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Brasil fecha parceria internacional para ter acesso a vacinas

Escrito por Newton Palma | | Publicado: Quarta, 26 de Setembro de 2018, 19h28 | Última atualização em Quinta, 27 de Setembro de 2018, 15h20

Acordo com a Gavi Alliance (Aliança Global para Vacinas e Imunização) prevê doação de US$ 1 milhão anual a partir deste ano. A ação foi firmada durante a Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York (EUA)

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O Brasil passa a fazer parte da Gavi Alliance (Aliança Global para Vacinas e Imunização), organização não governamental sem fins lucrativos, que reúne parceiros públicos e privados com o objetivo de fornecimento de vacinas em todo o mundo. Por meio do acordo, o Brasil vai doar US$ 1 milhão anualmente para a entidade internacional para apoiar o acesso a vacinas nos países mais pobres. A Gavi tem um papel central na promoção da imunização internacionalmente, inclusive apoiando os estoques emergenciais para vacinas.  O ministro da Saúde, Gilberto Occhi, e o CEO da Gavi, Seth Berkley, assinaram parceria, nesta quarta-feira (26), durante a 73ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York (EUA).

“Hoje passamos a fazer parte dessa organização que é fundamental para o acesso a vacinas e são parceiros da UNICEF e OMS nesta tarefa. É uma ação que insere o Brasil no centro das políticas internacionais de imunização.

Apoiar a Gavi é importante para também garantir os estoques emergenciais de vacinas para doenças estratégicas. Isso é muito importante porque, num momento em que surgir no país algum tipo de doença para a qual o Brasil não produz a vacina ou em que haja dificuldade de se encontrar laboratórios produtores, também podemos contar com essa parceria”, comemorou o ministro da Saúde, Gilberto Occhi.

A entidade foi importante para o Brasil no ano passado. Diante da situação emergencial do surto de febre amarela, o governo brasileiro recorreu à Organização Mundial da Saúde (OMS) e a instituição adquiriu 3 milhões de doses da vacina contra a doença. A parceria pode facilitar ainda a possibilidade de laboratórios federais do Brasil, como Fiocruz e Butantan, fornecerem vacinas para essa instituição, como é o caso da vacina de Febre Amarela que é exportada pelo Brasil desde 2001. A Gavi é responsável pela aquisição e acesso a vacinas entre os países mais pobres do mundo.

Luta contra a tuberculose

Ainda em Nova York, durante a 1ª Reunião de Alto Nível das Nações Unidas na Luta contra a Tuberculose, o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, reafirmou o compromisso do Brasil pelo fim da doença no mundo. “O Brasil está empenhado em fazer parte do grande esforço mundial para erradicarmos a doença até 2030”, disse, assinalando a importância do investimento em pesquisa e inovação.

Para Gilberto Occhi, é essencial o desenvolvimento de tratamentos mais simples, eficazes e com preços, bem como de uma vacina mais eficaz “que resultaria em forte diminuição de casos e mortes no mundo”. O Brasil foi um dos sete países que propuseram uma resolução para realização de um evento de alto nível sobre TB, em 2016, que foi aprovada por unanimidade pelos Estados membros.

O objetivo da reunião que reuniu Chefes de Estado de dezenas de países é garantir engajamento político no tema e fortalecer a implementação da Estratégia pelo Fim da Tuberculose, da OMS, visando o alcance das metas acordadas para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), por meio de resposta multissetorial.

O Brasil atingiu as Metas dos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio (ODM) relacionadas à tuberculose. Em 2017, foram registrados 72 mil casos novos e 14 mil casos deretratamento (reingresso após abandono e reincidência) de tuberculose no Brasil.

Por Ana Cláudia Amorim, da Agência Saúde
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