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Armados contra o HPV

Escrito por Leonardo | Criado: Segunda, 10 de Março de 2014, 12h01 | Publicado: Segunda, 10 de Março de 2014, 12h07 | Última atualização em Quinta, 13 de Março de 2014, 13h31

A partir de 10 de março, o Brasil dará um passo decisivo na luta para reduzir o número de vítimas do câncer de colo do útero no país. Nessa data, os 36 mil postos de saúde existentes no país, além das escolas, vão abrir as portas para vacinar jovens com idades entre 11 e 13 anos contra o papiloma vírus humano (HPV), um dos principais agentes causadores da doença.

 

Em Minas, a previsão é de que 509 mil meninas sejam vacinadas neste ano. O estado irá receber 1 milhão de doses. Em 2015, a faixa etária será ampliada e a vacina estará disponível para as pré--adolescentes de 9 a 11 anos.

 

Atualmente, o câncer de colo do útero é o segundo mais incidente na população feminina do país, ficando atrás apenas dos casos de câncer de pele não melanoma, segundo os nossos dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca). O enfretamento a essa doença está inserido nas prioridades do governo Dilma, tanto nas ações da Rede de Doenças Crônicas quanto na política de Atenção Integral da Saúde da Mulher.

 

Muitos pais podem estar se perguntando sobre o porquê de vacinar meninas tão jovens contra um vírus que, comumente, é associado às relações sexuais. A explicação é simples: é nessa faixa etária que as pré-adolescentes geram mais anticorpos, tornando a vacina ainda mais eficaz para protegê-las contra o câncer de colo do útero.

 

E nada melhor para alcançar esse público do que envolvê-lo na campanha de vacinação, além das unidades de saúde, as escolas. E não me refiro apenas às instituições de ensino da rede pública, mas também às da rede privada. Para isso, temos incentivado as secretarias municipais e estaduais a se unirem às secretarias de educação a fim de que, juntas, conscientizem pais e filhos sobre a importância de tomar a vacina.

 

Para facilitar esse trabalho de mobilização, repassamos um informe técnico aos estados e municípios e iniciamos capacitação a distância para profissionais de saúde e professores que estarão envolvidos na campanha de vacinação. Outra iniciativa importante é a distribuição de

Guia Prático sobre HPV, que está sendo entregue nas escolas, para que adolescentes,

pais e professores conheçam mais sobre o vírus e suas formas de contágio.

 

A vacina tem 98,8% de eficácia contra o HPV e já foi usada em países que possuem sistemas de vigilância em saúde considerados com alto nível de excelência, como Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Austrália, entre outros. A estimativa é que, em todo o mundo, já foram aplicadas cerca de 175 milhões de doses da vacina. Atualmente, a vacinação contra o HPV é utilizada como estratégia de saúde pública em 51 países.

 

A prevenção, porém, não pode se limitar à imunização por meio da vacina, que protege contra quatro subtipos do vírus (6, 11, 16 e 18), sendo dois deles, o 16 e o 18, responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo do útero. É necessário que as mulheres com idades de 25 a 64 anos ou que tenham vida sexual ativa façam, anualmente, ou a pedido de seu médico, o exame preventivo papanicolau. O uso de preservativo também é um instrumento importante nesse processo, sendo uma arma a mais para se proteger contra o HPV e, sobretudo, contra o câncer do colo de útero.

 

É importante que toda a sociedade se mobilize para que, juntos, possamos modificar o futuro das novas gerações. E, parafraseando o tema da campanha, “cada menina é de um jeito, mas todas precisam de proteção”.

 

Artigo publicado no Jornal Tudo BH

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