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Orientações para profissionais de saúde

Escrito por alexandreb.sousa | | Publicado: Quinta, 27 de Março de 2014, 15h30 | Última atualização em Quinta, 23 de Novembro de 2017, 12h43

Notas informativas

NOTA INFORMATIVA Nº 11, DE 2017/CGHDE/DEVIT/SVS/MS


Vigilância Epidemiológica

Por meio da detecção precoce e o tratamento oportuno dos casos objetiva-se:

- Reduzir a ocorrência de formas graves e óbitos;

- Reduzir a prevalência da infecção e;

- Indicar medidas para reduzir o risco de expansão geográfica da doença.

Estratégias para eliminação da esquistossomose como problema de saúde pública

-Identificação precoce dos portadores de S. mansoni, por meio de inquéritos coproscópicos e tratamento específico de acordo com o resultado do percentual de positividade: nas localidades com percentual de positividade acima de 25% tratamento coletivo do maior número de indivíduos; nas localidades com percentual de positividade entre 15 e 25% tratamento dos casos positivos e conviventes; nas localidades com percentual de positividade abaixo de 15% tratamento somente dos casos positivos.

-Controle dos hospedeiros intermediários: medida complementar que consiste em mapear e pesquisar as coleções hídricas, para determinação do seu potencial de transmissão e tratamento de criadouros de importância epidemiológica.

-Modificação permanente das condições de transmissão: Realizar atividades de Educação em saúde; mobilização comunitária e saneamento domiciliar e ambiental nos focos de esquistossomose.

Definição de caso de esquistossomose

Caso suspeito

Indivíduo residente e/ou procedente de área endêmica com quadro clínico sugestivo das formas: aguda, crônicas ou assintomáticas, com história de contato com as coleções de águas onde existam caramujos eliminando cercarias. Todo caso suspeito deve ser submetido a exame parasitológico de fezes.

Caso confirmado

Todo indivíduo que apresente ovos viáveis de Schistosoma mansoni nas fezes, tecidos ou outros materiais orgânicos e/ ou apresente formas graves de esquistossomose: aguda, hepatoesplênica, abscesso hepático, enterobacteriose associada, neurológica (mielorradiculopatia esquistossomótica), nefropatica, vasculopulmonar, ginecológica, pseudo-tumoral intestinal e outras formas ectópicas.

Descartado

Caso que não atenda a definição de caso confirmado.

Notificação

A esquistossomose é doença de notificação compulsória conforme a Portaria nº. 204 de 17/02/2016, da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde - SVS/MS.

Nas áreas não endêmicas, todos os casos (agudos e graves) deverão ser notificados e registrados no Sistema de Agravos de Notificação – Sinan e investigados.

Nas áreas endêmicas os casos detectados nos inquéritos coproscópicos de rotina são registrados no Sistema de Informações do Programa de Vigilância e Controle da Esquistossomose – SISPCE. Nestas áreas os casos de formas graves devem ser notificados e investigados por meio da Ficha de Investigação de caso – Sinan-NET-Esquistossomose.

Aspectos ambientais

O controle do hospedeiro intermediário da esquistossomose envolve aspectos ambientais relacionados a agressão provocada à flora e fauna aquáticas, ocasionados pelo uso de substância química (moluscicida). As ações de saneamento são de grande eficácia para as modificações de caráter permanente das condições de transmissão da doença. Dentre essas ações incluem-se: instalações hidráulicas e sanitárias, aterros para eliminação de coleções hídricas que sejam criadouros de moluscos, drenagens, limpeza e retificação de margens de córregos, canais e construções de pequenas pontes. Deve ser observada a legislação ambiental em vigor, no que diz respeito às intervenções em áreas de preservação permanente e ao licenciamento ambiental.

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