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Eliminação da malária no Brasil é discutida durante evento

Escrito por Gustavo Frasão | | Publicado: Terça, 07 de Maio de 2019, 11h41 | Última atualização em Terça, 07 de Maio de 2019, 11h41

Na pauta o plano de ações para cumprimento das metas para controle e redução da malária nos municípios e estados até 2030

Entre os dias 6 e 10 de maio, a Coordenação Geral dos Programas Nacionais de Prevenção e Controle da Malária e das Doenças Transmitidas pelo Aedes (CGPNCMD) está reunida com estados e municípios para 28ª Reunião de Avaliação do Programa Nacional de Controle da Malária na Região Amazônica e 14ª Reunião de Apoiadores Municipais para o controle de Malária. As reuniões que acontecem anualmente, tem como objetivo acompanhar as ações de vigilância e controle da malária desenvolvidas nos estados e municípios, da região Amazônica. A meta é organizar as estratégias e reforçar a mobilização das ações entre os três entes federados para eliminar a malária como problema de saúde pública.

Durante a abertura do evento, representando o secretário de Vigilância em Saúde, o diretor do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis (DEVIT), Júlio Croda, reforçou a importância dessa avaliação para o alinhamento das estratégias para o controle da doença. “Precisamos ser inovadores, trabalharmos de modo integrado, principalmente com Atenção Básica. Isso é uma das prioridades do Ministério da Saúde”, disse.

As ações contra malária foram reforçadas também na fala do assessor da Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Paulo Morais. Segundo o assessor, “o governo federal está comprometido em tratar a malária como um dos assuntos prioritário da atual gestão e apoiar ações que visem eliminar a doença no Brasil”, enfatizou.

A representante da Organização Pan Americana de Saúde (Opas), Maria Paz, se mostrou otimista com a meta do Brasil eliminar a malária no país. Para ela, o foco central deve ser dado na estratégia DTI-R (diagnóstico, tratamento, investigação e resposta). “É necessário ter como foco uma ação de trabalho programático, estimular a busca ativa dos serviços e produzir microanálises em cada região para melhor entender as necessidades locais para gerar o enfrentamento efetivo”, afirmou.

Maria Paz apresentou ainda recomendações para eliminação da malária. Entre elas destaca-se a elaboração de um Plano Nacional de Eliminação da Malária, a criação de um comitê assessor de eliminação da doença, a agilidade no diagnóstico e tratamento e o desenvolvimento do apoio multissetorial para o enfrentamento. “As ações não param após diagnosticar e tratar um caso”, avaliou.

A reunião busca ainda, analisar e discutir ações desenvolvidas em 2018 e 2019 e avaliar o plano de ações até 2020, visando definir estratégias para cumprimento de metas estabelecidas para controle e redução da malária nos municípios e estados. Além disso, estados e municípios poderão, ao longo da semana, discutir o andamento das ações desenvolvidas pelo programa. Para Cássio Peterka, coordenador substituto da CGPNCMD, “este é o momento de apoiar estados e municípios com os gargalos enfrentados na ponta, e entender os diferentes cenários para otimizar ações, gerando assim, melhores resultados, e juntos, eliminarmos a malária como um problema de saúde pública em nosso país”.

Para 2019, entre os principais desafios, estão os de manter a continuidade das ações de vigilância da malária, melhorando a oportunidade no diagnóstico e tratamento, resposta rápida a surtos, mobilização social e orientação de prevenção da doença para a população, fortalecimento dos níveis locais, além de comprometimento de todos os envolvidos nas ações de prevenção da doença.

Nos próximos dias, além dos gestores dos Programas Estaduais de Malária, participam das discussões do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), Conselhos Estaduais dos Secretários Municipais de Saúde (COSEMS) , Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI’s) e Laboratórios Centrais de Saúde Pública (LACEN). Serão também apresentadas estratégias e metas para a eliminação da malária, além de projetos para farmacovigilância dos antimaláricos pela Anvisa, OPAS Brasil.

Projeto Apoiadores Municipais para o controle de Malária

A equipe de Apoiadores Municipais é formada por profissionais de nível superior, especialistas, com expertise e experiência na área de vigilância epidemiológica e gestão para prevenção, controle e eliminação da malária, é capacitada para analisar dados epidemiológicos e orientar as intervenções de vigilância e controle da malária, baseadas nas diretrizes e protocolos de trabalho do Programa Nacional de Controle da Malária na Região Amazônica (PNCM). O principal objetivo desta estratégia é repassar para os serviços de saúde uma metodologia de trabalho que possa ser assumida pelas estruturas de vigilância e controle da doença nos estados e municípios.

Brasil Sem Malária

Outra importante estratégia do Ministério da Saúde é a sensibilização da população por meio da campanha de comunicação “Brasil Sem Malária”, lançada no final de abril. Destinadas as populações que vivem nas capitais dos nove estados que compõem a região Amazônica (Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Mato Grosso, Roraima, Rondônia, Tocantins e Maranhão), além de regiões de mata, assentamentos rurais, garimpos, periferias e áreas indígenas. A campanha  traz informações sobre as recomendações e cuidados que a população precisa adotar para reduzir a possibilidade de picada pela fêmea do mosquito Anopheles, transmissor da malária, por meio de divulgação em TV, rádio, carro som, barco som, aeroportos, rodoviárias, internet e redes sociais.

Acesse aqui a campanha “Brasil Sem Malária”

Situação atual

Ainda hoje, a malária compõe um rol de doenças que expõe populações mais vulneráveis a fatores ambientais de risco à saúde, principalmente, pela condição socioeconômica. Na região Amazônica foram notificados 193.654 casos de malária, redução de quase 1% em comparação a 2017, resultado da intensificação das ações locais, principalmente com reduções mensais de casos a partir do segundo semestre de 2018. Esses esforços dos entes federados reflete em 2019, quando foram notificados 31.677 casos, representando redução de 35% em comparação com janeiro a março de 2018. 

Acesse aqui as fotos do eventoaqui as fotos do evento

Por NUCOM SVS, para a Agência Saúde
Atendimento à imprensa:
(61) 3315.3580

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