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Ministro da Saúde visita Roraima e acompanha assistência a venezuelanos

Escrito por amanda.mendes | | Publicado: Quinta, 17 de Janeiro de 2019, 16h52 | Última atualização em Sexta, 18 de Janeiro de 2019, 17h29

Estado de Roraima já recebeu R$ 159,3 milhões para ampliar o atendimento em resposta a ampliação do fluxo migratório de venezuelanos

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e outros cinco ministros de Estado (Defesa, Cidadania, Direitos Humanos, Educação, Controladoria-Geral da União) estiveram, na última quinta-feira (17/01), em Boa Vista (RR), para conferir as ações de assistência aos refugiados venezuelanos no âmbito da Operação Acolhida, do Governo Federal. Os chefes das pastas federais acompanham a situação dos imigrantes que estão em abrigos localizados na capital roraimense. Nesta sexta-feira (18/01), a comitiva está em Pacaraima (RR), onde conhecerão as atividades desenvolvidas pela Força-Tarefa Logística Humanitária, na fronteira com a Venezuela.

Os integrantes do Governo Federal ainda visitam a 1ª Brigada de Infantaria de Selva e se reuniram com o governador de Roraima, Antonio Denarium, no Palácio Senador Hélio Campos para tratar de assuntos relacionados à imigração dos venezuelanos.

Ao embarcar para Boa Vista, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, destacou a necessidade de reforçar a vacinação para proteger a população local e imigrantes de doenças que podem ser evitadas. “Tivemos uma epidemia de sarampo em Roraima, que se estendeu a outros locais. Por isso, precisamos alertar todo o Brasil da necessidade de a vacinação estar em dia. O trânsito de pessoas no país é muito intenso e nós precisamos manter o nosso status sanitário. Sinalizamos a todos os secretários de saúde e a todas as equipes de vacinação a importância de toda a população estar com o esquema vacinal completo, de fazermos um grande esforço para manter a nossa vacinação nacional em bom status”, apontou o ministro.

Durante coletiva de imprensa interministerial, realizada na noite de ontem (17), o ministro Luiz Henrique Mandetta elencou ainda ações adicionais para fortalecimento da vigilância. “Nesses 90 dias estaremos lançando uma série de medidas para reforçar a importância da vacinação em Roraima e em todo o território brasileiro. Aqui em Roraima também devemos aumentar os quantitativos de entregas de testes rápido para HIV/Aids e sífilis porque temos a informação de aumento dessas doenças no estado”, informou o ministro, destacando que as novas medidas serão adotadas para controle de doenças que podem ser prevenidas por meio de proteção e consciência de toda a população.

A vacinação é a forma mais eficaz e segura para prevenção de doenças como o sarampo. Atualmente, o país enfrenta dois surtos da doença em Roraima e Amazonas e outras nove Unidades da Federação também confirmaram casos de sarampo: Pará, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Pernambuco, Sergipe, São Paulo, Rondônia, Bahia e Distrito Federal. Os surtos estão relacionados à importação já que o genótipo do vírus (D8) identificado é o mesmo que circula na Venezuela.

Desde fevereiro do ano passado todas as medidas de bloqueio de vacinação, mesmo em casos suspeitos, são realizadas. O Ministério da Saúde tem garantido oferta de vacinas e enviou técnicos para apoiar os estados na investigação dos casos. Os estados do Amazonas e Roraima, inclusive, anteciparam a Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo ainda no primeiro semestre de 2018 por causa dos surtos nesses locais.

O objetivo é interromper a transmissão dos surtos que estão acontecendo, impedir que se estabeleça a transmissão sustentada e manter a sustentabilidade da eliminação do vírus do sarampo. Em todo o país, foram confirmados 10.274 casos de sarampo e 12 mortes, segundo boletim publicado no dia 9 de janeiro. O último caso confirmado no Amazonas ocorreu em 25/11/2018 e, em Roraima, o último caso foi no dia 03/12/2018.

VACINAÇÃO

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferta gratuitamente duas vacinas que protegem contra o sarampo: a tetra viral que protege, além do sarampo, contra a rubéola, caxumba e varicela, e é administrada aos 15 meses, e a tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba), também aos 15 meses.

Para os estados que estão abaixo da meta de vacinação, o Ministério da Saúde tem orientado os gestores locais que organizem suas redes, inclusive com a possibilidade de readequação de horários mais compatíveis com a rotina da população brasileira. Outra orientação é o reforço das parcerias com as creches e escolas, ambientes que potencializam a mobilização sobre a vacina por envolver também o núcleo familiar. Outro alerta constante é para que estados e municípios mantenham os sistemas de informação devidamente atualizados.

O Ministério da Saúde ainda reforça que todos os pais e responsáveis têm a obrigação de atualizar as cadernetas de seus filhos, em especial as crianças menores de cinco anos, que devem ser vacinadas conforme esquema de vacinação de rotina. 

ASSISTÊNCIA

Ao todo, o Ministério da Saúde já investiu R$ 159,3 milhões para ampliar o atendimento, em resposta à imigração de venezuelanos. Os recursos foram destinados para obras e compra de equipamentos em unidades de saúde, reforço e ampliação no atendimento hospitalar e na Atenção Básica, além da aquisição de vacinas para imunização da população contra doenças e kits com remédios e insumos. Também foram destinados recursos para aquisição de ambulâncias, vans para transporte sanitário, equipamentos odontológicos e Unidades Odontológicas Móveis (UOMS).

Atualmente, o governo brasileiro abriga, de forma permanente, mais de 5.723 migrantes, distribuídos em 13 abrigos, sendo 11 em Boa Vista e 2 em Pacaraima. O cuidado começa desde a entrada do imigrante vindo da Venezuela, que passa pelo Posto de Recepção e Identificação e pelo Posto de Triagem (cadastro, regularização migratória, documentação e oferta de lanche). No Posto de Atendimento Avançado há oferta de Pronto Atendimento Ambulatorial.

A Operação Acolhida teve início em meados de março de 2018 e destina-se a apoiar a organização das atividades de acolhimento de pessoas em situação de vulnerabilidade, decorrente do fluxo migratório no estado de Roraima.

Por Amanda Mendes e Victor Maciel, da Agência Saúde
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