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Diagnóstico

Escrito por alexandreb.sousa | | Publicado: Terça, 08 de Dezembro de 2015, 10h25 | Última atualização em Quarta, 09 de Dezembro de 2015, 10h34

Diagnóstico

 

O teste diagnóstico mais eficiente é a detecção de anticorpos IgM contra o vírus do Nilo Ocidental em soro (coletado a partir do 5º  dia após o início dos sintomas) ou em líquido cefalorraquidiano (LCR; coletado após o 8º dia a partir do início dos sintomas), utilizando a técnica de captura de anticorpos IgM (ELISA). Pacientes recentemente vacinados (contra febre amarela, por exemplo) ou infectados com outro flavivírus (ex: Febre Amarela, Dengue, Zika, Saint Louis, Rocio, Ilhéus) podem apresentar resultado de IgM-ELISA positivo (reação cruzada). Outras provas, como a inibição da hemaglutinação, detecção do genoma viral (PCR), isolamento viral e PRNT também podem ser utilizadas.

Outros achados importantes

Entre os casos graves dos recentes surtos, observou-se que:

  • A contagem de leucócitos apresenta-se geralmente normal ou elevada, também ocorrendo linfocitopenia e anemia;
  • O exame do LCR mostra pleocitose linfocítica com proteínas elevadas e glicose normal;
  • A tomografia computadorizada do cérebro apresenta-se geralmente normal. A imagem por ressonância magnética pode apresentar aumento das leptomeninges e/ou da área periventricular e alteração do sinal do parênquima.

 

Diagnóstico diferencial

O diagnóstico diferencial da FNO inclui diversas arboviroses (neuroinavasivas e não neuroinvasivas) e outras doenças virais febris agudas (como dengue, leptospirose, febre maculosa, e outras) ou com acometimento do sistema nervoso central. Assim, a abordagem sindrômica é a mais indicada para a vigilância da FNO, a partir da identificação de pacientes com quadros neurológicos de etiologia viral (encefalite, meningite, meningoencefalite, paralisia flácida aguda) sem causa conhecida.

As principais causas das doenças neuroinvasivas são meningite asséptica, encefalite ou paralisia flácida aguda. Estas doenças são normalmente caracterizadas pelo aparecimento de febre acompanhada de rigidez da nuca, estado mental alterado, convulsões e fraqueza muscular. A paralisia flácida aguda pode ser resultado de poliomielite anterior, neurite periférica, ou uma neuropática desmielinizante periférica pós-infecciosa, ou seja, a síndrome de Guillain-Barré. Já as doenças não neuroinvasivas são capazes de causar febre sistêmica aguda que podem incluir dor de cabeça, mialgia, artralgia, exantema, ou sintomas gastrointestinais. Raramente causam miocardite, pancreatite, hepatite, ou manifestações oculares, tais como coriorretinite e iridociclite.

 

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