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Walk the Talk

Brasil participa de caminhada de promoção da vida saudável nos EUA

Escrito por amanda.costa | | Publicado: Domingo, 22 de Setembro de 2019, 12h51 | Última atualização em Segunda, 23 de Setembro de 2019, 12h22

Organizado pela OMS, ação reúne pessoas de todo mundo para destacar a importância da atividade física e promoção do estilo de vida saudável

Neste domingo (22/09), delegação brasileira, incluindo o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, participou da caminhada “Walk the Talk: O desafio da saúde para todos”, que ocorre em Nova Iorque, nos Estados Unidos. Às vésperas do início da reunião de alto nível da 74ª Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU), a Organização Mundial da Saúde (OMS) promoveu a ação para evidenciar a importância da atividade física e do estilo de vida saudável para prevenção de doenças.

“Ao mesmo tempo que temos avanços importantes na luta contra várias doenças, o Brasil ainda é o país mais sedentário dentre as nações da Organização Mundial da Saúde. Então, em breve, políticas que vão aumentar a participação da atividade física na promoção da saúde e na prevenção das doenças serão mais um dos pilares do SUS”, destacou o ministro Mandetta.

A caminhada, que reúne pessoas de todo o mundo, entre eles o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, pretende dar visibilidade ao fato de que todas as pessoas devem acessar os serviços de saúde desde a prevenção, tratamento de doenças e promoção da saúde mental. “Walk” remete à proposta de caminhar e exercitar-se, já “Talk” faz referência à ideia de falar, cuidar das emoções. A caminhada global acontece no Central Parque de Nova Iorque e inclui outras atividades.

 

PROMOÇÃO DA SAÚDE

No Sistema Único de Saúde (SUS) a promoção da vida saudável começa na Atenção Primária, que, além de resolver os problemas de saúde comuns e frequentes da população brasileira, também promove a qualidade de vida e presta assistência para intervir nos fatores que colocam a saúde em risco, como falta de atividade física, má alimentação, tabagismo, entre outros. As 43 mil Unidades de Saúde da Família (USF) hoje existentes cobrem cerca de 63% da população brasileira.

A prevalência da obesidade no Brasil aumentou de 67,8% nos últimos treze anos, saindo de 11,8% em 2006 para 19,8% em 2018, segundo a última Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel). Por outro lado, a prática de alguma atividade física no tempo livre, pelo menos por 150 minutos na semana, aumentou 25,7% (de 2009 a 2018) no Brasil, saindo de 30,3%, em 2009, para 38,1% em 2018.

Com o intuito de estimular ainda mais o hábito da prática de atividades físicas e reduzir as doenças relacionadas ao sedentarismo entre os brasileiros, o Ministério da Saúde, lançou em 2011, o Programa Academia da Saúde. Atualmente, existem 4.838 polos habilitados e 1.475 funcionando em 1.100 municípios.

O mesmo estudo aponta ainda mudança significativa nos hábitos alimentares dos brasileiros. O consumo regular de frutas e hortaliças cresceu 15,5% entre 2008 e 2018, passando de 20% para 23,1%. O consumo regular é definido pela Organização Mundial da Saúde como cinco porções diárias pelo menos cinco vezes na semana. O Guia Alimentar para a População Brasileira, lançado pelo Ministério da Saúde, é o principal orientador de escolhas alimentares mais adequadas e saudáveis pela população, baseado principalmente no consumo de alimentos in natura ou minimamente processados. As informações também são úteis para a prevenção e controle de doenças específicas, como a obesidade, a hipertensão e o diabetes.

Também para incentivar uma alimentação adequada e saudável, o governo brasileiro firmou acordo com o setor produtivo para retirar, até 2022, o total de 144 mil toneladas de açúcar de bolos, misturas para bolos, produtos lácteos, achocolatados, bebidas açucaradas e biscoitos recheados. O acordo segue o mesmo parâmetro do feito com a indústria alimentícia para a redução do sódio, que foi capaz de retirar mais de 17 mil toneladas de sódio dos alimentos processados em quatro anos.

Por Tinna Oliveira, da Agência Saúde
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