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Hospitais Federais ampliam em 32% consultas na emergência

Escrito por Leonardo | Publicado: Sexta, 26 de Abril de 2019, 13h42 | Última atualização em Sexta, 26 de Abril de 2019, 18h05

Balanço dos primeiros três meses da Ação Integrada de Apoio à Gestão dos hospitais federais foi apresentado pelos ministros da Secretaria-Geral da Presidência e Saúde

Foto: Marcelo Queiroz/ASCOM/NEMS

Iniciada em 23 de janeiro, a Ação Integrada de Apoio à Gestão dos Hospitais Federais do Rio (HFRJs) teve seus três primeiros meses avaliados pelos ministros da Secretaria-Geral da Presidência da República (SGPR), Floriano Peixoto, e Ministério da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Os resultados da Ação foram apresentados em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (26), no Núcleo do Ministério da Saúde no Rio (Nerj).

Segundo números levantados pelo Departamento de Gestão Hospitalar (DGH), a Ação Integrada contribuiu para a ampliação dos atendimentos assistenciais, a melhoria de fluxos nas emergências e centro cirúrgicos, a redução de infecção hospitalar e a maior integração do Núcleo Interno de Regulação (NIR) com o sistema de regulação de leitos municipal e estadual.

“Foram registrados 20 mil atendimentos em acréscimo nos hospitais federais [em relação ao mesmo período do ano passado] e temos em curso a colaboração dos hospitais de referência, que qualificaram quase 1,5 mil profissionais dos hospitais federais”, destacou o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Floriano Peixoto.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, lembrou que a primeira fase foi de identificação de todos os gargalos relacionados à estrutura hospitalar e de recursos humanos, organização de estoque e gestão de insumos. “Agora devemos investir R$ 120 milhões em reformas para adequação da parte elétrica, hidráulica, de ambiência e recuperação. Esses recursos já estão autorizados e agora os hospitais irão indicar as obras prioritárias”, assegurou Mandetta, ao anunciar que estão sendo estudadas alternativas para contratação de profissionais de saúde, em parceria com o governo estadual, para reforçar o atendimento.

Resultados

No primeiro trimestre de 2019, quando comparado com o mesmo período de 2018, os HFRJs aumentaram em 32% o número de consultas de emergência; em 7%, os atendimentos ambulatoriais; em 10%, o número de internações; e em 3% o total de cirurgias. Esta produção assistencial consolidada significou a realização, no primeiro trimestre de 2019, de 250.155 atendimentos, 20.216 a mais do que o contabilizado no mesmo período de 2018.

Colaboraram para esse resultado positivo as ações de qualificação médico-assistenciais realizadas pelos hospitais de referência que participam da Ação Integrada. São eles: Sírio-Libanês (SP), Albert Einstein (SP), Alemão Oswaldo Cruz (SP), Hospital do Coração (SP) e Moinhos de Vento (RS).

Durante a coletiva, foi assinada, ainda, Exposição de Motivos Interministerial (Ministérios da Saúde, Economia e Secretaria-Geral da Presidência da República) que deve subsidiar a elaboração de decreto presidencial para possibilitar o avanço do projeto de centralizaçao de compras e serviços. A partir do documento, deverá ser criado um Grupo de Trabalho que vai elaborar um plano de ação para unificar as contratações para aquisição de materiais e prestação de serviços nos Hospitais Federais do Rio. 

Sobre a Ação Integrada nos Hospitais Federais

A Ação Integrada de Apoio à Gestão dos Hospitais Federais do RJ está sendo realizada pelo Ministério da Saúde, em parceria com Secretaria-Geral da Presidência da República (SGPR), por meio da Secretaria Especial de Modernização do Estado (Seme), além de diversos órgãos da Administração Pública Federal e dos hospitais de referência.

Seu objetivo é modernizar as relações administrativas e qualificar os serviços assistenciais oferecidos pelos 6 hospitais federais localizados no Rio de Janeiro – Andaraí (HFA), Bonsucesso (HFB), Cardoso Fontes (HFCF), Ipanema (HFI), Lagoa (HFL) e Servidores do Estado (HFSE) –, tornando-os mais ágeis, acessíveis e alinhados às boas práticas e aos padrões de qualidade e segurança dos pacientes.

Programas de Qualificação do Atendimento

Dentro do escopo da Ação Integrada, em seus primeiros 3 meses, constava a realização de diversos projetos de qualificação dentro dos Hospitais Federais. Redução das infecções hospitalares em UTIs, estruturação dos Núcleos Internos de Regulação (NIR) e melhoria dos fluxos de atendimentos nas emergências e do centro cirúrgico eram alguns dos objetivos desses programas.

Mais de 50 profissionais dos cinco hospitais de referência compuseram o grupo de trabalho que realizou as atividades e as mais de 100 visitas aos hospitais federais. Ao todo, 1.413 funcionários participaram das capacitações.

Gestão eficiente

Uma das principais entregas da Ação Integrada foi a elaboração de um novo modelo de governança compatível com as melhores práticas da gestão hospitalar, que poderá inspirar, ser adaptado e replicado nos demais hospitais estaduais e municipais.

Alinhou-se ao modelo de governança a definição de um novo organograma para a gestão de pessoal nos hospitais. O documento determina competências e responsabilidades em toda a estrutura administrativa, com a designação dos gestores em conformidade com as suas capacidades técnicas e curriculares, levando em consideração também os requisitos expostos no decreto 9.727/2019. Com tais procedimentos, evita-se a ocupação de cargos e funções sem que sejam atendidos os adequados critérios técnicos e de formação.

Após o diagnóstico realizado por um grupo de trabalho formado por técnicos dos hospitais de referência e militares especializados em gestão pública, com assistência da SGPR, foi elaborado, ainda, o projeto de centralização dos processos de Compras e Serviços que, quando implementado, diminuirá o custo das aquisições dos materiais e dos insumos hospitalares, gerando uma economia estimada, inicialmente, em R$ 50 milhões por ano – valor equivalente ao custeio anual do Hospital Federal da Lagoa.  

Participação Social

Foi realizado um esforço conjunto com a Controladoria Geral da União (CGU) para aumentar a participação de todos os públicos dos hospitais – servidores, terceirizados, fornecedores, pacientes e cidadãos em geral. Além das capacitações dos ouvidores dos hospitais federais, foi executada a ouvidoria ativa, que buscou proativamente as manifestações nas próprias unidades.

Ainda como parte desse projeto especial de promoção da participação social, foi criado um canal dedicado no Sistema de Ouvidorias do Poder Executivo Federal (e-OUV) para concentrar o recebimento de manifestações sobre os hospitais federais via Internet: saude.gov.br/hospitaisfederais

Nas primeiras duas semanas desde o lançamento, foram recebidas mais de 300 mensagens, destinadas diretamente à Presidência da República. As sugestões, reclamações, denúncias, elogios e solicitações subsidiarão a elaboração das propostas para a melhora na qualidade do atendimento.

Assessorias de Comunicação
Ministério da Saúde
Secretaria-Geral da Presidência da República
Atendimento à imprensa: 61 3315-3580

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