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Medicamento de hemofilia está sob avaliação para inclusão no SUS

Escrito por cristiane.carvalho | | Publicado: Sexta, 04 de Outubro de 2019, 10h59 | Última atualização em Segunda, 07 de Outubro de 2019, 11h14

Cidadãos podem opinar sobre a incorporação do medicamento emicizumabe, indicado para prevenir e reduzir a frequência de sangramentos dos pacientes com hemofilia A

Pacientes hemofílicos portadores do tipo A, doença que provoca sangramentos acima do normal por conta de distúrbio no sangue, podem participar de consulta pública para incorporação de novo medicamento no SUS, o emicizumabe. O medicamento é indicado para prevenir sangramentos ou reduzir sua frequência, proporcionando melhor qualidade de vida aos pacientes de hemofilia A, tipo mais predominante no país. A consulta é aberta a todos os pacientes, profissionais de saúde, especialistas, pessoas que estudam a doença e outros interessados no uso do medicamento pelo SUS.

Na consulta pública, os cidadãos podem opinar, acrescentar informações e até críticas, por meio da internet pelo endereço disponibilizado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec). Atualmente, o Ministério da Saúde garante o medicamento Fator VIII Recombinante, direcionado ao tratamento da hemofilia A.

No ano de 2018, no Brasil, eram 26, 7 mil pacientes cadastrados no Hemovida Web Coagulopatias,  sistema que reúne informações de todos os centros de tratamentos no país com uma base nacional que reúne dados clínicos, informações sobre o tratamento, registro de infusões de medicamentos, além do controle de estoque de medicamentos.

Do total de pacientes cadastrados com doenças hemorrágicas hereditárias no Brasil, aproximadamente 40% dos casos devem-se a hemofilia A e 8% a hemofilia B.  O maior número de pacientes está concentrado nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná. Para esses pacientes e seus familiares, a rede de saúde pública também oferta atendimento integral.

HEMOFILIA A

A Hemofilia A é uma doença hereditária e sem cura, transmitida quase que exclusivamente a indivíduos do sexo masculino por meio das mães que portam a condição. Apesar de serem as mulheres as transmissoras, os sintomas e problemas causados pela hemofilia aparecem apenas nas pessoas do sexo masculino. O tratamento consiste na reposição desse fator deficiente, por meio dos concentrados de fator plasmático ou uso de medicamentos na profilaxia dos sangramentos.

ASSISTÊNCIA NO SUS

Na linha de cuidado para tratar a hemofilia e prevenir suas complicações, no SUS, estão disponíveis diversas modalidades de tratamento a todos os pacientes brasileiros acometidos pela doença. Vão, desde sob demanda ou episódico até o profilático (nos casos de pacientes com hemofilia grave). São ofertados também o diagnóstico e o atendimento aos pacientes e familiares por equipes multidisciplinares, tudo isso orientado a partir de protocolos específicos para tratamento de hemofilias.

Por Roberto Chamorro, da Agência Saúde
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