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Acidentes por animais peçonhentos

Informações Técnicas

Escrito por alexandreb.sousa | | Publicado: Quinta, 27 de Março de 2014, 15h30 | Última atualização em Quarta, 20 de Setembro de 2017, 14h45

Aspectos clínicos A meningite é uma síndrome na qual, em geral, o quadro clínico é grave e caracteriza-se por febre, cefaleia, náusea, vômito, rigidez de nuca, prostração e confusão mental, sinais de irritação meníngea, acompanhadas de alterações do líquido cefalorraquidiano (LCR). No curso da doença podem surgir delírio e coma. Dependendo do grau de comprometimento encefálico, o paciente poderá apresentar também convulsões, paralisias, tremores, transtornos pupilares, hipoacusia, ptose palpebral e nistágmo. Casos fulminantes com sinais de choque também podem ocorrer. A irritação meníngea associa-se aos seguintes sinais: Sinal de Kernig: resposta em flexão da articulação do joelho, quando a coxa é colocada em certo grau de flexão, relativamente ao tronco. Há duas formas de se pesquisar esse sinal: • paciente em decúbito dorsal: eleva-se o tronco, fletindo-o sobre a bacia; há flexão da perna sobre a coxa e desta sobre a bacia;
• paciente em decúbito dorsal: eleva-se o membro inferior em extensão, fletindo-o sobre a bacia; após pequena angulação, há flexão da perna sobre a coxa. Essa variante chama-se, também, manobra de Laségue. Sinal de Brudzinski: flexão involuntária da perna sobre a coxa e desta sobre a bacia, ao se tentar fletir a cabeça do paciente.
Crianças de até nove meses poderão não apresentar os sinais clássicos de irritação meníngea. Neste grupo, outros sinais e sintomas permitem a suspeita diagnóstica, tais como: febre, irritabilidade ou agitação, choro persistente, grito meníngeo (criança grita ao ser manipulada, principalmente, quando se flete as pernas para trocar a fralda) e recusa alimentar, acompanhada ou não de vômitos, convulsões e abaulamento da fontanela. Meningites Bacterianas As infecções causadas pelas bactérias Neisseria meningitidis, Haemophilus influenzae e Streptococcus pneumoniae podem limitar-se à nasofaringe ou evoluir para septicemia ou meningite. A infecção pela Neisseria meningitidis pode provocar meningite, meningococcemia e as duas formas clínicas associadas: meningite meningocócica com meningococcemia, ao que se denomina Doença Meningocócica.
A vigilância da doença meningocócica é de grande importância para a saúde pública em virtude da magnitude e gravidade da doença, bem como do potencial de causar epidemias. Aspectos laboratoriais Os exames laboratoriais específicos são Cultura (padrão ouro), Aglutinação pelo Látex e reação em cadeia da polimerase (PCR). A coleta de dados clínico-epidemiológicos e de espécimes do paciente é imprescindível para confirmação do diagnóstico etiológico, particularmente o líquido cefalorraquidiano (líquor) e o sangue (hemocultura). No caso de suspeita de meningite viral recomenda-se também a coleta de amostras de fezes.

Vigilância epidemiológica A vigilância epidemiológica das meningites tem como objetivos: • Monitorar a situação epidemiológica das meningites de interesse em saúde publica;
• Orientar a utilização das medidas de prevenção e controle disponíveis e avaliar a efetividade do uso destas;
• Detectar precocemente surtos;
• Avaliar o desempenho das ações de vigilância;
• Monitorar a prevalência dos sorotipos e o perfil da resistência bacteriana das cepas de H. influenzae e S. pneumoniae circulantes no país;
• Produzir e disseminar informações epidemiológicas.

A meningite é uma doença de notificação compulsória individual (ou seja, são notificados caso por caso, principalmente pela equipe de saúde do primeiro atendimento). Assim, todos os casos suspeitos ou confirmados de meningite devem ser notificados às autoridades competentes, por profissionais da área de assistência, vigilância, e pelos de laboratórios públicos e privados, através de contato telefônico, fax, e-mail ou outras formas de comunicação. A notificação deve ser registrada no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), por meio do preenchimento da Ficha de Investigação de Meningite. A Investigação epidemiológica deve ser realizada para obtenção de informações quanto à caracterização clínica do caso (incluindo a análise dos exames laboratoriais) e as possíveis fontes de transmissão da doença. A medida de controle eficaz para evitar casos secundários de doença meningocócica e meningite por Haemophilus influenzae é a quimioprofilaxia para os contatos próximos de casos. A droga de escolha é a rifampicina devendo ser administrada preferencialmente em até 48 horas da exposição à fonte de infecção. Os surtos de doença meningocócica estão entre as situações mais desafiadoras para as autoridades de saúde pública, devido ao potencial de grande morbidade e mortalidade, com muita repercussão social e nos meios de comunicação. As respostas sanitárias variam em cada surto e dependerão da identificação, ou não, de vínculo epidemiológico entre os casos, das faixas etárias acometidas, da distribuição geográfica e de outros riscos. O objetivo do manejo dos surtos de doença meningocócica é interromper a cadeia de transmissão e evitar a ocorrência de novos casos.

AÇÕES

Ações de rotina (GT-Meningites): • Monitoramento da situação epidemiológica da doença meningocócica no país a partir das análises do banco de dados do SINAN;
• Detecção e intervenção em surtos identificados ou notificados;
• Orientação aos estados quanto às medidas de prevenção e controle (com fornecimento de insumos medicamentosos e de diagnóstico laboratorial);
• Monitoramento da prevalência dos sorogrupos e sorotipos das bactérias circulantes causadoras de meningites, especialmente a N. meningitidis;
• Monitoramento do perfil da resistência bacteriana das cepas de N. meningitidis identificadas;
• Produção e disseminação de informações epidemiológicas, com a devida capacitação dos profissionais envolvidos.

Ações específicas, por ano: 2012 - Oficina Macrorregional integrada de Vigilância Epidemiológica – Laboratório das Meningites Bacterianas – 28 a 30 de agosto (Representantes do Centro-Oeste, Sudeste, Sul); 29 a 30 de novembro (Representantes do Norte e Nordeste).
2013 - Reuniões do grupo técnico assessor das meningites - Março
2014 - Reunião nacional integrada da vigilância epidemiológica e laboratorial das meningites
2016 - Reunião nacional integrada da vigilância epidemiológica e laboratorial das meningites bacterianas
2017 - Reunião nacional integrada da vigilância epidemiológica e laboratorial das meningites bacterianas; Reunião de Capacitação em Análise Epidemiológica dos Bancos de dados da Meningite

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