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Brasil tem segundo caso de pacientes que sobreviveram ao vírus da raiva humana

Escrito por Tatiana Teles | | Publicado: Sexta, 12 de Janeiro de 2018, 18h10 | Última atualização em Sexta, 12 de Janeiro de 2018, 18h16

Praticamente 100% dos pacientes contaminados não resistem aos sintomas da doença Um adolescente de 14 anos, morador da zona rural da cidade de Barcelos, no Amazonas, é a quinta pessoa a sobreviver ao vírus da raiva humana no mundo e a segunda no Brasil. O primeiro caso aconteceu em 2008, no município de Floresta, Pernambuco. No restante do mundo, existem relatos de apenas mais três outros casos de cura: dois nos Estados Unidos, em 2004 e 2011, respectivamente, e outro na Colômbia, em 2008. Este último faleceu por outras causas associadas após a cura. A primeira cura de raiva humana no Brasil, bem como o sucesso terapêutico da paciente dos Estados Unidos, abriu novas perspectivas para o tratamento dessa doença, considerada até então letal. Diante disso, o Ministério da Saúde reuniu especialistas no assunto e elaborou o primeiro protocolo brasileiro de tratamento para raiva humana baseado no protocolo americano de Milwaukee, que tem por objetivo orientar a condução clínica de pacientes suspeitos de raiva, na tentativa de reduzir a mortalidade da doença. Para o tratamento da raiva humana no Brasil, são utilizados alguns medicamentos conforme preconizado no protocolo, dentre eles a sapropterina e amantadina. A sapropterina é um medicamento pertencente ao Componente Estratégico da Assistência Farmacêutica – CESAF, com financiamento, aquisição e distribuição centralizadas no Ministério da Saúde. É enviado aos estados em casos de necessidade de atendimento ao protocolo específico de raiva humana, mediante a confirmação e notificação de casos. Todo este processo de disponibilização do medicamento em tempo hábil é intermediado pela Assistência Farmacêutica local junto ao Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos e Unidade de Vigilância de Zoonoses do Ministério da Saúde, para que viabilize a chegada do medicamento à unidade de saúde em até 24 horas após a notificação. O Diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Dr. Renato Alves Teixeira Lima, parabeniza as equipes de Assistência Farmacêutica da Fundação de Medicina Tropical – Dr. Heitor Vieira Dourado, no Amazonas, e do Ministério da Saúde, manifestando sua satisfação quanto ao impacto deste trabalho conjunto na cura do paciente - “É extremamente prazeroso podermos, através da assistência farmacêutica, contribuir para salvar vidas, ainda mais que a raiva humana é uma doença de grau de letalidade altíssimo”. Raiva Humana - A raiva é uma grave doença infecciosa causada pelo vírus do gênero Lyssavirus, da família Rhabdoviridae, que leva a óbito praticamente 100% dos pacientes contaminados. A doença é transmitida somente por animais mamíferos, geralmente através da mordida e inoculação do vírus presente na saliva dentro da pele. O vírus da raiva tem atração pelas células do sistema nervoso, invadindo imediatamente os nervos periféricos após ser inoculado através da pele. Por Nucom  SCTIE
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