Ir direto para menu de acessibilidade.
Início do conteúdo da página

Hospitais do SUS reduzem em 55% a superlotação nas emergências

Escrito por cristiane.carvalho | | Publicado: Quarta, 18 de Setembro de 2019, 16h39 | Última atualização em Quarta, 18 de Setembro de 2019, 19h59

Segunda fase do Projeto Lean nas Emergências reduz também em 40% o tempo médio do paciente no pronto-socorro e em 44% a internação hospitalar

Quase dois dias a menos de internação no hospital e a redução de 4h20 no pronto-socorro são os resultados do segundo ciclo do Projeto Lean nas Emergências, em 20 unidades do SUS participantes do projeto. No geral, os 20 hospitais participantes do segundo ciclo mostraram redução de 55% do indicador de lotação, 44% na diminuição do tempo de permanência de internação e 40% na redução do tempo de passagem pela urgência até a alta. Tudo isso garante não só uma maior oferta de leitos dos hospitais como a diminuição do desgaste emocional tanto do paciente e de seu acompanhante como da equipe médica.

Após a intervenção, o período de espera no pronto-socorro das unidades passou de 11h para, em média, 6h20. O paciente que busca atendimento nessas emergências fica quase quatro horas e meia a menos no pronto-socorro, considerando o período desde a entrada na unidade de saúde, passando pela triagem, consulta, administração de medicamentos e exames, até a alta médica. Esse resultado é reflexo da organização dos fluxos e o menor tempo de permanência do paciente, impactando na superlotação das emergências.

Para o secretário de Atenção Especializada à Saúde – SAES/MS, Francisco Figueiredo, o projeto já é um sucesso. “A cada ciclo o Projeto Lean nas Emergências tem nos proporcionado resultados maravilhosos que impactam diretamente na qualidade dos serviços prestados aos cidadãos brasileiros. No Ciclo 2 tivemos grandes surpresas com dois hospitais, que mesmo tendo realidades difíceis, conseguiram envolver toda a sua equipe para que o projeto desse certo”.

Nessa segunda fase, o maior destaque no avanço do atendimento é do Hospital Socorrão II, no Maranhão, que reduziu em 74% a superlotação. A unidade recebe 56 mil pacientes por ano e melhorou seu giro de leitos com a redução de 22% do tempo médio de permanência no hospital. Outro progresso evidente dentro da unidade de saúde foi a diminuição em 60% do tempo do paciente no pronto-socorro, que levou ao aumento de 6% no volume de atendimento diário na emergência.

Saiba mais sobre a experiência do Socorrão II

O outro destaque é o Hospital Ophir Loyola, do Pará, que teve redução de 69% na lotação. Melhorou o giro de leitos do hospital com a redução de 7% do tempo médio de permanência e consequentemente aumentou em 8% o volume diário de atendimento no PS. O Hospital porta aberta conta com 230 leitos e atende mais de 39 mil pacientes por ano.

Ao todo 36 hospitais de todas as regiões do país fizeram parte das duas primeiras etapas, nas quais 800 profissionais foram treinados na metodologia Lean nos serviços de emergência. No último mês, o ministério da Saúde lançou o terceiro ciclo com 20 hospitais participantes, em uma parceria com o Hospital Sírio-Libanês. Até 2020, a meta é intervir na gestão de 100 hospitais.

Hospitais participantes do ciclo 0 e  1º  ciclo do projeto Hospitais participantes do ciclo 0 e  1º  ciclo do projeto

UF

CIDADE

HOSPITAL

TO

PALMAS

Hospital Geral de Palmas

GO

GOIÂNIA

HUGOL – Hospital de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira

MG

BELO HORIZONTE

Hospital Metropolitano Odilon Behrens

SC

SÃO JOSÉ

Hospital Regional São José

SP

SÃO PAULO

Hospital Geral do Grajaú

CE

FORTALEZA

Hospital de Messejana

RR

BOA VISTA

Hospital Geral de Roraima

RS

PASSO FUNDO

Hospital da Cidade de Passo Fundo

PR

LONDRINA

Hospital Universitário Estadual de Londrina

MG

UBERLÂNDIA

Hospital de Clínicas de Uberlândia

PR

CURITIBA

Hospital do Trabalhador

DF

BRASÍLIA

Instituto Hospital de Base do Distrito Federal

DF

CEILÂNDIA/ BRASÍLIA

Hospital Regional de Ceilândia

ES

SERRA

Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves

SP

GUARULHOS

Hospital Geral de Guarulhos

SP

SÃO PAULO

Santa Casa de São Paulo

 

Hospitais participantes do 2º ciclo do projeto Hospitais participantes do 2º ciclo do projeto

UF

CIDADE

HOSPITAL

BA

SALVADOR

Hospital Municipal de Salvador

DF

DISTRITO FEDERAL

Hospital Regional de Taguatinga

RS

PORTO ALEGRE

Hospital de Clínicas de Porto Alegre

BA

SALVADOR

Hospital do Subúrbio

PR

LONDRINA

Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Londrina

CE

FORTALEZA

Hospital Geral Dr. César Cals

MG

MONTES CLAROS

Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Montes Claros

PA

BELEM

Hospital Ophir Loyola

ES

VITORIA

Hospital Estadual de Urgência e Emergência

PI

TERESINA

Hospital de Urgência de Teresina

AL

MACEIÓ

Hospital Geral do Estado de Alagoas – Prof. Osvaldo Brandão Vilela

SC

JOINVILLE

Hospital Regional Hans Dieter Schmidt

PE

RECIFE

Hospital Agamenon Magalhães

MA

SÃO LUIS

Hospital Municipal Dr. Clementino Moura

MG

BELO HORIZONTE

Hospital das Clínicas da Univ. Federal de Minas Gerais

RS

PORTO ALEGRE

Associação Hospitalar Vila Nova

SC

JOINVILLE

Hospital Municipal São José

BA

SALVADOR

Hospital Geral Roberto Santos

ES

VILA VELHA

Hospital Antônio Bezerra de Farias

PR

CASCAVEL

Hospital Universitário do Oeste do Paraná

 

O Projeto Lean nas Emergências, realizado pelo Ministério da Saúde em parceria com o Hospital Sírio Libanês, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (PROADI-SUS), completa dois anos e tem como principal objetivo reduzir a superlotação dos serviços de urgência e emergência do SUS e já está no terceiro ciclo, executando a terceira visita de intervenção nos hospitais participantes para implementação das ferramentas de gestão.

O sucesso do projeto parte da melhoria dos processos de gestão que começa pela porta da emergência geral, identificando os tempos de atendimento e de maior fluxo. A metodologia do Lean reduz desperdícios otimizando espaços e insumos. Na implantação foram alocados recursos humanos nos horários de maior fluxo de paciente na porta, agilizando assim o atendimento. Com o progresso do projeto foi possível chegar a todas as áreas dos hospitais e com isso desafogar urgências e emergências otimizando, assim, a oferta de leitos.

Para alcançar essas melhorias, os hospitais que participam da iniciativa passam por um processo de intervenção, fase onde profissionais do Hospital Sírio-Libanês visitam os prontos-socorros e se reúnem com gestores e profissionais dos estabelecimentos para identificar dificuldades e implementar ações de melhoria, utilizando as ferramentas do projeto, bem como capacitar as equipes. Essa fase dura, em média, seis meses e, após o término desse período, os hospitais passam por uma etapa de monitoramento, por mais doze meses, para garantir a transformação no gerenciamento das unidades e que esses novos hábitos e padrões continuem mesmo após o fim das visitas

 

Os 20 hospitais que participam do 3º ciclo do projeto Os 20 hospitais que participam do 3º ciclo do projeto

Cidade

Estado

Nome do Hospital

Fortaleza

CE

Hospital Geral de Fortaleza

Juazeiro do Norte

CE

Hospital Regional do Cariri

Brasília

DF

Hospital Regional de Ceilândia

Goiânia

GO

Hospital Materno Infantil

São Luiz

MA

Hospital Municipal Djalma Marques - Socorrão 1

Belo Horizonte

MG

Hospital Júlia Kubitschek

Belo Horizonte

MG

Hospital Infantil João Paulo II

Campo Grande

MS

Hospital Regional Rosa Pedrossian

    João Pessoa

PB

Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena

Campina Grande

PB

Hospital Regional de Emerg. e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes

Petrolina

PE

Hospital Universitário de Petrolina

Recife

PE

Hospital da Restauração

Curitiba

PR

Hospital Universitário Cajuru

Curitiba

PR

Hospital Universitário Evangélico Mackenzie

Florianópolis

SC

Hospital Governador Celso Ramos

Joinville

SC

Hospital Regional Hans Dieter Schimidt

    Jundiaí

SP

Hospital São Vicente de Paulo

São Jose dos Campos

SP

Hospital Municipal Dr. José de Carvalho Florence

São Paulo

SP

Hospital Municipal Tide Setubal

São Paulo

SP

Hospital Municipal Prof. Dr. Alípio Corrêa Neto - Ermelino Matarazzo

SAIBA MAIS SOBRE A METODOLOGIA:

O Sistema Lean que pode ser traduzido como produção enxuta é uma metodologia japonesa que após a Segunda Guerra mundial chegou ao ocidente e foi utilizada em praticamente todos os setores produtivos. A partir da década de 90 houve uma adaptação para utilização na área da Saúde com impactos positivos.

Um dos indicadores utilizados para medir os resultados do projeto é o indicador de superlotação, chamado de NEDOCS (sigla em inglês para Escala de Superlotação do Departamento Nacional de Emergência) e mensura quesitos como tempo de passagem de pacientes pelas urgências, permanência no hospital, tempo de alta, entre outros.

Confira a página especial sobre o Lean nas emergências

 

Por Silvia Pacheco, da Agência Saúde
Atendimento à Imprensa

(61) 3315-3533/3693

 

Fim do conteúdo da página