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Veículos

Sesai entrega nova frota para DSEI Mato Grosso do Sul

Escrito por Leonardo | | Publicado: Sexta, 13 de Fevereiro de 2015, 19h18 | Última atualização em Quarta, 04 de Março de 2015, 10h54

Nada mais simbólico que a entrega das chaves de 13 carros, uma van e um caminhão, a nova frota zero quilômetros que o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Mato Grosso do Sul recebeu da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), acontecer no “Casa da cidadania”, onde as pessoas buscam seus direitos.

O evento aconteceu no último dia 12 de fevereiro, na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) da capital sul mato-grossense, e contou com a presença do secretário especial de Saúde Indígena, Antônio Alves de Souza; do coordenador do DSEI-MS, Hilário da Silva; do presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena (Condisi), Pedro Luiz Gomes Lulu; da presidente da Comissão Permanente de Assuntos Indígenas da OAB-MS (Copai/OAB-MS), Sâmia Barbieri; da Supereintendente de Políticas Públicas para populações indígenas do Estado do MS, Silvana Terena; e do deputado federal, Vander Loubet.

Além deles, participaram da solenidade Danielle Soares Cavalcante, diretora do Departamento de Atenção à Saúde Indígena (CGASI/DASI/SESAI/MS), da Sesai; e representantes das oito etnias indígenas do Estado.

Segundo o secretário da Sesai, Antônio Alves de Souza, o DSEI Mato Grosso do Sul é estratégico, pois têm a maior população indígena por unidade da federação atendida por um distrito apenas, com acesso garantido por estradas e rodovias. “Ele é um Distrito cujo acesso é mais facilitado, pois é via terrestre, assegurando que, por meio de veículos de rodas, podemos estar dando apoio a essas equipes”.

Gestão Indígena: seis meses de sucesso
A entrega dos veículos celebrou os seis primeiros meses de gestão indígena do DSEI-MS em grande estilo. Silvio Velasques, da etnia guarani e presidente do Conselho Local de Saúde Indígena, mostrou-se emocionado ao falar sobre a gestão indígena no DSEI que, para ele, representa uma conquista de todos os povos indígenas do Brasil. “É uma honra para nós, depois de tanta luta, esse acontecimento. Nós pedimos tanto por isso. Queríamos que fosse um irmão nosso. Hoje, podemos dizer: conseguimos”.

A superintendente de Políticas Públicas para Populações Indígenas do Mato Grosso do Sul, Silvana Terena, é enfática ao falar sobre a gestão indígena no DSEI. “Esse é um momento inédito para nós, indígenas do Mato Grosso do Sul. É a primeira vez que estamos protagonizando a nossa história política, feitas por nós. Tendo essa superintendência comigo, Terena, há um mês e nosso irmão Kadewéu no DSEI, há seis meses, quebramos muitos preconceitos e podemos fazer nossa política indígena de dentro do governo. É um desafio para nós, mas já deu para a sociedade não indígena perceber que nós somos, sim, capazes de administrar nossa própria gestão, o nosso povo, e trazer melhorias nas políticas públicas de Estado”.

Antônio Alves ficou satisfeito com o que viu e se diz mais tranquilo e feliz diante dos resultados e ganhos do e para o povo indígena. “Poder vir aqui testemunhar a gestão de um coordenador indígena com credibilidade, apoiado pelas comunidades, pelas lideranças, assessorado por um gestor com larga experiência em saúde indígena, o Wanderlei Guenka, é que fez com que nós pudéssemos, após seis meses em que estão à frente do DSEI, entregar esses veículos que serão mais um apoio, um suporte para o que deve ser feito”, afirma o secretário da Sesai. 

Veículos para os indígenas
As viaturas são motivo de alegria para toda a comunidade indígena da região. Pedro Lulu, presidente do Condisi, salienta o trabalho da Sesai em proporcionar boas condições para o trabalho na saúde indígena. “Hoje é um dia muito glorioso, muito gratificante com a nova composição da coordenação. Foi um trabalho excelente. Com o apoio do secretário, que também, se sensibilizou com a nossa causa, com os nossos movimentos e reivindicações [...], trazendo essas boas notícias, dando estrutura para que nós, trabalhadores, trabalhemos na saúde indígena, em cada aldeia e em cada polo do nosso estado”.

Para Danielle Cavalcante, esse é um dos momentos mais importantes para a atenção à saúde indígena, não só mais uma entrega de veículos. “Conseguir colocar transporte de qualidade para equipes multidisciplinares chegarem às áreas e fazerem atenção básica na aldeia é muito importante para nós. Você reduz os indicadores de mortalidade e morbidade, faz com que a equipe dê mais atenção para o que a Atenção Básica pode resolver, reduzindo, também, o número de transferências de urgência e emergência. Esse é o papel da Sesai”.

Por Déborah Proença

 

 

 

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