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VIGILÂNCIA EM SAÚDE

Distrito Sanitário Indígena Bahia elabora plano de prevenção à microcefalia

Escrito por Leonardo | | Publicado: Sexta, 11 de Dezembro de 2015, 18h25 | Última atualização em Sexta, 11 de Dezembro de 2015, 18h25

Equipes de saúde identificaram um caso - ainda em investigação - no Polo Base de Porto Seguro

O crescente número de registros de microcefalia no Brasil e a suspeita de um caso numa comunidade indígena no município baiano de Porto Seguro, estão levando equipes do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Bahia a reforçar o trabalho preventivo nos nove Polos Base da região. Atualmente, existem 546 gestantes na área de abrangência do Distrito, que atende a uma população de mais de 27 mil indígenas, de 14 etnias.

“Ainda estamos investigando se o caso registrado no Polo Base de Porto Seguro tem associação com o zika vírus, transmitido também pelo mosquito Aedes aegypit. Ao todo, no território coberto pelo DSEI, foram notificados 16 casos de dengue, três de chikungunya e cinco de zika vírus. Diante desses números, a Diasi [Divisão de Atenção à Saúde Indígena] elaborou um plano de apoio imediato aos Polos Base e as equipes multidisciplinares de saúde indígena começaram as ações de prevenção”, explica o coordenador distrital Jerry Matalawê.

O plano elaborado pelo Distrito apresenta o panorama epidemiológico nacional, estadual e no âmbito do DSEI Bahia, tanto em relação a dengue, chikungunya e ao zika vírus. Também aborda o conceito e o panorama epidemiológico da microcefalia; a anatomia do Aedes aegypit, ciclo evolutivo e forma de transmissão; os sintomas das três doenças; manejo dos criadouros para busca e eliminação dos focos identificados, prevenção e plano de ações integradas.

“Os profissionais estão se reunindo com as comunidades indígenas, desenvolvendo atividades educativas e realizando varredura em busca de focos do mosquito. Além disso, estamos envolvendo as escolas e outras instituições, como os conselhos locais, e articulando com as Secretarias Municipais de Saúde a inclusão das aldeias nos Planos de Contingência de municípios com população indígena”, disse a chefe da Diasi, Sara Mota.

Segundo ela, as principais orientações passadas aos indígenas estão voltadas para o combate aos criadouros. “Considera-se todo local capaz de armazenar água como um ambiente propício para os ovos eclodirem e surgirem novos mosquitos. Por isso, a medida essencial de combate é a eliminação desse transmissor”, conclui Sara.

Por Graziela Oliveira
Fotos: Acervo / DSEI Bahia

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