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Informações técnicas

Escrito por Alessandra Bernardes | | Publicado: Quarta, 17 de Janeiro de 2018, 16h25 | Última atualização em Segunda, 26 de Fevereiro de 2018, 09h52

Descrição da Doença

História natural da doença

As DTA são uma importante causa de morbidade e mortalidade em todo o mundo. Em muitos países, durante as últimas duas décadas, têm emergido como um crescente problema econômico e de saúde pública. Numerosos surtos de DTA atraem atenção da mídia e aumentam o interesse dos consumidores. Há previsões de que o problema aumente no século 21, especialmente com as várias mudanças globais, incluindo crescimento da população, pobreza, exportação de alimentos e rações animais, que influenciam a segurança alimentar internacional.

Características gerais

A ocorrência de DTA relaciona-se com diversos fatores, como: condições de saneamento e qualidade da água para consumo humano impróprios; práticas inadequadas de higiene pessoal e consumo de alimentos contaminados.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera as DTA uma grande preocupação de saúde pública global e estima que, a cada ano, causem o adoecimento de uma a cada 10 pessoas e 33 milhões de anos de vida perdidos, Além disso, DTA podem ser fatais, especialmente em crianças menores de 5 anos, causando 420 mil mortes. Na região das Américas, as doenças diarreicas são responsáveis por 95% das DTA.

Centers for Disease Control and Prevention (CDC), centro de vigilância de doenças dos Estados Unidos, estima que a cada ano cerca de 1 em cada 6 americanos (ou 48 milhões de pessoas) fica doente, 128 mil são hospitalizadas e 3.000 morrem de doenças transmitidas por alimentos. 

No Brasil, a vigilância epidemiológica das DTA (VE-DTA) monitora os surtos de DTA e os casos das doenças definidas em legislação específica (consultar Informações Técnicas).  De acordo com dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), são notificados em média, por ano, 700 surtos de DTA, com envolvimento de 13 mil doentes e 10 óbitos.

Para mais informações sobre a magnitude das DTA no mundo, clique aqui

Aspectos epidemiológicos

A vigilância epidemiológica das Doenças Transmitidas por Alimentos teve início no final de 1999 e está regulamentada pelas portarias de consolidação MS-GM nº 4 e nº 5 de 28 de setembro de 2017, Anexo 1 do Anexo V e Anexo XLIII, respectivamente. O Ministério da Saúde monitora o perfil epidemiológico das Doenças Transmitidas por Alimentos (DTA) no Brasil por meio das notificações:

  • Das doenças que compõem a lista de notificação compulsória: Botulismo, Cólera, Doença de Creutzfeldt Jakob, Febre Tifoide, Toxoplasmose Gestacional e Toxoplasmose Congênita;
  • Das doenças que compõem a lista de doenças monitoradas pela estratégia de vigilância sentinela: Doenças Diarreicas Agudas, Síndrome Hemolítico Urêmica e Rotavírus;
  • De Eventos de Saúde Pública de importância em saúde pública: em que se enquadram os surtos de DTA (episódio em que duas ou mais pessoas apresentam doença semelhante após ingerirem alimentos e/ou água da mesma origem), considerando o potencial de disseminação, a magnitude, a gravidade, a severidade, a transcendência e a vulnerabilidade,

Dessa forma, casos isolados de DTA que não se enquadrem no disposto nas portarias não são de notificação compulsória ao Ministério da Saúde, sendo facultado às Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde incluir em suas listas de notificação compulsória as doenças, agravos e eventos de interesse.

Aspectos clínicos

Como as DTA podem ter várias causas, não há um quadro clínico específico. No entanto, os sintomas mais comuns são náuseas, vômitos, dores abdominais e diarreia. Os sinais/sintomas dependem de cada tipo de patógeno e muitos deles produzem os mesmos sintomas, o que torna o diagnóstico clínico um pouco difícil. O período de incubação varia conforme o agente etiológico, mas usualmente é curto, variando de 1-2 dias a 7 dias. Os agentes etiológicos mais frequentes são os de origem bacteriana, como Salmonella spp.Escherichia coli e Staphylococcus aureus. O tratamento das DTA depende da sintomatologia, mas em geral, trata-se de doença autolimitada, por isso o tratamento é baseado em medidas de suporte para evitar a desidratação e óbito.

Aspectos laboratoriais 

Os testes laboratoriais devem estar de acordo com as hipóteses diagnósticas. Como os surtos geralmente são causados por bactérias, sempre é indicado realizar cultura das fezes e dos alimentos suspeitos. Esses exames são feitos pelos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (LACEN) e pelos laboratórios de referência nacional. Dependendo da hipótese diagnóstica (clínica) recomenda-se coletar amostras de fezes “in natura” para pesquisa de vírus e parasitos.

Aspectos ambientais 

Toda investigação de surto de DTA deve ser feita de forma integrada com a vigilância sanitária (VISA), vigilância ambiental, LACEN e outras instituições de acordo com a situação. A autoridade sanitária local deverá realizar a inspeção sanitária dos estabelecimentos produtores dos alimentos suspeitos, coletar amostras de água e alimentos, descrever o fluxograma da produção, e utilizar swab para coleta de amostra de utensílios e superfícies. Os setores que compõem o Sistema VE-DTA deverão investigar o surto imediatamente após a notificação, desencadeando atividades de campo para obter informações epidemiológicas e propor medidas de intervenção, prevenção e controle.

Medidas de controle 

Identificar e retirar, imediatamente, o alimento contaminado dos locais de produção e distribuição, para interromper a cadeia de transmissão e evitar a ocorrência de novos casos. Orientar que os pacientes não utilizem medicamentos sem indicação médica e procurem atendimento para realizar o tratamento adequado.

Para maiores informações, consulte o Manual integrado de Vigilância, Prevenção e Controle de Doenças Transmitidas por Alimentos.

Tratamento

Após consulta médica, é indicada terapêutica específica de acordo com a suspeita clínica. Em todos os casos, é importante a reposição de líquidos, principalmente em crianças, idosos e imunodeprimidos que apresentam diarreia. Quando a diarreia é aguda, deve-se ingerir sal de reidratação oral, disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde, ou outras soluções de reidratação oral. As bebidas esportivas não compensam corretamente as perdas de fluidos e eletrólitos e não devem ser utilizadas. Agentes antiperistálticos são de pouca ou nenhuma utilidade em controlar diarreia, sendo contraindicados.

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