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DSEI Alto Rio Solimões realiza oficinas com parteiras tradicionais

Escrito por alexandreb.sousa | | Publicado: Sexta, 15 de Junho de 2018, 09h53 | Última atualização em Segunda, 18 de Junho de 2018, 15h09

Oficina de saberes tem o objetivo de possibilitar troca conhecimentos entre parteiras da região e o cuidado junto aos profissionais de saúde indígena

Divulgação/DSEI ARSDSEI Alto Rio Solimões realiza oficinas com parteiras tradicionais

Por meio de uma parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por meio do projeto Redes Vivas e Práticas Populares de Saúde: Conhecimento Tradicional das Parteiras e a Rede Cegonha no estado do Amazonas, o Distrito Sanitário Especial Indígena Alto Rio Solimões (DSEI ARS) realizou, no último mês, em Tabatinga (AM), a Oficina de Troca de Saberes no parto da mulher indígena. Sobre o tema, o DSEI também participou da 1ª Mostra de Parteiras Tradicionais da Amazônia durante o 13º Congresso Internacional da Rede Unida, realizado em Manaus (AM), no início deste mês.

O DSEI ARS foi convidado a levar quatro parteiras tradicionais indígenas para apresentarem o trabalho realizado na região de tríplice fronteira, onde junto com outras parteiras de estados do Amazonas, Acre, Pará e da Bolívia puderam trocar experiências sobre o trabalho realizado com as gestantes de suas comunidades.

A Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) valoriza os conhecimentos e práticas indígenas de cuidado à gestação, ao parto e ao nascimento e fomenta a articulação de saberes, como preconiza a Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas (PNASPI).  As parteiras são especialistas indígenas que existem em algumas tradições e são importantes aliadas na redução da mortalidade materna, infantil e fetal.

Faz parte das diretrizes da saúde indígena assegurar o direito do acompanhante e da parteira, buscando respeitar as práticas tradicionais e a autonomia das gestantes indígenas: permitindo as práticas de cuidados indígenas com a parturiente e com o recém-nascido, o batismo do nome indígena e de acordo com suas relações de parentesco etc.

A enfermeira e responsável técnica para saúde da mulher do DSEI ARS, Cristiane da Silva, destaca a importância de espaços de trocas de experiência para ampliar a rede de atenção às mulheres indígenas.  “Devemos fortalecer os espaços de discussões com as parteiras, buscando respeitar as práticas tradicionais, aproximando as equipes das parteiras, indo além do empoderamento para realização de seus trabalhos. Fomentar o trabalho das parteiras é fortalecer a vida das crianças indígenas que vêm ao mundo por suas mãos”, afirmou.

Durante o Congresso da Rede Unida, foi criada também a Associação de Parteiras do Estado do Amazonas. O DSEI ARS realizará uma nova oficina sobre o tema, entre os dias 25 e 26 de junho, no município de São Paulo de Olivença (AM).

Trabalho diferenciado

Na população atendida pelo DSEI ARS, existem133 parteiras identificadas pela Sesai/MS e pela área técnica para Saúde da Mulher do Amazonas. Elas participaram de oficinas promovidas pelo DSEI junto aos profissionais de saúde.  Além disso, na cidade de Tabatinga (AM), funciona desde 2016 a sala de parturientes indígenas da Maternidade Celina Vilacrez.

O ambiente foi adequado às especificidades indígenas com o intuito de redução de partos tardios, possível sofrimento fetal, buscando a redução de óbitos evitáveis. O espaço é um dos poucos existentes no Brasil a garantir o direito às especificidades culturais das mães indígenas no momento do parto, inclusive aos cuidados tradicionais.

Atualmente, a região concentra em torno de 65 mil indígenas, de 189 aldeias, das etnias Tikuna, Kocama, Kaixana, Kanamari, Kambeba, Witoto e Maku-yuhup.

 

Por Tiago Pegon, do Nucom Sesai
Atendimento à Imprensa
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