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Alto Rio Solimões e Vale do Javari recebem 32 profissionais do Programa Mais Médicos

Escrito por Gustavo Frasão | | Publicado: Quinta, 11 de Abril de 2019, 17h29 | Última atualização em Quinta, 11 de Abril de 2019, 17h29

Com a chegada destes médicos, ficam completas as Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena dos dois distritos sanitários

Foto: Alejandro Zambrana

O Aeroporto de Tabatinga, no extremo oeste do Amazonas, foi tomado por trabalhadores da saúde indígena na tarde da quinta-feira, 28/03, para recepcionar, com balões e faixas de boas-vindas, os 32 médicos do Programa Mais Médicos que vão atuar nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas do Alto Rio Solimões e do Vale do Javari. Do total de profissionais, 26 vão atuar no Alto Rio Solimões e seis vão para o Vale do Javari, distrito que tem como sede o município vizinho de Atalaia do Norte e que abrange uma região com grande presença de indígenas isolados e de recente contato. “Iniciamos aqui um novo ciclo, sempre em busca da melhoria dos indicadores de saúde dos indígenas de nossa região”, disse o coordenador do DSEI Alto Rio Solimões, Weydson Gossel Pereira, ao dar as boas-vindas aos profissionais recém-desembarcados.

Entre os que foram receber os novos companheiros de trabalho, o médico Marcos Geovani Garcia, que participou do programa por dois anos e meio, a partir de meados de 2015, no próprio DSEI ARS, de onde se afastou para atuar como supervisor do Programa em São Gabriel da Cachoeira (AM), no Alto Rio Negro. Formado na Bolívia e já com o diploma validado no Brasil, ele decidiu participar novamente do Programa, por ter gostado da experiência na saúde indígena. “Atuar nas aldeias é uma experiência ímpar para qualquer médico e nos prepara para qualquer outra situação ao longo da vida profissional”, afirmou.

Entre os recém-chegados, Volber Fritz e Patrícia Soares de Oliveira, ambos formados na Universidade de Cochabamba, na Bolívia, se mostravam animados para trabalhar no Vale do Javari, distrito sanitário que tem as áreas de mais difícil acesso no país, onde uma entrada em área pode consumir até 15 dias de viagem, para uma permanência de até 90 dias nas áreas indígenas. “Em nosso período de internato, na Bolívia, três meses são obrigatoriamente cumpridos em locais de difícil acesso, mas mesmo assim este será um grande desafio”, reconheceu Patrícia, comprometida em se esforçar para ter uma boa atuação inclusive em situações de contato com indígenas isolados, caso seja necessário ao longo dos próximos anos.

Investimentos

Os médicos selecionados para o Alto Rio Solimões vão atuar em um DSEI que passou por grandes avanços nos últimos anos. Dos investimentos previstos no Plano de Desenvolvimento da Saúde Indígena (PDSI) para o quadriênio 2016-2019, mais de 90% já foram realizados. Entre os dias 22 e 24 de março, por exemplo, foram entregues picapes nos polos base de Feijoal e Campo Alegre, responsáveis pela atenção em saúde a 6 mil e 7 mil indígenas, respectivamente, residentes em 25 aldeias. Ao longo dos últimos quatro anos, foram adquiridos 12 veículos terrestres e mais de 120 embarcações para atendimento dos quase 70 mil indígenas que vivem na área de abrangência do DSEI. “As novas embarcações eram imprescindíveis, já que 95% das aldeias da região são de acesso fluvial”, explica Weydson Pereira.

No dia 23 de março, também foi entregue a nova sede do Polo Base São Paulo de Olivença, que antes funcionava em área urbana e agora ficará na Aldeia Betânia, onde vivem indígenas da etnia Kokama. O polo base também recebeu uma picape para assegurar a logística das ações de saúde na região. “A transferência deste polo base era muito necessária, porque atende a uma das áreas de mais difícil acesso do DSEI, com 43 aldeias nas calhas dos rios Solimões, Jacurapa, Camatia e Jandiatuba”, afirma o coordenador do DSEI ARS, acrescentando que a realização só foi possível graças à parceria com a Prefeitura de Tabatinga, que cedeu o prédio, inicialmente destinado a uma Unidade Básica de Saúde do município, mas para a qual não foi possível habilitar uma equipe de Saúde da Família, pelo fato de estar localizada dentro de área indígena.

A Casa de Apoio de Saúde Indígena (CAPAI) de Amaturá também recebeu veículo para auxiliar no transporte de pacientes dos polos base Nova Itália e São Francisco de Canimari referenciados para a rede de serviços do SUS no município amazonense.

Em fins de fevereiro, a Aldeia Belém de Solimões, uma das mais populosas do Brasil, foi contemplada com um Sistema de Abastecimento de Água capaz de atender às 754 residências da localidade e de outras 10 pequenas aldeias, beneficiando direta ou indiretamente mais de 10 mil indígenas das etnias Ticuna e Kocama.

Até o fim de 2019, também devem ser concluídas as obras de reforma e ampliação da Casa de Saúde Indígena (CASAI) de Tabatinga e de construção do Polo Base de São Sebastião e de sete Unidades Básicas de Saúde Indígena,estas últimas sendo executadas pela própria equipe do Serviço de Saneamento e Edificações (SESANI) do DSEI, por meio de adesão a duas atas de registro de preços, para fornecimento de mão de obra e de material de construção.

DSEI Alto Rio Solimões 

Com sede na cidade de Tabatinga-AM, na divisa com a Colômbia, o Distrito conta com 12 Polos Base e 1 Casai, atendendo à segunda maior população indígena do país e abrangendo sete municípios da região, com uma população total de 70.714 (SIASI 2018) indígenas, das etnias Ticuna, Kocama, Kambeba, Kanamari, Kaixana, Witoto e Maku-yuhup, morando em 234 aldeias.

Por Beth Almeida, SESAI/MS
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