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DSEI Cuiabá apoia organização de mulheres indígenas na produção de alimentos tradicionais

Escrito por alexandreb.sousa | | Publicado: Sexta, 20 de Julho de 2018, 11h47 | Última atualização em Sexta, 20 de Julho de 2018, 11h47

Projeto promove indígenas ao ativismo no combate à fome, gerando saúde para a sua população

A equipe de Atenção Psicossocial do Distrito Sanitário Especial indígena (DSEI) Cuiabá realiza ações de fomento ao protagonismo das mulheres indígenas para produção de hortaliças na região da terra indígena Merure, a 400 km da capital mato-grossense.

Para a execução do projeto, a equipe de saúde mental do DSEI buscou intervir com ações como rodas de conversa com a população, visitas domiciliares na localidade e articulação intersetorial para capacitação no plantio de gêneros vegetais.

A partir da iniciativa, fomentada pela equipe do DSEI Cuiabá, as mulheres indígenas da localidade decidiram criar uma associação para a produção de alimentos em suas aldeias. Além de atuarem no cuidado da comunidade, o espaço é um incentivo para jovens e adultos (homens, inclusive) ampliarem a produção alimentícia. O projeto conta com oferta de sementes e mudas nativas de consumo tradicional do povo indígena Bororo. 

Segundo a psicóloga Thelia Pinheiro, além de beneficiar cerca de 700 indígenas da região, o programa traz bem-estar social. “O objetivo do projeto é fortalecer a rede interna de cuidados da aldeia, colaborando na reorganização social da comunidade”, ressaltou.

Para a indígena Santa dos Anjos, da etnia bororo, o protagonismo das mulheres vai transformando o cenário de algumas comunidades do território. “Eu acho que é como a gente falava com essa criançada. É trabalhando que a gente vive, é plantando que a gente colhe. Eu falo que se você planta um pedacinho de uma área pequena, mesmo que seja dois ou três pés de mandioca, é um começo, para depois plantar numa área maior. Não adianta vocês darem remédio e mais remédio se nós não temos a comida de qualidade. Eu acho que tendo ajuda, a gente planta e sobrevive”, destacou.

A autonomia conquistada por meio da organização e produção de alimentos gerou a produção de vida em seu território. Além disso, elas também se tornaram exemplo para os homens, que passaram a ajudá-las nos trabalhos e conquistaram a cooperação de seus filhos. As crianças começaram a enxergar o trabalho nas hortas como uma conquista de alimentos e uma nova perspectiva de saúde, segurança alimentar e emocional.

Neste contexto, pode-se afirmar que atualmente as mulheres do território de Merure são as principais cuidadoras locais no trabalho de redução do consumo de bebidas alcóolicas. Criando atividades para todas as pessoas que delas queiram participar. Também são as ativistas no combate à fome, gerando saúde para a sua população.

Além do DSEI Cuiabá, a iniciativa conta com o apoio da Missão Salesiana, Fundação Nacional do Índio (FUNAI), Secretaria de Estado de Saúde, Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social, Escola de Saúde Pública, Operação Amazônia Nativa (OPAN) e Conselho Indigenista Missionário (CIMI).

Por Tiago Pegon, do Nucom Sesai

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