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Perguntas e Respostas

Escrito por alexandreb.sousa | | Publicado: Quinta, 27 de Março de 2014, 15h31 | Última atualização em Terça, 12 de Setembro de 2017, 12h13

1. O que é a Filariose Linfática? É uma doença parasitária crônica, considerada uma das maiores causas mundiais de incapacidades permanentes ou de longo-prazo. 2. No Brasil, onde a Filariose Linfática está presente? A transmissão da FL atualmente no Brasil está restrita a áreas endêmicas pertencentes aos municípios de Recife, Olinda, Jaboatão do Guararapes e Paulista, todos na Região Metropolitana do Recife/ Pernambuco. 3. Qual a causa? A FL é causada pelo verme nematóide Wuchereria Bancrofti. 4. Quais os sintomas? Entre as manifestações clínicas mais importantes estão edema de membros, seios e bolsa escrotal, que podem levar à incapacidade. 5. Como se transmite? A transmissão se dá pela picada do mosquito Culex quiquefasciatus (pernilongo ou muriçoca) infectado com larvas do parasita. Após a penetração na pele, através da picada do mosquito, as larvas infectantes migram para região dos linfonodos (gânglios), onde se desenvolvem até a fase adulta. Havendo o desenvolvimento de parasitos de ambos os sexos, haverá também a reprodução, com eliminação de grande número de microfilárias para a corrente sangüínea, o que propiciará a infecção de novos mosquitos, iniciando-se um novo ciclo de transmissão. 6. Como é feito o diagnóstico? Os testes laboratoriais que comprovam a etiologia são o exame direto em lâmina, a hemoscopia positiva, testes imunológicos especialmente apoiados em cartões ICT e ultrassonografia, que pode demonstrar a presença de filarias nos canais linfáticos.
Uma característica deste parasito é a periodicidade noturna das microfilárias no sangue periférico do hospedeiro. O pico da parasitemia periférica coincide, na maioria das regiões, com o horário preferencial de repasto do vetor (entre 23h00 e 01h00 da manhã). Durante o dia, essas formas se localizam nos capilares profundos, principalmente nos pulmões e, durante a noite, aparecerem no sangue periférico, com maior concentração em torno da meia-noite, decrescendo novamente até o final da madrugada. 7. Como tratar? Para os casos em que a presença do parasito é detectada, o tratamento antifilarial específico deve ser adotado, com vistas a debelar a infecção. Para tanto, a droga de escolha é a Dietilcarbamazina (DEC) na forma de comprimidos de 50mg da droga ativa. Sua administração é por via oral e apresenta rápida absorção e baixa toxicidade. Esta droga tem efeito micro e macro filaricida, com redução rápida e profunda da densidade das microfilárias no sangue.

 
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