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MS Implanta Excelência Operacional nas Emergências do SUS em Minas Gerais

Escrito por Alessandra Bernardes | | Publicado: Quarta, 13 de Junho de 2018, 16h56 | Última atualização em Quarta, 13 de Junho de 2018, 17h00

Projeto implantado no Hospital Municipal Odilon Behrens, em agosto de 2017, começa a apresentar resultados

Um dos seis hospitais pioneiros na implantação da metodologia Lean, o Hospital Municipal Odilon Behrens-HOB, que fica em Belo Horizonte-MG, está reestruturando seus processos de gestão desde agosto de 2017, e já aponta os primeiros resultados.

Para o superintendente do HOB, Danilo Borges Matias, a maior diferença observada sobre essa gestão é o resgate da gestão colegiada, foi percebido por exemplo, que a equipe envolvida, pode entender melhor seu processo de trabalho e perceber oportunidades de melhorias, que refletem para o paciente e para o próprio trabalhador, ajudando concretamente a formar e amadurecer uma consciência organizacional.

Em relação aos pacientes é nitidamente perceptível a diminuição no tempo de espera entre a triagem e o primeiro atendimento com o corpo médico. A metodologia Lean está permitindo diminuir sensivelmente essa espera, nos últimos três meses, por exemplo, o número de atendimentos mensais passou de 10 mil para 12 mil, destes 63,8% classificados na cor verde na escala Manchester, cujo o tempo de espera para atendimento na Clínica Médica baixou de cerca de 5 horas para 1 hora e meia. 

Essas iniciativas também impactaram no atendimento da UPA que existe no Odilon Behrens que atualmente conta com uma sinalização que indica o tempo de espera atual para cada perfil de pacientes.

Outras intervenções orquestradas pela metodologia produziram uma série de outros benefícios, como diminuição de cancelamentos cirúrgicos; chegando a 50% para pacientes da cirurgia vascular; maior participação e conhecimento dos pacientes sobre sua doença e planos no hospital, menor frequência de superlotação nos corredores da UPAHOB, como taxa de desocupação dos corredores caiu absurdamente, mas eu não sei os números exatos, pois ainda estamos construindo este indicador, entre outros.

Segundo Danilo, sem o convencimento e o investimento nas lideranças, não há sucesso em projetos. É preciso ter a participação efetiva das equipes, para que haja sustentabilidade e fazendo ajustes frequentes para melhorar um pouco a cada dia. “Excelência operacional é o “bonde da vez”. Ele já ficou nas indústrias bem-sucedidas há 30 anos. Agora é a vez da saúde. ”

As etapas são cíclicas. Alguns processos estão na fase de consolidação de melhorias, já com grandes avanços. Outros processos estão saindo da fase de planejamento para o primeiro ciclo de melhoria a ser implantado (PDSA, outra metodologia que conversa muito com o Lean e as estratégias de excelência operacional).

Uma etapa crítica que começamos a desenvolver é a multiplicação interna de expertise para além do grupo que recebeu o treinamento pelo Ministério, como por exemplo a ampliação do “Fast Track” (processo acelerado) para a Pediatria e outras UPA’s  de Belo Horizonte e Região Metropolitana.

O HOSPITAL MUNICIPAL ODILON BEHRENS (HOB)

Foi inaugurado em 1964 e ao longo de sua história, sempre se manteve comprometido com a missão de atender de forma humanizada e eficiente à criança, ao adolescente, ao adulto, à mulher e ao idoso que demandam cuidados em relação à sua saúde. Além de contribuir para o processo da formação acadêmica e de especialização de profissionais de saúde e de outras áreas, em consonância com as diretrizes da política municipal de saúde.

A METODOLOGIA

O Sistema Lean que pode ser traduzido como produção enxuta é uma metodologia japonesa que após a Segunda Guerra mundial chegou ao ocidente e foi utilizada em praticamente todos os setores produtivos. A partir da década de 90 houve uma adaptação para utilização na área da Saúde com impactos muito positivos.

A atual gestão do Ministério da Saúde trouxe para o SUS essa metodologia que melhora a gestão racionalizando recursos, otimiza espaço e insumos. O secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde Francisco de Assis Figueiredo que é especialista em Gestão Hospitalar enxergou nos desafios do SUS uma oportunidade para alcançar melhores resultados, “quando se identificou que a superlotação é um problema de fluxo intra-hospitalar, passamos a racionalizar os recursos para qualificar o trajeto do paciente dentro das unidades” exemplifica o Secretário.

A ferramenta é utilizada atualmente pelo Hospital Regional da Região Noroeste de Goiânia Governador Otávio Lages Siqueira (HUGOL) em Goiás, Hospital Odilon Behrens de Belo Horizonte em Minas Gerais, Hospital São José de São José em Santa Catarina, o Hospital Geral de Palmas no Tocantins, Hospital de Messejana em Fortaleza no Ceará e o Hospital Geral do Grajaú na cidade de São Paulo, todos são 100% SUS e estão utilizando a metodologia com excelentes resultados. O projeto do Ministério da Saúde é realizado em parceria com o Hospital Sírio Libanês, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (PROADI-SUS).

Este ano a expectativa é ampliar a implantação do sistema Lean para mais cem hospitais.

Por Bruna Bonelli e Tiago Souza, do Nucom/SAS/MS
Atendimento à imprensa

(61) 3315-3580

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