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MS, Fiocruz e Opas promovem simpósio sobre pesquisa clínica em Chikungunya

Escrito por Gustavo Frasão | | Publicado: Sexta, 10 de Maio de 2019, 17h40 | Última atualização em Sexta, 10 de Maio de 2019, 17h45

Evento marca o lançamento da Rede Replick, consórcio nacional de estudos clínicos sobre a doença coordenado pela Fiocruz

Foto: Ascom/INI/Fiocruz

Ministério da Saúde e o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas da Fundação Oswaldo Cruz, em parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde, promoveram, nesta sexta-feira (10), no Rio de Janeiro, o Simpósio Desafios e Oportunidades na Pesquisa Clínica em Chikungunya: Produzindo Evidências para Saúde Pública. O encontro marcou o lançamento da Rede de Pesquisa Clínica e Aplicada em Chikungunya (Replick), consórcio nacional de estudos clínicos sobre a doença coordenado pelo Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz).

Com o objetivo de promover uma ampla discussão sobre os desafios enfrentados no manejo clínico e na busca por evidências científicas para um melhor tratamento da infecção por Chikungunya, o evento contou com a participação de integrantes da Replick e seus parceiros estratégicos do Ministério da Saúde (Secretarias de Atenção à Saúde, Vigilância em Saúde e de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos)e da Opas.

O diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde (DEVIT/SVS), Júlio Croda, participou da abertura do evento e também proferiu a palestra “Epidemiologia e perspectivas futuras da transmissão do Chikungunya no Brasil”.

“Este é um momento importante, com apoio do Ministério da Saúde, a iniciativa da Replick, além de entender melhor a doença e propor novos tratamentos para Chikungunya, pretendemos utilizar as cidades onde será realizado o estudo para promover uma vigilância ativa das diversas arboviroses e das condições neuroinvasivas asssociadas a essas doenças no Brasil. Nós já estamos trabalhando nessa reestruturação da vigilância, prevista para ser implementada a partir do segundo semestre”, destacou o diretor do DEVIT.

Segundo Júlio Croda, para a Vigilância de Doenças Neuroinvasivas por Arbovírus, a proposta da SVS é aprimoramento do sistema de vigilância integrada com outras arboviroses; avaliação da vigilância de Unidades Sentinelas de Doenças  Neuroinvasivas; qualificar a investigação dos  casos graves e óbitos suspeitos Chikungunya; concluir o PCDT de Manejo Clínico e publicar o novo manual; atualizar o Plano de contingência no cenário de expansão da doença; e incorporar novas tecnologias no controle do vetor.

Neste último ponto, Júlio Croda destacou a iniciativa Wolbachia, que consiste na manipulação e liberação na natureza dos mosquitos Aedes aegypti  infectados com a bactéria Wolbachia, que reduz a capacidade do mosquito de transmissão da dengue,  zika e chikungunya, ou qualquer outro vírus. “Essa é um método complementar para controle do mosquito, mas que tem potencial de tecnologia que possa ser difundida, na ponta, nos municípios acima de 500 mil habitantes. Por isso temos investido no desenvolvimento dessa nova tecnologia”, disse.  

Wolbachia

O projeto Wolbachia é uma parceria da Fiocruz, Ministério da Saúde, que conta com apoio da Fundação Bill & Melinda Gates e National Institutes of Health. Desde 2011, já foram investidos R$ 31,5 milhões. Em 2016 a ação foi ampliada em larga escala em Niterói, com resultados muito satisfatórios, e em 2017 no município do Rio de Janeiro. Agora o projeto está sendo expandido para Campo Grande (MS), Belo Horizonte (BH) e Petrolina (PE), onde será trabalhada a última fase de teste. Além disso, segundo do diretor do DEVIT/SVS, será aberta uma linha de financiamento do Banco de Desenvolvimento Interamericano (BID), repassada a bancos nacionais, para municípios que queiram implantar a estratégia (soltura e avaliação).

Rede Replick

A Rede de Pesquisa Clínica e Aplicada em Chikungunya (Replick) é um consórcio de estudos clínicos aplicados à Chikungunya que visa, além de constituir um biorrepositório/biobanco sobre a doença, reunir informações úteis baseadas em evidências científicas que sirvam como base para orientações para o tratamento da doença. Os dados serão obtidos através do acompanhamento de dois mil voluntários durante três anos.

A iniciativa é coordenada pelo INI/Fiocruz, no Rio de Janeiro, e os estudos realizados pela Rede são financiados pelo Departamento de Ciência e Tecnologia (Decit), da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, do Ministério da Saúde (SCTIE/MS), envolvendo 11 centros de pesquisa em nove estados brasileiros (Amazonas, Bahia, Ceará, Mato Grosso do Sul, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rondônia e São Paulo).

Nos dias anteriores ao simpósio (8 e 9/05), foi realizado o Encontro de Investigadores Replick, que contou com a participação do coordenador Geral dos Programas Nacionais de Controle da Malária e das Doenças Transmitidas pelo Aedes (CGPNCD/DEVIT/SVS), Rodrigo Said.

Por Nucom/SVS
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