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Ampliação do abastecimento garante água de qualidade para Aldeia Belém de Solimões

Escrito por Gustavo Frasão | | Publicado: Sexta, 08 de Março de 2019, 15h17 | Última atualização em Sexta, 08 de Março de 2019, 15h17

Habitantes da segunda maior Aldeia do Brasil passam a contar com sistema maior e com capacidade de oferecer água tratada para todos os mais de 5 mil indígenas do lugar

Todos os mais de 5 mil indígenas da Aldeia Belém de Solimões contam com água de qualidade nas 754 residências desde a inauguração da ampliação do Sistema de Abastecimento de Água – SAA, no final de fevereiro de 2019. Dez pequenas aldeias com cerca de 5.200 habitantes, fazem de Belém de Solimões, a segunda maior população aldeada do Brasil,  sendo que  95% é da etnia Ticuna, e os demais, da etnia Kocama. A aldeia beneficiada fica no município de Tabatinga no extremo oeste do Estado do Amazonas, na divisa com a Colômbia, a cerca de 1.100 km de Manaus.

A solenidade de inauguração contou com a presença do Secretário Especial de Saúde Indígena, Marco Antonio Toccolini e do coordenador do DSEI, Weydson Gossel Pereira, além de representantes do 8º Batalhão de Infantaria de Selva, do comando da Marinha, da Policia Militar de Tabatinga, de conselheiros Distritais e locais de outras Aldeias. Também estiveram presentes os Caciques da aldeia de Belém do Solimões, da Aldeia Filadélfia e da Aldeia Umariaçu 2. Durante a cerimônia de inauguração, o povo Ticuna fez uma apresentação cultural.

Fotos: Luís Oliveira - Fotojornalista – DRT 7175/DF

 

Lideranças indígenas como Elivado da Silva Souza, presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena (Condisi) do DSEI ARS fizeram questão de destacar a importância da obra para o povo indígena da localidade: “Quero agradecer o trabalho da SESAI e do DSEI Alto Rio Solimões (DSEI ARS) por ter concluído este sistema de abastecimento de água, que é muito importante para nossa população, uma das aldeias maiores do Brasil”, declarou.  Para o Secretário Marco Antonio Toccolini, a dimensão da obra mostra o tamanho do desafio que é a Saúde Indígena: “Inauguramos o maior sistema de abastecimento de água dentro de uma terra indígena, tem município no Brasil que não tem essa população. São quase 6 mil indígenas atendidos diretamente. Indiretamente são quase 10,5 mil pessoas que serão beneficiadas com essa obra”.

Muitos dos indígenas de Belém do Solimões já enfrentaram doenças causadas pela falta de tratamento da água do rio e de igarapés, Adriana Diaz, enfermeira chefe do DIASI, ressalta o alto índice de diarreia na região do Alto Solimões. A conclusão da 1ª etapa do sistema proporcionou uma melhora substancial da saúde dos indígenas, como constata o coordenador do DSEI ARS, Weydson Pereira: “Nós fizemos uma análise do impacto que é esse sistema de abastecimento de água na primeira etapa. Fizemos uma série histórica, antes e após o sistema. Nós reduzimos, com esse investimento, 56% dos casos de diarreias e todas as doenças e agravos causados por água contaminada, a expectativa é que a partir de março já haja uma maior queda desses agravos”. No mesmo dia também foi  inaugurada uma estrutura de madeira que garante a locomoção de pacientes de forma segura até o transporte fluvial de resgate  no rio Solimões.

Investimentos

Com uma complexa estrutura, o sistema capta água do rio Solimões, passa por Estação de Tratamento e chega a reservatórios (caixas d’água), ramais de distribuição e, finalmente chega a ligações domiciliares.

O Sistema foi concluído em 2 etapas, a primeira teve início em dezembro de 2014 e foi inaugurada em novembro de 2015, atendendo 233 famílias com ligações em casa e 4 chafarizes foram instalados em pontos estratégicos para atender as demais famílias. O custo total dessa etapa foi de R$ 2.4 milhões. Já a 2ª Etapa, teve início em dezembro de 2017 e foram construídos um reservatório com capacidade para armazenar 100 mil litros de água, um ramal de distribuição com 13,2 km de extensão e as ligações em 754 domicílios, beneficiando 1014 famílias, ao custo de R$ 1,8 milhão. Ao todo, o Sistema teve investimento total de R$ 4,2 milhões ao longo de 4 anos.

A manutenção do sistema é feita pelo DSEI ARS, com a aquisição de insumos, mão de obra para pequenos reparos. O DSEI também planeja a contratação de empresa especializada para prestar serviços de mão de obra, fornecimento de insumos e reposição ou conserto de peças dos equipamentos do sistema.

DSEI Alto Rio Solimões

Com sede na cidade de Tabatinga-AM, na divisa com a Colômbia, o Distrito tem 12 Polos Base e 1 Casai, atende a segunda maior população indígena do país, abrangendo sete municípios da região, com uma população total de 70.714 (SIASI 2018) indígenas, das etnias,  Ticuna, Kocama, Kambeba, Kanamari, Kaixana, Witoto e Maku-yuhup, morando em 234 aldeias, que serão atendidos por 26 médicos (última chamada) brasileiros por meio do programa Mais Médicos.

Por Luís Oliveira do NUCOM/GAB/SESAI
Atendimento à imprensa:
(61) 3315.3580

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