Ir direto para menu de acessibilidade.
Portal do Governo Brasileiro

Todas as crianças de 6 meses a menores de 1 ano devem ser vacinadas contra o sarampo

Início do conteúdo da página

Governo realiza simulação para eventual detecção de caso suspeito de Ebola no país

Escrito por Leonardo | | Publicado: Sexta, 29 de Agosto de 2014, 18h09 | Última atualização em Segunda, 15 de Setembro de 2014, 10h07

                                                                                                                                                                                        Foto: Divulgação

 

O exercício teve como objetivo aumentar a preparação da rede de vigilância em saúde para um eventual caso de suspeito

 

Para colocar em prática as medidas adotadas pelo Governo Brasileiro em resposta a um eventual caso suspeito de Ebola em viajante internacional, foi realizada nesta sexta-feira (29) uma simulação no Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim (Galeão) e no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro.

A simulação teve como objetivo colocar em prática os planos de preparação e protocolos elaborados para essa situação, servindo como treinamento das instituições envolvidas na detecção e resposta, em condições que simulam um caso real. A simulação contemplou todos os passos a serem adotados, a partir de uma comunicação do caso suspeito feito pela aeronave ao aeroporto internacional, envolvendo o transporte do paciente, a triagem de contactantes e o atendimento no hospital de referência.

É importante ressaltar que foi um treinamento programado como parte do processo de preparação do Brasil. O Ministério da Saúde reafirma que não há caso suspeito ou confirmado de Ebola no Brasil e que o risco de transmissão por viajante internacional é considerado muito baixo pela própria Organização Mundial da Saúde (OMS).

A ação teve início com a simulação da comunicação por parte de um comandante de aeronave às autoridades sanitárias de um caso suspeito de passageiro que apresentava febre e voltava de um dos países afetados pelo vírus Ebola. A partir daí, as equipes envolvidas na resposta colocaram em prática os protocolos vigentes.

Foi feita a transferência do avião para uma área remota, isolada do aeroporto, como é feito em uma situação real. Um soldado que havia sido preparado para atuar como o passageiro com os sintomas da doença foi retirado pelas equipes do Corpo de Bombeiros (composta por dois médicos e um enfermeiro), trajando os equipamentos de proteção individual recomendados.

Após o primeiro atendimento pelos profissionais de saúde foi feita a remoção do “paciente” pela unidade do Corpo de Bombeiros, que é preparada para realizar esse transporte sem riscos de contaminação para os profissionais, para o hospital de referência, o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, da Fiocruz. Lá, o “paciente” recebeu atendimento e foi coletada uma amostra do seu sangue para realização do teste confirmatório.

A amostra de sangue foi acondicionada segundo normas de biossegurança internacional e, em uma situação real, seria enviada para o Laboratório do Instituto Evandro Chagas – Secretaria de Vigilância em Saúde/Ministério da Saúde, no Pará, que é o laboratório de referência para realizar o exame confirmatório de Ebola em nosso País.

Enquanto o “paciente” era transferido e atendido, os profissionais da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) iniciaram as entrevistas individuais com cada um dos “passageiros” e “tripulantes” para coletar dados, identificar quem teve ou pode ter tido contato com as secreções ou quem apresentava sintomas semelhantes ao do “paciente”.

Cadeia de Ações - “O objetivo deste exercício é treinar cada um dos procedimentos que estão envolvidos para que possamos aprender e reforçar a cadeia de ações para o atendimento a uma emergência de saúde como essa”, explicou o ministro da Saúde, Arthur Chioro, nesta sexta-feira. Ele lembrou que, na Copa do Mundo deste ano, também foram realizados simulados para riscos como acidentes com múltiplas vítimas e utilização intencional de agentes químicos e biológicos.

Para o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, o treinamento é uma estratégia extremamente importante, não apenas para repassar cada procedimento, como também corrigir possíveis inadequações e, com isso, obter o máximo de eficiência em uma situação real que possa ocorrer.

“Simulações são parte importante da preparação. Elas nos permitem capacitar as equipes e aperfeiçoar o processo, em situações semelhantes às condições reais”, afirmou o secretário, mesmo ressaltando que o risco de transmissão do Ebola no Brasil é baixíssimo.

A ação, que contou com cerca de 100 pessoas, foi realizada pelo Ministério da Saúde em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, Polícia Federal, Infraero, Anvisa, Fiocruz, Corpo de Bombeiros, Tam Linhas Aéreas e Concessionária RIO Galeão.  A simulação não alterou o funcionamento normal do aeroporto. Outros exercícios semelhantes deverão ser realizados no futuro, em locais distintos.

 

Veja também: Ministério desmente boatos sobre casos de Ebola no Brasil

                         Ministério da Saúde envia medicamentos para Serra Leoa

Assuntos em destaques

Fim do conteúdo da página