Ir direto para menu de acessibilidade.
Portal do Governo Brasileiro

INFORME AS DOSES E ESTOQUES DAS VACINAS EM SEU MUNICÍPIO ATÉ 30/11

Início do conteúdo da página

Informações técnicas

Escrito por Alessandra Bernardes | | Publicado: Segunda, 13 de Novembro de 2017, 16h27 | Última atualização em Segunda, 13 de Novembro de 2017, 16h41

Vetores e reservatórios

A maioria das espécies conhecidas vive no meio silvestre, associadas a uma diversidade de fauna e flora. É importante ter em mente que essa associação a hábitats é dinâmica, ou seja, uma espécie hoje considerada exclusivamente silvestre pode tornar-se domiciliada se as condições em que vive forem alteradas.

Das 141 espécies de triatomíneos conhecidas atualmente, 63 foram identificadas no Brasil e são encontradas em vários estratos florestais, de todos os biomas. Com a interrupção da transmissão vetorial por Triatoma infestans no país, quatro outras espécies de triatomíneos têm especial importância na transmissão da doença ao homem: T. brasiliensis, Panstrongylus megistus, T. pseudomaculata e T. sordida.

Período de incubação

  • Transmissão vetorial – de 4 a 15 dias.
  • Transmissão transfusional – de 30 a 40 dias ou mais.
  • Transmissão oral – de 3 a 22 dias.
  • Transmissão acidental – até, aproximadamente, 20 dias.

Aspectos laboratoriais

Recomendações sobre o diagnóstico parasitológico, sorológico e molecular para confirmação da doença de Chagas aguda e crônica.

Aspectos epidemiológicos

A doença de Chagas, primitivamente uma enzootia, passou a ser considerada uma antropozoonose, a partir da domiciliação dos vetores deslocados de seus ecótopos silvestres originais pela ação do homem sobre o ambiente. É limitada primariamente ao continente americano em virtude da distribuição do vetor estar restrito a este continente. Entretanto, são registrados casos em países não endêmicos por outros mecanismos de transmissão.

No passado, a área com risco de transmissão vetorial da doença de Chagas no país, conhecida no final dos anos 70, incluía 18 estados com mais de 2.200 municípios, nos quais se comprovou a presença de triatomíneos e destes 711 com presença do Triatoma infestans, principal vetor estritamente domiciliar no Brasil. Ações sistematizadas de controle químico foram instituídas a partir de 1975, e desde então levaram a uma expressiva redução da presença de T. infestans e, simultaneamente, da sua transmissão ao homem. Em reconhecimento, o Brasil recebeu em 2006 a certificação internacional de interrupção da transmissão da doença pelo T. infestans, concedida pela Organização Panamericana da Saúde e Organização Mundial da Saúde.

Apesar da grande redução na incidência dos casos de doença de Chagas aguda, evidencia-se nos últimos 15 anos a ocorrência sistemática destes casos relacionados à transmissão oral pela ingestão de alimentos contaminados (caldo de cana, açaí, bacaba, entre outros), principalmente na região amazônica, bem como à transmissão vetorial extradomiciliar, com a exposição acidental ao ciclo silvestre do agente etiológico

As ações de vigilância na região amazônica devem ser estruturadas e executadas de forma extensiva e regular por meio de: detecção de casos febris, apoiada na vigilância da malária; identificação e mapeamento de marcadores ambientais, a partir do reconhecimento dos ecótopos preferenciais das diferentes espécies de vetores prevalentes e na investigação de situações em que há evidências ou suspeita de domiciliação de alguns vetores.

Ressalta-se que ações de vigilância epidemiológica, entomológica e ambiental devem ser realizadas com vistas à manutenção e sustentabilidade da interrupção da transmissão da doença pelo T.infestans e por outros vetores passíveis de domiciliação.

Os casos suspeitos de DCA são de notificação compulsória e imediata. A notificação dos casos suspeitos deve obedecer ao que está estabelecido na Portaria SVS/MS nº 204, de 17 de fevereiro de 2016. Todo caso de doença de Chagas aguda é de notificação obrigatória às autoridades locais de saúde. A investigação deverá ser encerrada até 60 dias após a notificação. A unidade de saúde notificadora deve utilizar a ficha de notificação/investigação do Sistema de Informação de Agravos de Notificação – Sinan, encaminhando-a para ser processada conforme o fluxo estabelecido pela Secretaria Municipal de Saúde.

Aspectos ambientais

Os aspectos ambientais são muito relevantes na investigação de um caso de doença de Chagas aguda. Somente após a realização da investigação entomológica é possível verificar a necessidade de utilização de agentes químicos.

Para o controle específico de vetores que colonizam domicílios, o Ministério da Saúde adota algumas medidas, como utilização de inseticidas de ação residual, além do programa de melhoria habitacional da Funasa, que beneficiam as comunidades assistidas quando aliados a ações de caráter educativo. A melhoria habitacional só é recomendada nos casos em que as habitações tenham condições físicas que favoreçam a colonização de triatomíneos associados à presença de vetores reconhecidamente colonizadores, aliados à dificuldade de êxito no controle desses vetores com inseticida.

Fim do conteúdo da página