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Ministério da Saúde participa do 17° Congresso Nacional da ANAMT

Escrito por Gustavo Frasão | Publicado: Sexta, 17 de Maio de 2019, 17h25 | Última atualização em Sexta, 17 de Maio de 2019, 17h32

Representando a pasta, a secretária da SGTES, Mayra Pinheiro, palestrou sobre acidentes e doenças relacionadas ao trabalho

Foto: Priscilla Klein

A convite da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT), o Ministério da Saúde participou, nesta quinta-feira (16), do 17° Congresso Nacional da ANAMT. O evento aconteceu na sede do Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília (DF), e apresentou como tema central o debate sobre “Valores essenciais frente às transformações do trabalho: hoje e amanhã”.

Representando o Ministério da Saúde, a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), Mayra Pinheiro, palestrou sobre acidentes e doenças relacionadas ao trabalho.

“Precisamos discutir e encontrar novas soluções diante dos novos desafios para a área da saúde do trabalhador. A maioria dos acidentes laborais é passível de prevenção. Nesse sentido, volto a lembrar de Brumadinho e Mariana (MG), duas tragédias anunciáveis e que por falta de fiscalização e cumprimento das leis não foram evitadas. As medidas de segurança estão previstas em nossas normas regulamentadoras, é necessário que sejam fiscalizadas e cumpridas”, salientou Mayra.

A palestra também abordou os impactos econômicos gerados pelos altos índices de acidentes de trabalho. Segundo estudo realizado pelo Observatório Digital da Saúde e Segurança do Trabalho, a cada ano são registrados cerca de 750 mil acidentes de trabalho no Brasil, significando um problema social e ambiental que impacta diretamente a economia do país. Corroborando com a análise, dados do Ministério Público do Trabalho (MPT), apurados entre 2012 e 2017, apontam que os acidentes de trabalho representaram um gasto de mais de R$ 26 bilhões à Previdência Social.

Durante a apresentação, Mayra Pinheiro alertou para o aumento de doenças relacionadas aos tempos atuais, em que são exigidos do trabalhador jornadas cada vez mais extensas e extenuantes, provocando doenças como depressão e transtornos de ansiedade, comprometendo a saúde e a qualidade produtiva do trabalhador.

“Em ambientes de demandas elevadas e que estimulam a competição, por exemplo, a pressão por resultados pode gerar impactos na saúde e consequentemente na produtividade do trabalhador, prejudicando não apenas seu rendimento quanto do grupo no qual está inserido, além desse profissional estar mais suscetível ao desenvolvimento de doenças como depressão e transtornos de ansiedade”, argumentou.

Cerca de 1500 profissionais médicos, atuantes na área de Medicina do Trabalho, compareceram à palestra, que também contou com a presença da médica especialista em Medicina do Trabalho e presidente da Associação Brasiliense de Medicina do Trabalho (ABRAMT), Rosylane Das Mercês Rocha.

Por Priscilla Klein, do NUCOM/SGTES
Atendimento à imprensa
(61) 3315-3580

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