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Norte e Nordeste

Saúde Indígena é tema de oficina no II Congresso de Secretarias de Saúde

Escrito por Leonardo | | Publicado: Quinta, 17 de Abril de 2014, 11h41 | Última atualização em Quinta, 17 de Abril de 2014, 11h47

A Saúde Indígena voltou a ser tema de debate durante o II Congresso de Secretarias Municipais de Saúde das Regiões Norte e Nordeste. Durante dois dias, gestores municipais, coordenadores de Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs), conselheiros de saúde indígena e representantes da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai/DF) estiveram reunidos com o objetivo de construir um diálogo e pactuar responsabilidades no financiamento e na organização de serviços voltados à assistência de populações indígenas. O congresso acontece na cidade de Manaus (AM) e segue até esta quinta-feira (17).

Já na abertura, o secretário Especial de Saúde Indígena, Antônio Alves, lamentou a falta de interesse dos gestores municipais para tratar do assunto. “Esperávamos um auditório mais representativo, porém, ainda são poucos que demonstram o interesse e estão dispostos ao debate. O SUS não é construído sozinho. Ninguém faz nada sozinho e os municípios precisam entender que eles também têm responsabilidades com a população indígena”.

Alves ressaltou que o Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS) vem passando por significativas transformações nos últimos três anos e que os resultados já começam a aparecer. Lembrou que os desafios da saúde indígena são grandes e complexos, pela sua especificidade, e ressaltou que também cabe ao SUS se preparar para atender essas populações.

“Esta é uma área de atuação onde o profissional precisa ter um perfil apropriado, pois do contrário não será aceito pela própria comunidade. Os desafios de se chegar até as aldeias vem sendo superado com a organização do nosso transporte sanitário, mas o hospital que vai recebê-lo também precisa estar preparado”, enfatizou Antônio Alves.

A atuação do Controle Social na saúde indígena e sua organização ascendente também foi destacada pelo coordenador do Fórum de Presidentes do Conselho Distrital de Saúde Indígena (Condisi), Gabriel Tapeba. “Nós também queremos debater com os municípios e, para isso, queremos ser ouvidos, pois não adianta só a Sesai nos ouvir, os municípios também precisam fazer a sua parte”, disse.

O conselheiro do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Vale do Javari, Jorge Marubo, ressaltou avanços desde a criação da Sesai. “Lembro que quando era criança fui picado por cobra e tiveram que me remover da aldeia até a cidade. Passamos cinco dias num barco. Lembro do meu pai tirando água de dentro da embarcação com uma lata de tinta. Semana passada, quem foi picado foi o meu sobrinho. Em 90 minutos ele já estava no hospital tomando o soro. Então vejo isso sim como um grande avanço”.  

A mesa de debate contou com as participações do diretor do Departamento de Atenção Básica da Secretaria de Saúde do Amazonas, Claudio Pontes; do secretário de Saúde de Uiramutã (RR), Gilson Souza; do coordenador do Fórum de Presidentes do Conselho Distrital de Saúde Indígena (Condisi), Gabriel Tapeba; e dos coordenadores Distritais de Saúde Indígena de Pernambuco e Parintins, Antônio Fernando e Paula Rodrigues, respectivamente.

A oficina também contou com a participação de coordenadores distritais das regiões Norte e Nordeste, presidentes de Condisi e técnicos da Sesai/DF.

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