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Ministério da Saúde prepara projeto sobre dimensionamento da força de trabalho no SUS

Escrito por Gustavo Frasão | | Publicado: Quarta, 20 de Março de 2019, 14h44 | Última atualização em Quarta, 20 de Março de 2019, 17h07

Iniciativa começará a ser implementada pelo Ceará em conjunto com a Secretaria Estadual de Saúde e Secretaria Municipal de Saúde de Fortaleza


Foto: Natalia Pinheiro

Com o objetivo de contribuir para a identificação da necessidade da força de trabalho das categorias profissionais da saúde, considerando as necessidades dos gestores, profissionais e usuários, a Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), do Ministério da Saúde, reuniu-se, nesta quarta-feira (20), em Fortaleza (CE), com a equipe da Secretaria Estadual de Saúde do Ceará e da Secretaria Municipal de Saúde de Fortaleza para tratar sobre a implantação do projeto-piloto de “Dimensionamento da Força de Trabalho no Sistema Único de Saúde”.

“O projeto irá dimensionar a força de trabalho dos profissionais de saúde em 100 municípios de todas as regiões. A iniciativa inicia pelo Estado do Ceará e pretende oferecer um modelo a ser implantado posteriormente em todos os municípios brasileiros. Isso vai resultar em economia para o estado, em eficiência para o paciente e melhoria das condições de trabalho desses profissionais”, afirmou a secretária da SGTES, Mayra Pinheiro.

A temática do Dimensionamento oferece uma metodologia que permite aos gestores responderem questões norteadoras para subsidiar o planejamento da força de trabalho em saúde. O atendimento ao público é dinâmico e influenciado por todos os fatores da sociedade, portanto a metodologia precisa atender a esta demanda e facilitar o acompanhamento contínuo.

A proposta inicial é implantar o Dimensionamento nos três níveis de atenção à saúde de Fortaleza:

  • Atenção primária (unidades básicas de saúde).
  • Atenção secundária (referências e especialidades médicas).
  • Atenção terciária (serviços hospitalares de pequeno, médio e grande porte, pré-hospitalares fixos e móveis de urgência e emergência).

A reunião traçou os principais objetivos da atuação do Ministério da Saúde para a execução do projeto, começando pela apresentação e formação da equipe, seguida pela coleta de indicadores sociais e da saúde, além do número de profissionais de cada município piloto, pontuando que cada localidade tem os perfis particulares que devem ser analisados nesta fase. A etapa seguinte contempla o comparativo dos modelos padrões com a situação existente e a sugestão de alterações na Força de Trabalho.

Entre as vantagens que o Dimensionamento oferece estão a classificação das vulnerabilidades das Unidades Básicas de Saúde de acordo com indicadores sociais e epidemiológicos; conhecimento do número real de trabalhadores e o necessário para compor as equipes; realização da previsão orçamentária para planejamento de adequação da força de trabalho; distribuição, priorização e monitoramento dos profissionais; planejamento da contratação a curto, médio e longo prazo; sistema de informação organizado para avaliar e monitorar os recursos humanos; identificação das demandas de educação permanente e fornecimento de informações estratégicas para a gestão municipal.

“Esse projeto é muito importante para o país, é muito importante para o estado do Ceará e para todos os municípios onde ele será desenvolvido como piloto, pois a partir dos resultados o modelo será implantado em todas as cidades do Brasil”, ressaltou a secretária Mayra Pinheiro.

A reunião contou com a participação do Secretário de Saúde do Estado do Ceará, Carlos Roberto Martins Rodrigues Sobrinho; a Coordenadora de Atenção Primária do Estado do Ceará, Magda Colares; representantes da Escola de Saúde Pública, Olívia Bessa e Caio Garcia; representante da Associação Brasileira de Medicina de Emergência (Abramede), Frederico Arnaud; o representante da Secretaria Municipal de Saúde de Fortaleza, Romel Araújo; a coordenadora da Assessoria de Desenvolvimento Institucional (Adins) da Secretaria de Saúde do Estado do Ceará, Najla Cavalcante; além de técnicos da SGTES. 

Por Natalia Pinheiro, do NUCOM/SGTES
Atendimento à imprensa
(61)3315-3580

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