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Saúde busca soluções inovadoras para o SUS no Campus Party Brasília

Escrito por alexandre.penido | | Publicado: Quarta, 19 de Junho de 2019, 18h24 | Última atualização em Quarta, 19 de Junho de 2019, 18h40

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, lança nesta quinta-feira (20) o hackathon “Desafio Zé Gotinha”. Equipes formadas por profissionais de tecnologia irão desenvolver soluções inovadoras à saúde

Pela primeira vez, o Ministério da Saúde realiza parceria com a Campus Party, o maior evento de imersão tecnológica do mundo, para estimular o desenvolvimento de soluções inovadoras e de impacto para o Sistema Único de Saúde (SUS). Nesta quinta-feira (20), o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta lança, durante a Campus Party, o hackathon “Desafio Zé Gotinha”. Durante três dias, equipes formadas por jovens estudantes, programadores, designers, entre outros profissionais, irão desenvolver ferramentas voltadas para fortalecer a vigilância e aumentar a cobertura vacinal no país. No dia 22, será selecionada a equipe vencedora, que poderá ter sua solução implementada na saúde pública.

A ideia do hackathon “ Desafio Zé Gotinha” é mais uma estratégia do Movimento Vacina Brasil, do Governo Federal, para reverter o quadro de quedas das coberturas vacinais no país nos últimos anos. Em 2018, das 19 vacinas que fazem parte do Calendário Nacional de Vacinação, do recém-nascido ao idoso, apenas a vacina BCG atingiu a meta (90%) com 95,6%. Por isso, o Vacina Brasil prevê reunir uma série de ações integradas entre órgãos públicos e empresa, para conscientizar cada vez mais a população sobre a importância da vacinação como medida de saúde pública e desmitificar a campanha de fake news contra as vacinas.

“A partir desse desafio vão sair soluções criadas pelas novas gerações que ficarão de legado à sociedade.  São jovens que pensam com inovação e que podem contribuir, na criação de ferramentas inovadoras para melhorar a participação da sociedade na vacinação, seja valorizando a caderneta de vacinação, a vacina ou ajudando as pessoas a identificarem novos serviços de saúde”, afirma o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. 

BAIXAS COBERTURAS VACINAIS

O Ministério da Saúde tem percebido a diminuição gradativa das coberturas vacinais ao longo dos últimos anos, no Brasil e no mundo. Cenário que não se justifica, já que as vacinas ofertadas no Programa Nacional de Imunizações do Brasil (PNI) são seguras e gratuitas à população, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). O PNI é uma estratégia de saúde pública considerada como um dos melhores investimentos em saúde, tendo em vista o custo-benefício.

Nas últimas décadas, diversas doenças preveníveis por vacinação foram eliminadas ou são mantidas sob controle. O SUS oferta hoje, 19 vacinas para toda a população, desde recém-nascidos, adolescentes, adultos, gestantes, idosos e povos indígenas. Contudo, em 2018, desse total de vacinas que fazem parte do Calendário Nacional de Vacinação, apenas a vacina BCG atingiu a meta (90%) com 95,6%.

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza 2019 encerrou, no último dia 31 de maio, sem atingir a meta, que era de vacinar 90% de todos os públicos prioritários. Ou seja, 4,2 milhões de crianças e gestantes não vacinaram contra a gripe, até essa data. Por isso, quando encerrou a campanha, a pasta liberou a vacinação para toda a população, não sendo mais exclusivo para os públicos-alvo. Esse balanço ainda será publicado.

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HACKATHON “DESAFIO ZÉ GOTINHA”

O Hackathon “Desafio Zé Gotinha” tem finalidade exclusivamente científica e tecnológica, visando reconhecer e divulgar as soluções tecnológicas desenvolvidas que tenham potencial inovador e impacto no SUS, estimulando a difusão do tema e não possui caráter comercial.

Para o Hackathon, as soluções tecnológicas deverão ser desenvolvidas observando o seguinte tema: "Fortalecer a vigilância em saúde e aumentar a cobertura vacinal”.

“Os jovens que vão mudar a cobertura vacinal no Brasil. Os jovens da Campus Party podem desenvolver robôs para poder tirar dúvidas sobre a vacina, podem desenvolver games, desmistificar as fake news em relação à vacina, por exemplo. Além disso, podem criar, a partir dos dados abertos do Ministério da Saúde, soluções para encontrar as unidades de saúde, marcar horário ou serviços. Queremos usar este momento para desafiar esses jovens para envolver a sociedade como um todo na melhora nos indicadores de vacinação”, destaca o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson Oliveira.

Os participantes competirão formando equipes de três a cinco pessoas, devendo sempre ser observado o tema do Hackathon (Fortalecer a vigilância em saúde e aumentar a cobertura vacinal). A formação das equipes poderá ser feita pelos próprios participantes e para quem estiver sozinho ou em duplas, a comissão organizadora conduzirá uma dinâmica de formação de equipes após a abertura oficial do Hackathon.

A avaliação dos projetos terá como base critérios como criatividade, viabilidade técnica, design e execução. Após a avaliação, serão selecionadas pela banca julgadora três equipes, sendo uma a vencedora. A cerimônia de premiação acontecerá no dia (22) de junho, às 20h.

CAMPUS PARTY

Entre os dias 19 e 23 de junho, Brasília será a capital da tecnologia no país. A terceira edição da Campus Party Brasília leva o tema Indústria 4.0, focando assuntos sobre as tendências de produção em tempos pós-contemporâneos. Mais de 70 mil pessoas devem se reunir no Estádio Mané Garrincha para acompanhar as mais de 350 horas de atividades, entre palestras, workshops, hackathons, games, simuladores e muitas outras atrações.

O evento é considerado a maior imersão tecnológica em Internet das Coisas, Blockchain, Cultura Maker, Educação e Empreendedorismo do mundo. No Brasil, é realizada pelo Instituto Campus Party, uma associação civil sem fins lucrativos fundada em 2009, com o objetivo de incentivar e promover atividades e projetos nas áreas cultural, educacional gratuita, de inclusão digital, do desenvolvimento tecnológico e econômico, dos direitos estabelecidos, da assistência social e da cidadania.

O evento acontece no Brasil desde 2008 e é pioneira em hackathons com propósitos sociais, já tendo sido realizados desafios com vários temas: Saúde, Educação, Segurança Pública, Tecnologias Assistivas, Mobilidade, Cultura, etc. A Campus Party já produziu edições nos seguintes países: Espanha, Holanda, México, Alemanha, Reino Unido, Argentina, Panamá, El Salvador, Costa Rica, Colômbia, Equador, Itália e Singapura. São mais de 550 mil campuseiros cadastrados em todo mundo.

Por Alexandre Penido, da Agência Saúde
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