparece entre as dez menores com percentual da doença.

Entre 2010 e 2016, o diabetes já vitimou com óbitos 15 mil pessoas no Maranhão. De acordo com o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), o número cresceu 25% no período, saindo de 1.847 mortes para 2.314 no ano de 2016. Na contramão dos óbitos, a quantidade de internações cresceu: foram 4.865 em 2010 e 8.881, em 2016. O diabetes é responsável por complicações, como a doença cardiovascular, a diálise por insuficiência renal crônica e as cirurgias para amputações dos membros inferiores.

TRATAMENTO DO DIABETES NO SUS

Para os que já têm diagnóstico de diabetes, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferta gratuitamente, já na atenção básica - porta de entrada do SUS, atenção integral e gratuita, desenvolvendo ações de prevenção, detecção, controle e tratamento medicamentoso, inclusive com insulinas. Para monitoramento do índice glicêmico, ainda está disponível nas unidades de Atenção Básica de Saúde, reagentes e seringas.

O programa Aqui Tem Farmácia Popular, parceria do Ministério da Saúde com mais de 34 mil farmácias privadas em todo o país, também distribui medicamentos gratuitos, entre eles o cloridrato de metformina, glibenclamida e insulinas.

INCENTIVO A HÁBITOS SAUDÁVEIS 

O incentivo para uma alimentação saudável e balanceada e a prática de atividades físicas é prioridade do Governo Federal. Uma portaria do Ministério da Saúde proíbe venda, promoção, publicidade ou propaganda de alimentos industrializados ultraprocessados com excesso de açúcar, gordura e sódio e prontos para o consumo dentro das dependências do órgão.

A pasta também adotou internacionalmente metas para frear o crescimento do excesso de peso e obesidade no país. Durante o Encontro Regional para Enfrentamento da Obesidade Infantil, realizado em março de 2017 em Brasília, o país assumiu como compromisso deter o crescimento da obesidade na população adulta até 2019, por meio de políticas intersetoriais de saúde e segurança alimentar e nutricional; reduzir o consumo regular de refrigerante e suco artificial em pelo menos 30% na população adulta, até 2019; e ampliar em no mínimo de 17,8% o percentual de adultos que consomem frutas e hortaliças regularmente até 2019.

Outra ação para a promoção da alimentação saudável foi a publicação do GUIA ALIMENTAR PARA A POPULAÇÃO BRASILEIRA, em 2014. Reconhecida mundialmente pela abordagem integral da promoção à nutrição adequada, a publicação orienta a população com recomendações sobre alimentação saudável e para fazer de alimentos in natura ou minimamente processados a base da alimentação. Em parceria  do Ministério da Saúde com a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (ABIA) por meios de acordos voluntários, foram retirados mais de 17 mil toneladas de sódio dos alimentos processados  e ultraprocessados em quatro anos. O país também incentiva práticas promotoras da saúde, como práticas corporais e de atividades físicas e alimentação saudável por meio do Programa Academia da Saúde com mais 3.800 polos habilitados e do Programa Saúde na Escola. 

Por Victor Maciel, da Agência Saúde
Atendimento à Imprensa
(61) 3315 3580/3174

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