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MS Implanta Excelência Operacional nas Emergências do SUS em Goiás

Escrito por alexandreb.sousa | Publicado: Quarta, 13 de Junho de 2018, 17h05 | Última atualização em Quarta, 13 de Junho de 2018, 17h05

Projeto implantado no Hospital Estadual de Urgências da Região Noroeste de Goiânia- HUGOL, em agosto de 2017, começa a apresentar resultados

Um dos seis hospitais pioneiros na implantação da metodologia Lean, o Hospital Estadual de Urgências da Região Noroeste de Goiânia Governador Otávio Lage de Siqueira-HUGOL, que fica em Goiânia-GO, está reestruturando seus processos de gestão desde agosto de 2017, aponta resultados importantes nos serviços de saúde de emergência do Hospital.

De acordo com a diretora administrativa, Andrea Prestes, apesar do pouco tempo de implementação da metodologia Lean já é possível a melhoria do tempo de passagem do paciente pelo serviço de Urgência e Emergência; a redução do tempo médio de permanência; o aumento do giro de leitos; a redução da superlotação, possibilitando uma assistência com maior qualidade; resultando, por fim, no aumento da satisfação dos usuários e dos colaboradores atuantes na unidade.

Uma das principais melhorias na Emergência do HUGOL foi a implementação de um novo fluxo de atendimento aos pacientes. As pessoas inconscientes, em choque, com parada cardiorrespiratória, vítimas de acidentes de trânsito ou em urgências clínicas, geralmente resgatadas pelo SAMU e pelo Corpo de Bombeiros (SIATE), entram diretamente para os boxes da Emergência. Após a assistência inicial imediata, os pacientes já seguem para os exames, procedimentos cirúrgicos ou UTI, a depender da conduta estabelecida. Pacientes que chegam andando, com bom nível de consciência, entram pela recepção, retiram uma senha no totem, fazem o cadastro e são acolhidos. Passam pela classificação de risco e pela triagem por um profissional médico, que avalia quem deve seguir com o atendimento hospitalar e quem será encaminhado para a atenção básica de saúde. Após isso, a assistência integral ocorre na Sala de Atendimento, e continuada na Sala de Decisão Clínica, local em que o paciente espera a reavaliação e conduta final em relação a sua assistência na Emergência. Depois desse procedimento, o paciente pode receber alta hospitalar, ficar em observação ou aguardar procedimentos de internação ou cirúrgicos nas unidades de Observação, ou mesmo encaminhamentos referenciados externos – quando o paciente não é perfil da unidade.

Sabe-se que uma das características mais importantes da aplicação da metodologia Lean é a mudança que acontece de maneira sistêmica. “Não é possível desenvolver melhorias apenas para um ou outro lado. É viável iniciar com um processo isolado, mas a consequência disso é iniciar uma reação em cadeia que impactará em todos os processos inter-relacionados, explica Andrea. ”A metodologia possibilitou uma melhor rotina de trabalho aos profissionais da Urgência e Emergência e uma aparente otimização do atendimento aos pacientes e seus familiares, resultando em uma assistência com maior qualidade e segurança e satisfação dos usuários. ”

Para Lúcia Helena Clementina dos Santos, mãe de Luiz Antônio Fernandes Santos, vítima de um acidente de trânsito, conta: "Foi um susto imenso, eu imaginei que ele ia ficar em filas de espera, como em outros hospitais que a gente vê. Imaginei que ia ser muito complicado. Surpreendi-me muito, pois rapidamente ele já estava em atendimento no hospital. Fiquei bem mais tranquila. Estou encantada, é um hospital excelente". O paciente também narrou a preocupação e que não esperava essa qualidade em um hospital público. “A assistência realizada pelos profissionais me fez sentir mais seguro”, disse Luiz Antônio.

Dentre as melhorias sistêmicas desenvolvidas pela equipe do hospital para impactar no aperfeiçoamento da Urgência e Emergência, também podem ser destacadas as ações aplicadas nos processos de assistência inicial aos pacientes, o tempo de giro dos leitos de internação, com altas hospitalares mais eficientes, os procedimentos cirúrgicos, o núcleo interno de regulação (NIR) e a admissão de pacientes nas unidades de terapia intensiva (UTIs).

O tempo médio de permanência no hospital também reduziu em consequência da melhoria nos processos internos para a condução eficiente do plano terapêutico: de 9,15 dias, em agosto (2017), caiu para 6,64 dias, em novembro, demonstrando redução de 27%. Diversas ações de monitoramento e melhorias também foram feitas no processo de alta, que passou de 10:21 horas para 3:21 horas, reduzindo 68%, permitindo que um maior número de pessoas possam ser internadas, em menos tempo.

O HOSPITAL ESTADUAL DE URGÊNCIAS DA REGIÃO NOROESTE DE GOIÂNIA/ HUGOL 

Inaugurado em julho 2015, a unidade possui uma estrutura física de 71.165 metros quadrados.

O HUGOL é uma unidade de saúde de alta e média complexidade em urgência e emergência, com foco em traumatologia, queimaduras e medicina intensiva. O hospital é habilitado como Centro de Referência em Assistência a Queimados de alta complexidade pelo Ministério da Saúde e é referência no atendimento pediátrico a vítimas de traumas. É, ainda, um hospital de assistência, ensino, pesquisa e extensão universitária, com banco de sangue próprio. Além do atendimento médico, a unidade promove ações junto à sociedade, com projetos como HUGOL na Comunidade e HUGOL nas Escolas.

A METODOLOGIA 

O Sistema Lean que pode ser traduzido como produção enxuta é uma metodologia japonesa que após a Segunda Guerra mundial chegou ao ocidente e foi utilizada em praticamente todos os setores produtivos. A partir da década de 90 houve uma adaptação para utilização na área da Saúde com impactos muito positivos.

A atual gestão do Ministério da Saúde trouxe para o SUS essa metodologia que melhora a gestão racionalizando recursos, otimiza espaço e insumos. O secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde Francisco de Assis Figueiredo que é especialista em Gestão Hospitalar enxergou nos desafios do SUS uma oportunidade para alcançar melhores resultados, “quando se identificou que a superlotação é um problema de fluxo intra-hospitalar, passamos a racionalizar os recursos para qualificar o trajeto do paciente dentro das unidades” exemplifica o Secretário.

A ferramenta é utilizada atualmente pelo Hospital Regional da Região Noroeste de Goiânia Governador Otávio Lages Siqueira (HUGOL) em Goiás, Hospital Odilon Behrens de Belo Horizonte em Minas Gerais, Hospital São José de São José em Santa Catarina, o Hospital Geral de Palmas no Tocantins, Hospital de Messejana em Fortaleza no Ceará e o Hospital Geral do Grajaú na cidade de São Paulo, todos são 100% SUS e estão utilizando a metodologia com excelentes resultados. O projeto do Ministério da Saúde é realizado em parceria com o Hospital Sírio Libanês, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (PROADI-SUS).

Este ano a expectativa é ampliar a implantação do sistema Lean para mais cem hospitais.

Por Bruna Bonelli e Tiago Souza, do Nucom/SAS/MS

Atendimento à imprensa
(61) 3315-3580

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