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Ministro quer atendimento voltado à saúde mental de adolescentes

Escrito por Newton Palma | | Publicado: Terça, 10 de Setembro de 2019, 17h45 | Última atualização em Quinta, 12 de Setembro de 2019, 11h43

Luiz Henrique Mandetta reforçou a importância de se trabalhar a promoção da vida saudável com as crianças e jovens brasileiros no atendimento à saúde mental

Foto: Erasmo Salomão / ASCOM MS

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, falou, durante evento na Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (10/09), sobre a necessidade de qualificar o atendimento às pessoas com transtornos de saúde mental. Durante o Simpósio Nacional de Prevenção do Suicídio e Automutilação, promovido pela Frente Parlamentar de Prevenção do Suicídio e Automutilação e pela Comissão de Seguridade Social e Família, Mandetta explicou que está sendo discutindo um espaço de saúde mental especializado para o público adolescente.

“A infância e a adolescência passou por um impacto que foi o surgimento da internet. Há um mundo virtual e um real. Hoje estamos lindando com um bullying global e isso gera uma pressão no nosso jovem brasileiro’”, citou o ministro da Saúde. “A criança brasileira é uma das que mais passa tempo em frente às telas e isso é fator de estresse mental”, completou. Neste sentido, o Ministério está debatendo a criação de Centro de Atenção Psicossocial (CAPs) com foco no adolescente, que promoverá inclusive a busca ativa dos jovens nas escolas e nas comunidades, como forma de acolhimento deste público.

“É um local vocacionado para gerar política de saúde mental para a criança e para o adolescente, já que temos observado um aumento da automutilação nesta idade”, enfatizou. Ministro Mandetta também reforçou que o Ministério da Saúde está “se preparando para reorganizar todo o sistema de teleatendimento para termos um serviço mais qualificado, onde possamos dar um melhor suporte, aumentando a inserção do profissional de educação física para trazer esporte e atividade física na saúde pública”.

ASSISTÊNCIA NO SUS - SAÚDE MENTAL

“Os transtornos de saúde mental serão o principal agravo que levarão as pessoas às unidades de saúde durante todo o século 21 no mundo”, lembrou o ministro durante o evento em alusão ao Dia Mundial de Prevenção do Suicídio (10/09). A assistência às pessoas com transtornos mentais acontece de forma integral e gratuita em diversas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o Brasil, conforme a necessidade de cada caso.

Entre os serviços de referência para acompanhamento estão as 42 mil Unidades de Saúde da Família (USF) e os 2.593 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), que ofertam acolhimento à pessoa em sofrimento e seus familiares – nesses serviços o cidadão é atendido e, caso seja necessário, é encaminhado para outro serviço especializado da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).

“Nós estamos trabalhando com as Unidades de Saúde da Família que são o primeiro contato, com a capacitação dos médicos, dos enfermeiros, dos médicos de saúde da família que estão dentro das casas, além dos Agentes Comunitários de Saúde que são elementos de ligação apara promoção de vida saudável”, frisou Mandetta.

CAMPANHA PARA VALORIZAÇÃO DA VIDA

Para este mês, o Ministério da Saúde prepara uma campanha para valorização da vida e chamar a atenção para a depressão. O Ministério da Saúde estima, com base na Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2013, que 14,1 milhões de brasileiros apresentem diagnóstico de transtornos ou sofrimentos mentais. Ainda segundo a PNS, foi estimado que 7,6% das pessoas de 18 anos ou mais de idade receberam diagnóstico de depressão por profissional de saúde mental.

Os serviços de assistência psicossocial têm papel fundamental na prevenção do suicídio. Nos locais onde existem Centros de Apoio Psicossocial (CAPS), uma iniciativa do SUS, o risco de suicídio reduz em até 14%. Existem no país, 2.593 CAPS e a estratégia prevê a expansão dessas unidades nas regiões de maior risco.

Por Tinna Oliveira, da Agência Saúde
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