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Brasil defende fortalecimento da primeira infância na Assembleia Mundial da Saúde

Escrito por amanda.costa | Publicado: Terça, 21 de Maio de 2019, 12h50 | Última atualização em Terça, 21 de Maio de 2019, 14h38

Na Assembleia Mundial da Saúde, ministro defende que o aleitamento materno e o acesso ao leite humano é a garantia do crescimento saudável das crianças

Crédito: Renato Strauss

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, como presidente do Grupo Econômico BRICS (Brasil, Rússia, índia, China e África do Sul) defendeu nesta terça-feira (21), durante discurso na sessão plenária da 72ª Assembleia Mundial da Saúde, o fortalecimento do cuidado à saúde da criança, com ênfase na primeira infância. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 4,6 milhões de crianças morrem durante o primeiro ano de vida. Para reverter a situação e garantir um crescimento saudável das crianças, o ministro da Saúde do Brasil acredita que o “aleitamento materno e a garantia de acesso ao leite humano é fundamental e eficaz para a redução da mortalidade infantil no mundo”.

Em agosto deste ano, o Grupo Econômico BRICS vai promover no Brasil um workshop que tem como objetivo debater o acesso ao leite humano nas políticas nacionais. O intuito é que esse encontro fortaleça os canais de comunicação entre as instituições do grupo responsáveis pelas ações de aleitamento e de banco de leite humano.

“Reitero a necessidade do fortalecimento da Atenção Primária como pilar dos nossos sistemas”, declarou Mandetta ao se referir ao compromisso do Brasil com a Declaração de Astana sobre Atenção Primária à Saúde. O acompanhamento de gestantes e crianças até os três anos de idade ocorre principalmente na Atenção Primária, onde é possível resolver até 80% dos problemas de saúde da população.

DOAÇÃO DE LEITE

Com a maior e mais complexa rede de banco de leite do Mundo, o Brasil é referência internacional por utilizar estratégias que aliam baixo custo e alta tecnologia. A Rede Global de Bancos de Leite Humano (RBLH) – que é uma iniciativa do Ministério da Saúde, por meio do Instituto Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) - exporta essa tecnologia para 22 países da América Latina, Caribe, Península Ibérica e está em fase inicial da cooperação técnica para outros quatro. Desenvolvida há 34 anos, a estratégia brasileira tem como foco a promoção, a proteção e o apoio ao aleitamento materno até os 2 anos de vida, sendo de forma exclusiva até os 6 meses de idade.

Hoje, há no Brasil 225 bancos de leite humano, sendo que cada um dos 26 estados e o Distrito Federal possui pelo menos um. A média nacional é de 45 bancos de leite por macrorregião do país. Além disso, estão disponíveis 212 postos de coleta, além da coleta domiciliar disponível em alguns estados. Todo o leite humano coletado passa por um rigoroso controle de qualidade antes de ser distribuído e é fornecido de acordo com as necessidades de cada recém-nascido.

Os BLHs são serviços especializados de apoio à amamentação que surgiram como uma estratégia de qualificação da assistência neonatal em termos de segurança alimentar e nutricional, e visa contribuir para a redução da mortalidade infantil em instituições hospitalares. São responsáveis por ações de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno e execução de atividades de coleta da produção lática da nutriz, do seu processamento, controle de qualidade e distribuição.

DOENÇAS NEGLIGENCIADAS E RARAS

Ainda durante o discurso na sessão plenária da 72ª Assembleia Mundial da Saúde, o ministro, Luiz Henrique Mandetta, destacou a importância no enfrentamento das doenças negligenciadas e seus determinantes sociais. Além do comprometimento direto no diagnóstico e tratamento das doenças raras.

“Para ampliar o serviço e o acesso ao tratamento dessas doenças, se faz necessário buscar alternativas que garantam o acesso ao diagnóstico e tratamento oportunos e ao mesmo tempo em que nos convoca a fortalecer as nossas capacidades de diálogo com a indústria farmacêutica, de modo a garantir preços mais justos de insumos e medicamentos, afirmou Mandetta.

Atualmente 350 milhões de pessoas no mundo sofrem com alguma doença rara, dentre elas 50% são crianças, das quais 30 % morrem antes dos 5 anos de idade.

TUBERCULOSE

Como presidente do BRICS, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, sugeriu ainda, com o apoio do Programa Global de Tuberculose da OMS, a criação de um secretariado da rede de tuberculose na sede da organização em Genebra para dar mais sustentabilidade e perenidade ao cuidado com a doença. De acordo com o ministro, a Rede de Pesquisa em Tuberculose já em andamento no BRICS e “vem gerando resultados importantes no combate à doença nos países do grupo”. O ministro ressaltou, ainda, que o grupo já promove chamadas públicas para a contratação de pesquisas colaborativas para desenvolver novos tratamentos, diagnósticos e medicamentos para a doença.

ASSEMBLEIA MUNDIAL DA SAÚDE

A Assembleia Mundial da Saúde é o órgão de decisão máximo da Organização Mundial da Saúde (OMS). Os membros da Assembleia reúnem-se anualmente nos meses de maio em Genebra, cidade onde está localizada a sede da OMS. Entre os objetivos da agência da ONU está a ampliação do acesso e da cobertura de saúde para atender a um bilhão a mais de pessoas na comparação com números atuais. A instituição também quer garantir que um bilhão de indivíduos estejam protegidos de emergências de saúde.

 

Por Alexandre Penido, da Agência Saúde

Atendimento à imprensa

(61) 3315.3580

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