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Situação epidemiológica

Escrito por Alessandra Bernardes | | Publicado: Segunda, 13 de Novembro de 2017, 16h22 | Última atualização em Segunda, 13 de Novembro de 2017, 16h22

A alteração do quadro epidemiológico da doença de Chagas (DC) no Brasil promoveu a mudança nas ações e estratégias de vigilância, prevenção e controle, por meio da adoção de um novo modelo de vigilância epidemiológica.  Entretanto, o risco de transmissão vetorial da doença de Chagas persiste em função da:

  • Existência de espécies de triatomíneos autóctones com elevado potencial de colonização;
  • Presença de reservatórios de T. cruzi e da aproximação cada vez mais frequente das populações humanas a esses ambientes;
  • Persistência de focos residuais de T. infestans, ainda existentes em alguns municípios dos estados da Bahia e do Rio Grande do Sul.

Soma-se a esse quadro a ocorrência de casos e surtos por transmissão oral, vetorial domiciliar sem colonização e vetorial extradomiciliar, principalmente na Amazônia Legal. Entre o período de 2007 a 2016, foram registrados casos confirmados de doença de Chagas aguda na maioria dos estados brasileiros, com uma média anual de 200 casos. Entretanto, a maior distribuição, cerca de 95%, concentra-se na região Norte. Destes, o estado do Pará é responsável por 85% dos casos. Em relação às principais formas prováveis de transmissão ocorridas no país, 69% foram por transmissão oral, 9% por transmissão vetorial e em 21% não foi identificada a forma de transmissão.

LISTA DE MUNICÍPIOS DE RESIDÊNCIA DE CASOS AGUDOS CONFIRMADOS NO SINAN (2007 A 2016)

Boletim Epidemiológico - Volume 46 - nº 21 - 2015 - Doença de Chagas aguda no Brasil: série histórica de 2000 a 2013

Mesmo com o controle da ocorrência de novos casos da doença na maioria do território nacional, a magnitude da DC no Brasil permanece relevante. Apesar de não haver dados sistemáticos relativos à prevalência da doença, em estudos recentes as estimativas de prevalência variaram de 1,0 a 2,4% da população, o equivalente a 1,9 a 4,6 milhões de pessoas infectadas por T. cruzi. Reflexo disso é a elevada carga de mortalidade por DC no país, representando uma das quatro maiores causas de mortes por doenças infecciosas e parasitárias.

Taxas de mortalidade por doença de Chagas por UF de residência (2014 e 2015)

Além dos dados de mortalidade, o DATASUS disponibiliza outras informações de morbidade da doença de Chagas para tabulação: Tutorial Tabnet_doença de Chagas

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